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MC Reaça é enterrado; bolsonaristas lamentam morte



04/06/2019 | 07:40


O corpo do cantor Tales Volpi Fernandes, de 25 anos, conhecido como MC Reaça, foi sepultado nesta segunda-feira, 3, no Cemitério Parque dos Indaiás, em Indaiatuba, cidade do interior de São Paulo. Compositor de músicas de apoio à campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro, MC Reaça foi encontrado morto no sábado, dia 1º, na margem da rodovia D. Pedro I, em Valinhos. O caso foi registrado pela Polícia Civil como "possível suicídio" - ele estava pendurado por uma corda em uma árvore.

Horas antes, a família de uma jovem com quem o cantor teria um relacionamento extraconjugal (ele era casado) o acusou formalmente de agressão. A vítima, uma agente de viagens de 28 anos, continuava internada nesta segunda-feira no Hospital Augusto de Oliveira Camargo, em Indaiatuba, com ferimentos no rosto e fratura em dois pontos do maxilar.

Conforme um familiar da vítima, que pediu para não ser identificado, o músico a agrediu violentamente após ser informado de que ela estava grávida. O próprio cantor teria ligado para o seu pai e para sua madrasta relatando o episódio.

O caso foi registrado na Polícia Civil de Indaiatuba. A assessoria do hospital informou que a jovem deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas permanecia internada, em observação - não estava descartada a possibilidade de ela ter de passar por uma cirurgia. O hospital não confirmou se a jovem está grávida.

Repercussão

O presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e aliados publicaram mensagens no Twitter, no domingo (2), em que lamentaram a morte de MC Reaça, e exaltaram suas qualidades e o papel do músico na campanha do então presidenciável do PSL. Não houve, no grupo, entretanto, quem comentasse a agressão à agente de viagens.

"Tales Volpi, conhecido como MC Reaça, nos deixou no dia de ontem (sábado). Tinha o sonho de mudar o País e apostou em meu nome por meio de seu grande talento. Será lembrado pelo dom, pela humildade e por seu amor pelo Brasil. Que Deus o conforte juntamente com seus familiares e amigos", diz mensagem publicada por Bolsonaro no domingo.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) publicou uma foto em que aparece ao lado do músico, fazendo o gesto de "arma" com as mãos, durante um ato de campanha em Campinas (SP), no ano passado. "Fica a imagem de um homem alegre, trabalhador, gente fina e criativo. A sua força deu resultado! Vai com Deus Tales Volpi ''MC Reaça''", escreveu.

Já o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), o filho "02", divulgou um vídeo em que MC Reaça defende, recitando versos, a eleição de Bolsonaro. "Obrigado sempre pela força. Descanse em paz", afirmou o vereador.

Parlamentares de oposição, por outro lado, criticaram o presidente. "MC Reaça e o machismo cotidiano. Fez músicas em que classificava mulheres de ''cadelas'' e que deveriam ser alimentadas ''com ração''. Recebeu honrarias de Bolsonaro e Flávio compartilhava vídeos com estas baixarias. Agrediu a amante grávida e se suicidou. O feminismo é necessário", escreveu o deputado Ivan Valente (PSOL-RJ).

A Polícia Civil de Valinhos informou que as circunstâncias da morte do músico serão investigadas. O laudo preliminar sobre a causa do óbito deve ser entregue nesta semana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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MC Reaça é enterrado; bolsonaristas lamentam morte


04/06/2019 | 07:40


O corpo do cantor Tales Volpi Fernandes, de 25 anos, conhecido como MC Reaça, foi sepultado nesta segunda-feira, 3, no Cemitério Parque dos Indaiás, em Indaiatuba, cidade do interior de São Paulo. Compositor de músicas de apoio à campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro, MC Reaça foi encontrado morto no sábado, dia 1º, na margem da rodovia D. Pedro I, em Valinhos. O caso foi registrado pela Polícia Civil como "possível suicídio" - ele estava pendurado por uma corda em uma árvore.

Horas antes, a família de uma jovem com quem o cantor teria um relacionamento extraconjugal (ele era casado) o acusou formalmente de agressão. A vítima, uma agente de viagens de 28 anos, continuava internada nesta segunda-feira no Hospital Augusto de Oliveira Camargo, em Indaiatuba, com ferimentos no rosto e fratura em dois pontos do maxilar.

Conforme um familiar da vítima, que pediu para não ser identificado, o músico a agrediu violentamente após ser informado de que ela estava grávida. O próprio cantor teria ligado para o seu pai e para sua madrasta relatando o episódio.

O caso foi registrado na Polícia Civil de Indaiatuba. A assessoria do hospital informou que a jovem deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas permanecia internada, em observação - não estava descartada a possibilidade de ela ter de passar por uma cirurgia. O hospital não confirmou se a jovem está grávida.

Repercussão

O presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e aliados publicaram mensagens no Twitter, no domingo (2), em que lamentaram a morte de MC Reaça, e exaltaram suas qualidades e o papel do músico na campanha do então presidenciável do PSL. Não houve, no grupo, entretanto, quem comentasse a agressão à agente de viagens.

"Tales Volpi, conhecido como MC Reaça, nos deixou no dia de ontem (sábado). Tinha o sonho de mudar o País e apostou em meu nome por meio de seu grande talento. Será lembrado pelo dom, pela humildade e por seu amor pelo Brasil. Que Deus o conforte juntamente com seus familiares e amigos", diz mensagem publicada por Bolsonaro no domingo.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) publicou uma foto em que aparece ao lado do músico, fazendo o gesto de "arma" com as mãos, durante um ato de campanha em Campinas (SP), no ano passado. "Fica a imagem de um homem alegre, trabalhador, gente fina e criativo. A sua força deu resultado! Vai com Deus Tales Volpi ''MC Reaça''", escreveu.

Já o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), o filho "02", divulgou um vídeo em que MC Reaça defende, recitando versos, a eleição de Bolsonaro. "Obrigado sempre pela força. Descanse em paz", afirmou o vereador.

Parlamentares de oposição, por outro lado, criticaram o presidente. "MC Reaça e o machismo cotidiano. Fez músicas em que classificava mulheres de ''cadelas'' e que deveriam ser alimentadas ''com ração''. Recebeu honrarias de Bolsonaro e Flávio compartilhava vídeos com estas baixarias. Agrediu a amante grávida e se suicidou. O feminismo é necessário", escreveu o deputado Ivan Valente (PSOL-RJ).

A Polícia Civil de Valinhos informou que as circunstâncias da morte do músico serão investigadas. O laudo preliminar sobre a causa do óbito deve ser entregue nesta semana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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