Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 19 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Cultura & Lazer

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Raul Seixas na Távola Redonda



04/06/2019 | 07:00


Foi durante um sonho que o encenador Guilherme Leme Garcia descobriu o fio da meada do musical Merlin e Arthur, Um Sonho de Liberdade, que estreia na sexta, 7, no Teatro Frei Caneca. "Eu buscava ideias para o espetáculo e nada me agradava. Até que, em uma noite, sonhei com portões de madeira e paredões de pedra. Um segundo antes de acordar, o nome 'Merlin' é pronunciado", relembra ele, satisfeito por ter encontrado o universo medieval de luta e magia.

A partir daí, novos desafios surgiram, especialmente na forma que a história seria narrada. Afinal, a trama se passa na cidade de Camelot e é narrada em duas fases, com o elenco se dividindo na interpretação dos papéis mais jovens e nos dias mais recentes. O amor e a busca pela liberdade são os temas centrais da narrativa sobre Arthur, lendário líder britânico que, segundo histórias medievais e romances de cavalaria, liderou a defesa da Grã-Bretanha contra os invasores saxões no final do século 5º e no início do século 6º.

Mas como seria a trilha sonora? "Sabia que teria de ser algo celta, mas não tinha certeza", conta o diretor que, ao se perguntar "O que Merlin cantaria?", deparou-se com uma resposta clara: Raul Seixas. "As canções dele e Paulo Coelho trazem esse sentimento de luta pela liberdade e igualdade que norteavam os ideais do rei Arthur. Enquanto pensava nisso, fui selecionando faixas que poderiam ser utilizadas e, em pouco tempo, cheguei a dez."

O espírito libertário, aliás, domina Merlin e Arthur. Para desenvolver a trama, Leme contou novamente com a contribuição de Márcia Zanelatto. Juntos, tornaram contemporâneo o universo medieval. "Apesar de ser uma lenda muito antiga e conhecida no mundo inteiro, eu e Márcia fizemos questão de colocar um paralelo entre a história da fundação da Távola Redonda e os tempos que vivemos hoje, no Brasil e no mundo", conta Leme, lembrando que o processo de escrita coincidiu com o período eleitoral do ano passado, marcado pela polarização. "O discurso de Arthur prega a diversidade - a Távola Redonda, criada por ele, é uma utopia de igualdade, com o poder dividido."

Com o conteúdo definido, faltava montar um elenco que correspondesse ao discurso - especialmente o papel de Arthur. Leme fez audições, pensou em fazer convites, mas não chegava a uma definição. Até que pensou no marido da atriz Larissa Bracher, que estava ali para acompanhar o processo de seleção: o cantor e compositor Paulinho Moska. Não se tratava de uma aposta arriscada - com um curso de teatro no currículo, além de participação em filmes nos anos 1980, Moska sentiu-se motivado ao ler o roteiro. "Senti que ali estava a mensagem que eu queria passar neste momento", disse ele, que decidiu adiar a turnê de lançamento de seu disco Beleza e Medo.

No palco, ele contracena com Larissa, que assumiu o papel de Guinevere. Restava o intérprete de Merlin. "É um personagem que está em outra dimensão, portanto, não poderia ser algo presencial", conta Leme, cuja solução novamente foi bafejada pela intuição: ele seria projetado por meio de efeitos especiais. Assim, Vera Holtz torna-se o nome ideal, uma vez que se tornou uma celebridade no mundo virtual. "Adoro ver a imagem desse 'Merlão' projetada no palco", diverte-se a atriz.

MERLIN E ARTHUR

Teatro Frei Caneca. Shopping Frei Caneca. R. Frei Caneca, 569. 6ª, 20h. Sáb., 16h e 20h. Dom., 19h. R$ 50 / R$ 150. Até 18/8

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Raul Seixas na Távola Redonda


04/06/2019 | 07:00


Foi durante um sonho que o encenador Guilherme Leme Garcia descobriu o fio da meada do musical Merlin e Arthur, Um Sonho de Liberdade, que estreia na sexta, 7, no Teatro Frei Caneca. "Eu buscava ideias para o espetáculo e nada me agradava. Até que, em uma noite, sonhei com portões de madeira e paredões de pedra. Um segundo antes de acordar, o nome 'Merlin' é pronunciado", relembra ele, satisfeito por ter encontrado o universo medieval de luta e magia.

A partir daí, novos desafios surgiram, especialmente na forma que a história seria narrada. Afinal, a trama se passa na cidade de Camelot e é narrada em duas fases, com o elenco se dividindo na interpretação dos papéis mais jovens e nos dias mais recentes. O amor e a busca pela liberdade são os temas centrais da narrativa sobre Arthur, lendário líder britânico que, segundo histórias medievais e romances de cavalaria, liderou a defesa da Grã-Bretanha contra os invasores saxões no final do século 5º e no início do século 6º.

Mas como seria a trilha sonora? "Sabia que teria de ser algo celta, mas não tinha certeza", conta o diretor que, ao se perguntar "O que Merlin cantaria?", deparou-se com uma resposta clara: Raul Seixas. "As canções dele e Paulo Coelho trazem esse sentimento de luta pela liberdade e igualdade que norteavam os ideais do rei Arthur. Enquanto pensava nisso, fui selecionando faixas que poderiam ser utilizadas e, em pouco tempo, cheguei a dez."

O espírito libertário, aliás, domina Merlin e Arthur. Para desenvolver a trama, Leme contou novamente com a contribuição de Márcia Zanelatto. Juntos, tornaram contemporâneo o universo medieval. "Apesar de ser uma lenda muito antiga e conhecida no mundo inteiro, eu e Márcia fizemos questão de colocar um paralelo entre a história da fundação da Távola Redonda e os tempos que vivemos hoje, no Brasil e no mundo", conta Leme, lembrando que o processo de escrita coincidiu com o período eleitoral do ano passado, marcado pela polarização. "O discurso de Arthur prega a diversidade - a Távola Redonda, criada por ele, é uma utopia de igualdade, com o poder dividido."

Com o conteúdo definido, faltava montar um elenco que correspondesse ao discurso - especialmente o papel de Arthur. Leme fez audições, pensou em fazer convites, mas não chegava a uma definição. Até que pensou no marido da atriz Larissa Bracher, que estava ali para acompanhar o processo de seleção: o cantor e compositor Paulinho Moska. Não se tratava de uma aposta arriscada - com um curso de teatro no currículo, além de participação em filmes nos anos 1980, Moska sentiu-se motivado ao ler o roteiro. "Senti que ali estava a mensagem que eu queria passar neste momento", disse ele, que decidiu adiar a turnê de lançamento de seu disco Beleza e Medo.

No palco, ele contracena com Larissa, que assumiu o papel de Guinevere. Restava o intérprete de Merlin. "É um personagem que está em outra dimensão, portanto, não poderia ser algo presencial", conta Leme, cuja solução novamente foi bafejada pela intuição: ele seria projetado por meio de efeitos especiais. Assim, Vera Holtz torna-se o nome ideal, uma vez que se tornou uma celebridade no mundo virtual. "Adoro ver a imagem desse 'Merlão' projetada no palco", diverte-se a atriz.

MERLIN E ARTHUR

Teatro Frei Caneca. Shopping Frei Caneca. R. Frei Caneca, 569. 6ª, 20h. Sáb., 16h e 20h. Dom., 19h. R$ 50 / R$ 150. Até 18/8

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;