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Arrependimento na troca de emprego


Maria Sartori
diretora de recrutamento da Robert Half

04/06/2019 | 07:07


Trimestralmente, o mercado de trabalho é mapeado por meio do Índice de Confiança Robert Half. Em uma das edições, foi revelado que quase 25% dos profissionais empregados já se arrependeram de ter pedido demissão em algum momento da carreira. Destes, 68% gostariam de voltar a ser contratados pelo antigo empregador. Se você faz parte deste grupo e deseja bater à porta da organização na qual atuava, sugiro cinco reflexões:

1 – Qual é o motivo do arrependimento?
A nova oportunidade realmente não te trouxe felicidade ou você gostaria de voltar para o antigo emprego porque o local te remete à sensação de segurança? É sempre importante fazer essa reflexão. Afinal, em média, demoramos cerca de 90 dias para nos adequarmos a novo ambiente de trabalho; o período de experiência não existe à toa.

2 – Quais motivos fizeram com que você pedisse demissão?
Muitas razões levam a pessoa a deixar o emprego: relacionamento ruim com superiores e pares, falta de oportunidade de crescimento, descontentamento com atividade exercida, remuneração inadequada, baixa aderência com cultura e valores da empresa, localização ruim da sede, entre muitos outros. Identifique o seu descontentamento no antigo empregador e tente verificar se algo mudou no ambiente interno ou se poderá voltar a se chatear pela mesma razão que te fez pedir demissão.

3 – Como foi sua saída?
Independentemente do motivo do seu desligamento, é muito importante sempre deixar as portas abertas nas empresas por onde passa. Ao ser cordial, você evidencia sua maturidade e seu profissionalismo. Dependendo das circunstâncias do desligamento, pode ser que o antigo empregador não te queira de volta.

4 – Sua vaga já foi preenchida?
É bem provável que o antigo empregador já tenha encontrado alguém para a sua cadeira ou, em alguns casos, que, após reorganização das atividades, a sua vaga tenha deixado de existir. Vale a pena investigar antes de se arriscar a receber uma negativa.

5 – Já pensou em tentar ser feliz na atual oportunidade?
Antes de retornar ao antigo emprego, é importante considerar que, talvez, você esteja apenas atravessando período de adaptação na atual empresa. O que tende a ser momento difícil para algumas pessoas. Dessa forma, tente entender melhor quais são as oportunidades que a organização oferece, conheça pessoas, aproxime-se do seu superior direto, entenda quais são os desafios e propósitos das ações que pratica. Abra-se para o novo.
 



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Arrependimento na troca de emprego

Maria Sartori
diretora de recrutamento da Robert Half

04/06/2019 | 07:07


Trimestralmente, o mercado de trabalho é mapeado por meio do Índice de Confiança Robert Half. Em uma das edições, foi revelado que quase 25% dos profissionais empregados já se arrependeram de ter pedido demissão em algum momento da carreira. Destes, 68% gostariam de voltar a ser contratados pelo antigo empregador. Se você faz parte deste grupo e deseja bater à porta da organização na qual atuava, sugiro cinco reflexões:

1 – Qual é o motivo do arrependimento?
A nova oportunidade realmente não te trouxe felicidade ou você gostaria de voltar para o antigo emprego porque o local te remete à sensação de segurança? É sempre importante fazer essa reflexão. Afinal, em média, demoramos cerca de 90 dias para nos adequarmos a novo ambiente de trabalho; o período de experiência não existe à toa.

2 – Quais motivos fizeram com que você pedisse demissão?
Muitas razões levam a pessoa a deixar o emprego: relacionamento ruim com superiores e pares, falta de oportunidade de crescimento, descontentamento com atividade exercida, remuneração inadequada, baixa aderência com cultura e valores da empresa, localização ruim da sede, entre muitos outros. Identifique o seu descontentamento no antigo empregador e tente verificar se algo mudou no ambiente interno ou se poderá voltar a se chatear pela mesma razão que te fez pedir demissão.

3 – Como foi sua saída?
Independentemente do motivo do seu desligamento, é muito importante sempre deixar as portas abertas nas empresas por onde passa. Ao ser cordial, você evidencia sua maturidade e seu profissionalismo. Dependendo das circunstâncias do desligamento, pode ser que o antigo empregador não te queira de volta.

4 – Sua vaga já foi preenchida?
É bem provável que o antigo empregador já tenha encontrado alguém para a sua cadeira ou, em alguns casos, que, após reorganização das atividades, a sua vaga tenha deixado de existir. Vale a pena investigar antes de se arriscar a receber uma negativa.

5 – Já pensou em tentar ser feliz na atual oportunidade?
Antes de retornar ao antigo emprego, é importante considerar que, talvez, você esteja apenas atravessando período de adaptação na atual empresa. O que tende a ser momento difícil para algumas pessoas. Dessa forma, tente entender melhor quais são as oportunidades que a organização oferece, conheça pessoas, aproxime-se do seu superior direto, entenda quais são os desafios e propósitos das ações que pratica. Abra-se para o novo.
 

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