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Ibovespa anula ganhos da manhã e fecha estável



03/06/2019 | 18:09


O Índice Bovespa ensaiou manter-se descolado do mau humor no mercado internacional, mas não teve fôlego para sustentar o viés positivo até o final do pregão desta segunda-feira, 3. Depois de ter subido até 0,75%, na contramão das quedas das bolsas de Nova York, o principal índice de ações brasileiro fechou estável, aos 97.020,48 pontos (-0,01%). Operadores atribuíram boa parte da perda de força a movimentos pontuais de realização de lucros recentes, uma vez que o Ibovespa subiu 3,63% na semana passada.

Além das quedas em Nova York, também houve contribuição negativa das ações de empresas exportadoras, alinhadas ao câmbio, e dos papéis das empresas de proteína, em resposta à suspensão preventiva de exportação de carne bovina para a China. Por outro lado, as ações da Petrobras mantiveram-se em alta mesmo com a depreciação dos preços do petróleo, apoiadas na expectativa de avanço do plano de desinvestimento da estatal.

Para Victor Beyruti, da área de análise da Guide Investimentos, são três as principais expectativas do investidor da bolsa nos próximos dias: votação da MP 871, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o aval do Congresso para privatizações e apresentação do relatório da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara.

O Senado iniciou por volta das 17h a sessão deliberativa para votar a MP 871, que faz um pente-fino em benefícios previdenciários e assistenciais, conhecida como MP Antifraude do INSS. A medida perde validade se não for aprovada nesta segunda.

Para Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora, a principal expectativa do mercado segue focada na reforma da Previdência, embora os pregões possam ser influenciados por notícias corporativas ou de natureza macroeconômica. A mudança de tom de Executivo e Legislativo, que se mostram mais afinados na busca pela aprovação das reformas, segundo ele, ainda anima os investidores.

"O tom otimista em torno da reforma da Previdência foi mantido, mas a falta de fatos concretos sobre o assunto manteve o investidor em clima de expectativa", disse o profissional, justificando o desempenho fraco do mercado neste primeiro pregão de junho.

As ações da Petrobras foram o principal destaque do dia, com ganhos de 2,20% (ON) e 1,72% (PN), mesmo com o petróleo em baixa nos futuros de Nova York e Londres. A alta foi impulsionada pela notícia de que a estatal apresentou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) proposta para vender refinarias que representam metade da capacidade de refino da companhia.



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Ibovespa anula ganhos da manhã e fecha estável


03/06/2019 | 18:09


O Índice Bovespa ensaiou manter-se descolado do mau humor no mercado internacional, mas não teve fôlego para sustentar o viés positivo até o final do pregão desta segunda-feira, 3. Depois de ter subido até 0,75%, na contramão das quedas das bolsas de Nova York, o principal índice de ações brasileiro fechou estável, aos 97.020,48 pontos (-0,01%). Operadores atribuíram boa parte da perda de força a movimentos pontuais de realização de lucros recentes, uma vez que o Ibovespa subiu 3,63% na semana passada.

Além das quedas em Nova York, também houve contribuição negativa das ações de empresas exportadoras, alinhadas ao câmbio, e dos papéis das empresas de proteína, em resposta à suspensão preventiva de exportação de carne bovina para a China. Por outro lado, as ações da Petrobras mantiveram-se em alta mesmo com a depreciação dos preços do petróleo, apoiadas na expectativa de avanço do plano de desinvestimento da estatal.

Para Victor Beyruti, da área de análise da Guide Investimentos, são três as principais expectativas do investidor da bolsa nos próximos dias: votação da MP 871, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o aval do Congresso para privatizações e apresentação do relatório da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara.

O Senado iniciou por volta das 17h a sessão deliberativa para votar a MP 871, que faz um pente-fino em benefícios previdenciários e assistenciais, conhecida como MP Antifraude do INSS. A medida perde validade se não for aprovada nesta segunda.

Para Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora, a principal expectativa do mercado segue focada na reforma da Previdência, embora os pregões possam ser influenciados por notícias corporativas ou de natureza macroeconômica. A mudança de tom de Executivo e Legislativo, que se mostram mais afinados na busca pela aprovação das reformas, segundo ele, ainda anima os investidores.

"O tom otimista em torno da reforma da Previdência foi mantido, mas a falta de fatos concretos sobre o assunto manteve o investidor em clima de expectativa", disse o profissional, justificando o desempenho fraco do mercado neste primeiro pregão de junho.

As ações da Petrobras foram o principal destaque do dia, com ganhos de 2,20% (ON) e 1,72% (PN), mesmo com o petróleo em baixa nos futuros de Nova York e Londres. A alta foi impulsionada pela notícia de que a estatal apresentou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) proposta para vender refinarias que representam metade da capacidade de refino da companhia.

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