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Taxas de juros abrem em baixa com cenário de inflação fraca e foco na política

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


03/06/2019 | 10:17


As principais taxas de juros no mercado futuro iniciaram junho perto da estabilidade, diante da agenda esvaziada, mas com viés de baixa em resposta à nova rodada de redução nas expectativas de inflação e de crescimento econômico este ano. As alterações corroboram a ideia de especialistas de queda na taxa básica de juros da economia ainda este ano, que está em 6,5%. Além disso, as tensões comerciais, que jogam as bolsas do exterior para o negativo, afetam os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, reforçando também a percepção de recuo nas taxas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

Mais cedo a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou maio com alta de 0,22%, inferior à de 0,63% em abril, acumulando 4,99% em 12 meses. O resultado de 0,22% do IPC-S ficou igual à mediana do intervalo das expectativas na pesquisa do Projeções Broadcast, cujo piso era de 0,18% e teto, de 0,26%.

Já o levantamento Focus mostrou que a mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2019 desacelerou a 4,03% (de 4,07% antes), enquanto a de 2020 foi mantida em 4,00%, da mesma forma a de 2021 (3,75%) e a de 2022 (3,75%). Para o Produto Interno Bruto (PIB), a projeção mediana saiu de 1,23% na semana passada para 1,13%, permanecendo em 2,50% para 2020.

Os números do Focus são um bom pretexto para recuo das taxas de juros, diz o economista Homero Azevedo Guizzo, da Guide Investimentos. Além disso, acrescenta, o mercado ainda pode reagir à mudança anunciada na sexta-feira (31) pela Aneel para as contas de luz. A bandeira passou de amarela, quando há cobrança de taxa extra de R$ 1,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, para verde. Neste caso, não há custo adicional aos consumidores.

A mudança deve provocar um alívio inflacionário entre 0,07 e 0,11 ponto porcentual, com o IPCA podendo ter deflação em junho após a alta de 1,26% em igual mês de 2018, de acordo com economistas ouvidos pelo Broadcast. A ultima vez que houve declínio em junho foi em 2017, de retração de 0,23%. "Faz sentido as taxas sofrerem alguma influência também hoje", observa Guizzo.

Luis Felipe Laudisio dos Santos, da Renascença DTVM, acrescenta que a forte redução nos preços dos combustíveis anunciada pela Petrobras na sexta-feira é mais um ponto positivo para a inflação.

Os juros recuam também sob influência do dólar e da política, caso de fato o governo tenha os votos necessários para aprovar nesta segunda-feira no Senado a medida provisória que faz um pente-fino em benefícios previdenciários e assistenciais, conhecida como MP Antifraude do INSS.

Esta segunda é o ultimo dia para aprová-la. Conforme o governo, entre 55 e 65 parlamentares estarão no Senado hoje, dia normalmente considerado de quorum baixo. Para que a votação seja realizada, é necessária a presença de no mínimo 41 dos 81 senadores no plenário. "A contagem de votos está melhorando e tende a derrubar as taxas", diz o economista da Guide.

Conforme Laudisio, a cena política local segue mais construtiva, com governo bastante otimista com uma aprovação rápida e um texto robusto. "A MP contra fraudes com votação no Senado é mais um teste para o governo", observa em nota.



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Taxas de juros abrem em baixa com cenário de inflação fraca e foco na política


03/06/2019 | 10:17


As principais taxas de juros no mercado futuro iniciaram junho perto da estabilidade, diante da agenda esvaziada, mas com viés de baixa em resposta à nova rodada de redução nas expectativas de inflação e de crescimento econômico este ano. As alterações corroboram a ideia de especialistas de queda na taxa básica de juros da economia ainda este ano, que está em 6,5%. Além disso, as tensões comerciais, que jogam as bolsas do exterior para o negativo, afetam os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, reforçando também a percepção de recuo nas taxas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

Mais cedo a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou maio com alta de 0,22%, inferior à de 0,63% em abril, acumulando 4,99% em 12 meses. O resultado de 0,22% do IPC-S ficou igual à mediana do intervalo das expectativas na pesquisa do Projeções Broadcast, cujo piso era de 0,18% e teto, de 0,26%.

Já o levantamento Focus mostrou que a mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2019 desacelerou a 4,03% (de 4,07% antes), enquanto a de 2020 foi mantida em 4,00%, da mesma forma a de 2021 (3,75%) e a de 2022 (3,75%). Para o Produto Interno Bruto (PIB), a projeção mediana saiu de 1,23% na semana passada para 1,13%, permanecendo em 2,50% para 2020.

Os números do Focus são um bom pretexto para recuo das taxas de juros, diz o economista Homero Azevedo Guizzo, da Guide Investimentos. Além disso, acrescenta, o mercado ainda pode reagir à mudança anunciada na sexta-feira (31) pela Aneel para as contas de luz. A bandeira passou de amarela, quando há cobrança de taxa extra de R$ 1,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, para verde. Neste caso, não há custo adicional aos consumidores.

A mudança deve provocar um alívio inflacionário entre 0,07 e 0,11 ponto porcentual, com o IPCA podendo ter deflação em junho após a alta de 1,26% em igual mês de 2018, de acordo com economistas ouvidos pelo Broadcast. A ultima vez que houve declínio em junho foi em 2017, de retração de 0,23%. "Faz sentido as taxas sofrerem alguma influência também hoje", observa Guizzo.

Luis Felipe Laudisio dos Santos, da Renascença DTVM, acrescenta que a forte redução nos preços dos combustíveis anunciada pela Petrobras na sexta-feira é mais um ponto positivo para a inflação.

Os juros recuam também sob influência do dólar e da política, caso de fato o governo tenha os votos necessários para aprovar nesta segunda-feira no Senado a medida provisória que faz um pente-fino em benefícios previdenciários e assistenciais, conhecida como MP Antifraude do INSS.

Esta segunda é o ultimo dia para aprová-la. Conforme o governo, entre 55 e 65 parlamentares estarão no Senado hoje, dia normalmente considerado de quorum baixo. Para que a votação seja realizada, é necessária a presença de no mínimo 41 dos 81 senadores no plenário. "A contagem de votos está melhorando e tende a derrubar as taxas", diz o economista da Guide.

Conforme Laudisio, a cena política local segue mais construtiva, com governo bastante otimista com uma aprovação rápida e um texto robusto. "A MP contra fraudes com votação no Senado é mais um teste para o governo", observa em nota.

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