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Atila retomou café do trabalhador antes de realizar licitação

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Paço voltou ofertar merenda em 3 de dezembro pela manhã, mas fornecedora só foi conhecida à tarde


Júnior Carvalho
Raphael Rocha

02/06/2019 | 07:55


Ainda sob a gestão de Atila Jacomussi (PSB), a Prefeitura de Mauá retomou o chamado café do trabalhador, projeto que fornece merenda aos usuários do transporte público da cidade, antes mesmo de o Paço conhecer a empresa que forneceria os alimentos para a ação.

Divulgação do próprio governo Atila dá conta de que o café do trabalhador foi retomado – o serviço havia sido paralisado temporariamente durante a passagem interina de Alaíde Damo (MDB) – no dia 3 de dezembro, pela manhã. Ocorre que documentos internos da Secretaria de Finanças, os quais o Diário teve acesso, revelam que a licitação para contratar empresa que forneceria os produtos ocorreu naquele mesmo dia, mas só às 14h. Ou seja, praticamente dez horas depois de a ação ser realizada, levando em consideração que o programa iniciava por volta das 6h.

Os mesmos documentos indicam que a empresa que se sagrou vencedora do pregão foi a firma Luciana Rodrigues Santos Alimentos ME, com sede em Mauá, que, na ocasião, era representada por Cláudio Roberto Camargo Maluf, irmão de Marcos Eduardo Maluf, ex-secretário do governo Atila. Marcos Maluf, inclusive, se tornou responsável pela pasta de Segurança Alimentar meses depois da licitação e foi responsável por revogar o certame.

O cancelamento da contratação se deu porque técnicos da Segurança Alimentar apontaram falhas na qualidade dos produtos oferecidos pela empresa vencedora, como pães “bem secos” e “ligeiramente queimados”. No item bebida láctea, os nutricionistas da secretaria também apontaram a ausência de dados sobre fabricantes do produto fornecido. Os profissionais condenaram ainda a falta de informação sobre o prazo de validade da margarina após o produto ser aberto.

Todos esses levantamentos foram encaminhados ao secretário em janeiro. Na época, o cargo estava vago porque, nesse meio tempo, Atila foi preso e Alaíde voltou a assumir interinamente o Paço mauaense. No mês seguinte, porém, Atila retornou ao cargo e colocou Marcos Eduardo Maluf para gerir interinamente o setor – ele assinou a revogação do certame em 11 de março. Atila foi cassado em abril pela Câmara.

DOAÇÕES
O fornecimento do café do trabalhador chegou a ser questionado por vereadores através de requerimento. A justificativa do governo Atila foi a de que, quando retomou o serviço, os pães foram doados por empresas do município, em conjunto com produtos da própria Secretaria de Segurança Alimentar.

Atualmente o serviço se encontra novamente interrompido pelo governo Alaíde. A gestão emedebista alegou que “o retorno desse benefício poderá ocorrer após estudos para implantação de um novo modelo do café do trabalhador”.

Atila não retornou aos contatos da equipe do Diário para comentar o assunto.  



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Atila retomou café do trabalhador antes de realizar licitação

Paço voltou ofertar merenda em 3 de dezembro pela manhã, mas fornecedora só foi conhecida à tarde

Júnior Carvalho
Raphael Rocha

02/06/2019 | 07:55


Ainda sob a gestão de Atila Jacomussi (PSB), a Prefeitura de Mauá retomou o chamado café do trabalhador, projeto que fornece merenda aos usuários do transporte público da cidade, antes mesmo de o Paço conhecer a empresa que forneceria os alimentos para a ação.

Divulgação do próprio governo Atila dá conta de que o café do trabalhador foi retomado – o serviço havia sido paralisado temporariamente durante a passagem interina de Alaíde Damo (MDB) – no dia 3 de dezembro, pela manhã. Ocorre que documentos internos da Secretaria de Finanças, os quais o Diário teve acesso, revelam que a licitação para contratar empresa que forneceria os produtos ocorreu naquele mesmo dia, mas só às 14h. Ou seja, praticamente dez horas depois de a ação ser realizada, levando em consideração que o programa iniciava por volta das 6h.

Os mesmos documentos indicam que a empresa que se sagrou vencedora do pregão foi a firma Luciana Rodrigues Santos Alimentos ME, com sede em Mauá, que, na ocasião, era representada por Cláudio Roberto Camargo Maluf, irmão de Marcos Eduardo Maluf, ex-secretário do governo Atila. Marcos Maluf, inclusive, se tornou responsável pela pasta de Segurança Alimentar meses depois da licitação e foi responsável por revogar o certame.

O cancelamento da contratação se deu porque técnicos da Segurança Alimentar apontaram falhas na qualidade dos produtos oferecidos pela empresa vencedora, como pães “bem secos” e “ligeiramente queimados”. No item bebida láctea, os nutricionistas da secretaria também apontaram a ausência de dados sobre fabricantes do produto fornecido. Os profissionais condenaram ainda a falta de informação sobre o prazo de validade da margarina após o produto ser aberto.

Todos esses levantamentos foram encaminhados ao secretário em janeiro. Na época, o cargo estava vago porque, nesse meio tempo, Atila foi preso e Alaíde voltou a assumir interinamente o Paço mauaense. No mês seguinte, porém, Atila retornou ao cargo e colocou Marcos Eduardo Maluf para gerir interinamente o setor – ele assinou a revogação do certame em 11 de março. Atila foi cassado em abril pela Câmara.

DOAÇÕES
O fornecimento do café do trabalhador chegou a ser questionado por vereadores através de requerimento. A justificativa do governo Atila foi a de que, quando retomou o serviço, os pães foram doados por empresas do município, em conjunto com produtos da própria Secretaria de Segurança Alimentar.

Atualmente o serviço se encontra novamente interrompido pelo governo Alaíde. A gestão emedebista alegou que “o retorno desse benefício poderá ocorrer após estudos para implantação de um novo modelo do café do trabalhador”.

Atila não retornou aos contatos da equipe do Diário para comentar o assunto.  

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