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Fábrica de Cultura atrai moradores de toda região

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Unidade de Diadema, única do Grande ABC, recebe 7.000 pessoas por mês; atividades gratuitas agradam


Flávia Fernandes
Especial para o Diário

02/06/2019 | 07:30


Inaugurada há seis meses, a Fábrica de Cultura de Diadema se propõe a ser espaço de encontros. De terça-feira a domingo, é palco de atividades diversas entre reuniões, ensaios de grupos artísticos da região e promove cursos de dança, teatro, música, artes visuais, circo, além de oficinas diversas. Tudo de forma gratuita. Única nas sete cidades, recebe moradores de todo o Grande ABC – o público mensal gira em torno de 7.000 pessoas –, geralmente das áreas periféricas, que passaram a ter oportunidade cultural.

O estudante Elian Lima, 19 anos, morador da Vila Mulford, em Diadema, faz aulas de violão desde fevereiro no equipamento. “É a primeira vez que eu vejo algo parecido por aqui. Antes não tinha ou, se tinha, era muito longe ou de difícil acesso”, observa. Já para a estudante Maria Eduarda Papaleu, 17, do mesmo bairro, que realiza aulas de circo, a experiência está sendo melhor do que imaginava. “É incrível. Não é só palhaço ou coisas que a gente vê no circo. A gente entende a história e importância (do circo).”

Situada na antiga Praça Camões, no Centro, a Fábrica de Cultura de Diadema possui também biblioteca aberta ao público em geral. Basta se cadastrar e fazer carteirinha para ter acesso aos cerca de 6.000 exemplares de livros. Há, ainda, 12 computadores disponíveis para serem usados até uma hora por dia. Pessoas com deficiência visual ou baixa visão também têm acesso – o espaço conta com tela adaptada, teclado apropriado e impressora em braile.

Diante das opções, o equipamento acaba atraindo moradores de outras cidades, como é o caso da estudante Carolina de Paula, 15, que vive no bairro Santa Terezinha, em São Bernardo. “Sempre tentei fazer esses cursos, mas geralmente são pagos. Aqui, de graça, consegui ótima oportunidade”, revela ela, que realiza aulas de teatro.

Gerente do local, Wilson Julião observa que o equipamento junta e promove os grupos culturais da cidade. “Como temos inúmeras ações de formação, difusão, cessões de espaço e a possibilidade, no estabelecimento, de diversas parcerias, acreditamos que a unidade é uma plataforma para que a cultura da cidade se reúna, se evidencie e tenha o espaço e tempo propícios ao seu aprimoramento”, destaca. Segundo ele, entre os 7.000 usuários por mês, 1.150 são alunos de cursos, 2.780 frequentadores da biblioteca e 3.200 participantes dos coletivos.

Gerenciado pela Poiesis (Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura), a unidade de Diadema oferece 1.150 vagas. Novas inscrições vão ser realizadas em julho.

EXPANSÃO - Criada pelo governo estadual em 2011, a Fábrica de Cultura está presente em dez pontos periféricos da Capital e do Estado. Na região, depois de Diadema ser contemplada com a primeira unidade, São Bernardo aguarda a concretização de projeto onde inicialmente seria erguido o Museu do Trabalhador – projeto do ex-prefeito de São Bernardo Luiz Marinho (PT) –, no Centro.

A promessa é que a entrega seja realizada até o fim do ano, após o investimento de R$ 4 milhões da Prefeitura. A equipe do Diário entrou em contato com a administração sobre o andamento do projeto, mas foi informada de que o governo não se pronunciaria sobre o assunto. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado também não detalhou o projeto até o fechamento desta edição. 



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Fábrica de Cultura atrai moradores de toda região

Unidade de Diadema, única do Grande ABC, recebe 7.000 pessoas por mês; atividades gratuitas agradam

Flávia Fernandes
Especial para o Diário

02/06/2019 | 07:30


Inaugurada há seis meses, a Fábrica de Cultura de Diadema se propõe a ser espaço de encontros. De terça-feira a domingo, é palco de atividades diversas entre reuniões, ensaios de grupos artísticos da região e promove cursos de dança, teatro, música, artes visuais, circo, além de oficinas diversas. Tudo de forma gratuita. Única nas sete cidades, recebe moradores de todo o Grande ABC – o público mensal gira em torno de 7.000 pessoas –, geralmente das áreas periféricas, que passaram a ter oportunidade cultural.

O estudante Elian Lima, 19 anos, morador da Vila Mulford, em Diadema, faz aulas de violão desde fevereiro no equipamento. “É a primeira vez que eu vejo algo parecido por aqui. Antes não tinha ou, se tinha, era muito longe ou de difícil acesso”, observa. Já para a estudante Maria Eduarda Papaleu, 17, do mesmo bairro, que realiza aulas de circo, a experiência está sendo melhor do que imaginava. “É incrível. Não é só palhaço ou coisas que a gente vê no circo. A gente entende a história e importância (do circo).”

Situada na antiga Praça Camões, no Centro, a Fábrica de Cultura de Diadema possui também biblioteca aberta ao público em geral. Basta se cadastrar e fazer carteirinha para ter acesso aos cerca de 6.000 exemplares de livros. Há, ainda, 12 computadores disponíveis para serem usados até uma hora por dia. Pessoas com deficiência visual ou baixa visão também têm acesso – o espaço conta com tela adaptada, teclado apropriado e impressora em braile.

Diante das opções, o equipamento acaba atraindo moradores de outras cidades, como é o caso da estudante Carolina de Paula, 15, que vive no bairro Santa Terezinha, em São Bernardo. “Sempre tentei fazer esses cursos, mas geralmente são pagos. Aqui, de graça, consegui ótima oportunidade”, revela ela, que realiza aulas de teatro.

Gerente do local, Wilson Julião observa que o equipamento junta e promove os grupos culturais da cidade. “Como temos inúmeras ações de formação, difusão, cessões de espaço e a possibilidade, no estabelecimento, de diversas parcerias, acreditamos que a unidade é uma plataforma para que a cultura da cidade se reúna, se evidencie e tenha o espaço e tempo propícios ao seu aprimoramento”, destaca. Segundo ele, entre os 7.000 usuários por mês, 1.150 são alunos de cursos, 2.780 frequentadores da biblioteca e 3.200 participantes dos coletivos.

Gerenciado pela Poiesis (Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura), a unidade de Diadema oferece 1.150 vagas. Novas inscrições vão ser realizadas em julho.

EXPANSÃO - Criada pelo governo estadual em 2011, a Fábrica de Cultura está presente em dez pontos periféricos da Capital e do Estado. Na região, depois de Diadema ser contemplada com a primeira unidade, São Bernardo aguarda a concretização de projeto onde inicialmente seria erguido o Museu do Trabalhador – projeto do ex-prefeito de São Bernardo Luiz Marinho (PT) –, no Centro.

A promessa é que a entrega seja realizada até o fim do ano, após o investimento de R$ 4 milhões da Prefeitura. A equipe do Diário entrou em contato com a administração sobre o andamento do projeto, mas foi informada de que o governo não se pronunciaria sobre o assunto. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado também não detalhou o projeto até o fechamento desta edição. 

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