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Incentivo ao setor de ferramentaria deve criar 60 mil empregos na região

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Programa do Estado, ainda não regulamentado, visa incentivar o setor e beneficiar Grande ABC


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

01/06/2019 | 07:29


O Pró-Ferramentaria, programa do governo do Estado que visa fomentar as empresas do setor, deve estimular a criação de aproximadamente 60 mil empregos em toda a cadeia produtiva do Grande ABC. A estimativa é da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e considera que o incremento de postos de trabalho deve acontecer para acompanhar o aumento de pedidos das montadoras, que serão diretamente beneficiadas. Porém, apesar de a iniciativa ter sido anunciada pela primeira vez em 2017, o decreto ainda não foi regulamentado.

O programa vai permitir que as montadoras utilizem créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na compra de itens de ferramentarias paulistas. Os valores estão acumulados por conta da alta nas exportações em 2017, e a projeção é de que a ação injete R$ 5 bilhões nos caixas das montadoras da região. No Grande ABC, há cerca de 400 ferramentarias, que seriam beneficiadas indiretamente, com a priorização na compra de produtos.

“Quando a montadora não importa e coloca o pedido aqui, ela movimenta toda a cadeia produtiva que hoje está adormecida e precisa voltar a produzir. E para que essa produção aconteça no volume necessário, será preciso contratar mais mão de obra. Além disso, grande parte dessas empresas vai ter que se instalar no Grande ABC ou no Estado porque nós temos hoje deficit de 75% no ramo de molde e injeções, por exemplo. Então, a região poderia ser potencialmente o local escolhido para essas empresas se instalarem”, afirmou o coordenador do conselho automotivo da Abimaq, Paulo Braga.

De acordo com o presidente da Abinfer (Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais), Christian Dihlmann, a falta dessas especializações dentro do Estado foi debatida com o governo. “Há mais empresas voltadas para metálicos e não tanto para plástico, que tem muito material nos carros. Com o governo anterior, estava negociando que 50% desses créditos também pudessem ser utilizados com ferramentarias de fora, e eles tinham concordado, mas o (secretário estadual da Fazenda e Planejamento, Henrique) Meirelles disse não. O que também é certo, já que o imposto é de São Paulo. Então deixamos percentual de 90% das empresas daqui e 10% fora”, disse.

Porém, segundo ele, foi sugerido que as fabricantes que participarem do programa e não estiverem sediadas aqui que se instalem posteriormente no Estado. Por isso, a região também deve atrair mais atividade industrial. “Por exemplo, a minha ferramentaria é de Santa Catarina e eu forneço para montadoras. Eu assumo que venho montar uma empresa aqui e, se eu assinar, tenho o compromisso de me instalar aqui em dois anos. Isso ainda está em negociação, porque o programa ainda não foi regulamentado, mas seria uma forma de viabilizar essa questão”, destacou Dihlmann.

O Pró-Ferramentaria é bandeira do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, sendo que o projeto foi sugerido pela primeira vez em agosto de 2017. O ex-governador Márcio França (PSB) assinou o decreto em novembro de 2018, mas este ainda não chegou a ser regulamentado.

Meirelles anunciou o programa como Pró-Ferramentaria em março, em São Bernardo. Na época, afirmou que a regulamentação seria feita em até 10 dias, o que não aconteceu. Questionada, a Secretaria da Fazenda afirmou que a mesma deve ser feita em breve, mas não definiu prazos.

Braga acredita que isso deva ser feito em até 30 dias. “É grande oportunidade porque não há incentivo, o governo deixa de ser devedor e passa a ser credor.” Segundo ele, a cada R$ 1 bilhão liberado em créditos para o segmento, o retorno, em impostos, chega a até R$ 1,6 bilhão. “Movimenta não só a ferramentaria, mas autopeças e mão de obra, que vão consumir mais.”

O assunto foi abordado ontem no 12º Enafer (Encontro Nacional de Ferramentarias) que discutiu aspectos do setor com empresários e especialistas. Foram realizadas diversas palestras sobre os desafios e o modelos de negócios para o ferramental.
 



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Incentivo ao setor de ferramentaria deve criar 60 mil empregos na região

Programa do Estado, ainda não regulamentado, visa incentivar o setor e beneficiar Grande ABC

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

01/06/2019 | 07:29


O Pró-Ferramentaria, programa do governo do Estado que visa fomentar as empresas do setor, deve estimular a criação de aproximadamente 60 mil empregos em toda a cadeia produtiva do Grande ABC. A estimativa é da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e considera que o incremento de postos de trabalho deve acontecer para acompanhar o aumento de pedidos das montadoras, que serão diretamente beneficiadas. Porém, apesar de a iniciativa ter sido anunciada pela primeira vez em 2017, o decreto ainda não foi regulamentado.

O programa vai permitir que as montadoras utilizem créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na compra de itens de ferramentarias paulistas. Os valores estão acumulados por conta da alta nas exportações em 2017, e a projeção é de que a ação injete R$ 5 bilhões nos caixas das montadoras da região. No Grande ABC, há cerca de 400 ferramentarias, que seriam beneficiadas indiretamente, com a priorização na compra de produtos.

“Quando a montadora não importa e coloca o pedido aqui, ela movimenta toda a cadeia produtiva que hoje está adormecida e precisa voltar a produzir. E para que essa produção aconteça no volume necessário, será preciso contratar mais mão de obra. Além disso, grande parte dessas empresas vai ter que se instalar no Grande ABC ou no Estado porque nós temos hoje deficit de 75% no ramo de molde e injeções, por exemplo. Então, a região poderia ser potencialmente o local escolhido para essas empresas se instalarem”, afirmou o coordenador do conselho automotivo da Abimaq, Paulo Braga.

De acordo com o presidente da Abinfer (Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais), Christian Dihlmann, a falta dessas especializações dentro do Estado foi debatida com o governo. “Há mais empresas voltadas para metálicos e não tanto para plástico, que tem muito material nos carros. Com o governo anterior, estava negociando que 50% desses créditos também pudessem ser utilizados com ferramentarias de fora, e eles tinham concordado, mas o (secretário estadual da Fazenda e Planejamento, Henrique) Meirelles disse não. O que também é certo, já que o imposto é de São Paulo. Então deixamos percentual de 90% das empresas daqui e 10% fora”, disse.

Porém, segundo ele, foi sugerido que as fabricantes que participarem do programa e não estiverem sediadas aqui que se instalem posteriormente no Estado. Por isso, a região também deve atrair mais atividade industrial. “Por exemplo, a minha ferramentaria é de Santa Catarina e eu forneço para montadoras. Eu assumo que venho montar uma empresa aqui e, se eu assinar, tenho o compromisso de me instalar aqui em dois anos. Isso ainda está em negociação, porque o programa ainda não foi regulamentado, mas seria uma forma de viabilizar essa questão”, destacou Dihlmann.

O Pró-Ferramentaria é bandeira do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, sendo que o projeto foi sugerido pela primeira vez em agosto de 2017. O ex-governador Márcio França (PSB) assinou o decreto em novembro de 2018, mas este ainda não chegou a ser regulamentado.

Meirelles anunciou o programa como Pró-Ferramentaria em março, em São Bernardo. Na época, afirmou que a regulamentação seria feita em até 10 dias, o que não aconteceu. Questionada, a Secretaria da Fazenda afirmou que a mesma deve ser feita em breve, mas não definiu prazos.

Braga acredita que isso deva ser feito em até 30 dias. “É grande oportunidade porque não há incentivo, o governo deixa de ser devedor e passa a ser credor.” Segundo ele, a cada R$ 1 bilhão liberado em créditos para o segmento, o retorno, em impostos, chega a até R$ 1,6 bilhão. “Movimenta não só a ferramentaria, mas autopeças e mão de obra, que vão consumir mais.”

O assunto foi abordado ontem no 12º Enafer (Encontro Nacional de Ferramentarias) que discutiu aspectos do setor com empresários e especialistas. Foram realizadas diversas palestras sobre os desafios e o modelos de negócios para o ferramental.
 

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