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Aversão a risco empurra Ibovespa para abaixo dos 97 mil pontos

Rovena Rosa/ Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


31/05/2019 | 10:24


O Ibovespa abandonou o sinal de alta dos últimos quatro dias e já iniciou o dia num nível inferior aos 97 mil pontos reconquistados na véspera (97.457,36 pontos). A aversão a risco que toma conta do exterior, levando as bolsas europeias e os índices futuros de Nova York para quedas acima de 1,00% e o petróleo para recuo superior a 2,50%, também contamina a B3.

Esse ambiente pode jogar por terra a estimativa de alta do Ibovespa este mês. Na melhor das hipóteses, a considerar o quadro internacional, o índice pode terminar maio no zero a zero, conforme profissionais do mercado.

Sinais de esfriamento da economia chinesa e o acirramento na disputa comercial dão o tom aos negócios hoje. Neste último caso, a novela ganhou agora mais um foco de atenção dos Estados Unidos.

Ainda no radar dos investidores a briga entre os EUA e China - que esta semana ganhou novos contornos com a ameaça chinesa de restrição de venda de metais de terras raras - agora a briga envolve o México. O governo norte-americano impôs tarifa de 5% sobre bens importados daquele país, a partir de 10 de junho, para conter a "crise" de imigração ilegal. A Casa Branca adianta que a tarifa poderia chegar a 25% em outubro.

"A percepção é que essa questão da disputa comercial, do protecionismo voltou com força. É um momento de bastante aversão a risco. Com o exterior desse jeito, com essa nova situação comercial fica difícil o Ibovespa não ser contaminado, podendo perder os 97 mil pontos", diz o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria Integrada.

Além da retração do petróleo no exterior, as ações da Petrobras devem se ajustar à informação de adiamento da decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF), para quarta-feira que vem, sobre a venda da Transportadora Associada de Gás (TAG), subsidiária da estatal. Às 10h13, os papéis PN cediam 1,34%.

No caso da Vale (PN caia 1,14%), a notícia de que a China informou piora na indústria do país deve atinge os papéis. "A guerra comercial só atrapalha e agora ainda tem essa questão chinesa. Tira um pouco a tranquilidade", diz Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM. O Ibovespa caia 0,58%, aos 96.893,98 pontos.

Campos Neto, da Tendências, acrescenta também que fatores políticos podem atrapalhar a Bolsa hoje. Ontem, o Partido Liberal (PL, antigo PR) apresentou uma emenda à reforma da Previdência que mexe em pontos centrais da proposta da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes. "Por mais que tenha avançado ao longo desta semana, esse projeto alternativo da Previdência pode incomodar", diz.

Para Monteiro, nem mesmo a notícia de possível fusão entre BRF e Marfrig anunciada ontem deve impedir um desempenho negativo do Ibovespa. "Talvez só a liberação de dinheiro do FGTS e do PIS-Pasep pode dar algum refresco, mas com o exterior desse jeito é complicado."



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Aversão a risco empurra Ibovespa para abaixo dos 97 mil pontos


31/05/2019 | 10:24


O Ibovespa abandonou o sinal de alta dos últimos quatro dias e já iniciou o dia num nível inferior aos 97 mil pontos reconquistados na véspera (97.457,36 pontos). A aversão a risco que toma conta do exterior, levando as bolsas europeias e os índices futuros de Nova York para quedas acima de 1,00% e o petróleo para recuo superior a 2,50%, também contamina a B3.

Esse ambiente pode jogar por terra a estimativa de alta do Ibovespa este mês. Na melhor das hipóteses, a considerar o quadro internacional, o índice pode terminar maio no zero a zero, conforme profissionais do mercado.

Sinais de esfriamento da economia chinesa e o acirramento na disputa comercial dão o tom aos negócios hoje. Neste último caso, a novela ganhou agora mais um foco de atenção dos Estados Unidos.

Ainda no radar dos investidores a briga entre os EUA e China - que esta semana ganhou novos contornos com a ameaça chinesa de restrição de venda de metais de terras raras - agora a briga envolve o México. O governo norte-americano impôs tarifa de 5% sobre bens importados daquele país, a partir de 10 de junho, para conter a "crise" de imigração ilegal. A Casa Branca adianta que a tarifa poderia chegar a 25% em outubro.

"A percepção é que essa questão da disputa comercial, do protecionismo voltou com força. É um momento de bastante aversão a risco. Com o exterior desse jeito, com essa nova situação comercial fica difícil o Ibovespa não ser contaminado, podendo perder os 97 mil pontos", diz o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria Integrada.

Além da retração do petróleo no exterior, as ações da Petrobras devem se ajustar à informação de adiamento da decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF), para quarta-feira que vem, sobre a venda da Transportadora Associada de Gás (TAG), subsidiária da estatal. Às 10h13, os papéis PN cediam 1,34%.

No caso da Vale (PN caia 1,14%), a notícia de que a China informou piora na indústria do país deve atinge os papéis. "A guerra comercial só atrapalha e agora ainda tem essa questão chinesa. Tira um pouco a tranquilidade", diz Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM. O Ibovespa caia 0,58%, aos 96.893,98 pontos.

Campos Neto, da Tendências, acrescenta também que fatores políticos podem atrapalhar a Bolsa hoje. Ontem, o Partido Liberal (PL, antigo PR) apresentou uma emenda à reforma da Previdência que mexe em pontos centrais da proposta da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes. "Por mais que tenha avançado ao longo desta semana, esse projeto alternativo da Previdência pode incomodar", diz.

Para Monteiro, nem mesmo a notícia de possível fusão entre BRF e Marfrig anunciada ontem deve impedir um desempenho negativo do Ibovespa. "Talvez só a liberação de dinheiro do FGTS e do PIS-Pasep pode dar algum refresco, mas com o exterior desse jeito é complicado."

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