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Brasil e outros países boicotam a Venezuela em conferência da ONU em Genebra

Pixabay / banco de imagens Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


28/05/2019 | 14:06


Os embaixadores do Brasil, dos Estados Unidos e de vários países do Grupo de Lima (com exceção do México) boicotaram, nesta terça-feira, 28, a nova presidência venezuelana da Conferência sobre Desarmamento em Genebra, ao não comparecer ou retirar-se do local quando o embaixador da Venezuela, Jorge Valero, iniciou a sessão.

As cadeiras de países latino-americanos como Brasil, Chile, Peru, Argentina, Paraguai e Panamá permaneceram vazias na sessão inaugural da presidência venezuelana, que dura até o dia 23 de junho, enquanto o embaixador americano na conferência, Robert Woods, deixou a sala nos minutos iniciais.

"Independente do que falarem ali, o que decidirem, não tem absolutamente nenhuma legitimidade porque é um regime ilegítimo que preside este fórum", completou, em referência ao governo do presidente Nicolás Maduro.

O embaixador americano saiu da sala imediatamente depois que o embaixador da Venezuela na ONU em Genebra, Jorge Valero, começou a discursar após assumir a presidência.

Woods observou que a presidência da Venezuela na conferência, um órgão criado em 1984 para negociar programas multilaterais de desarmamento, "mina os valores sob os quais esse órgão foi estabelecido" dando voz a "um regime que continua a negar a seu povo o direito de subsistir, que é corrupto e tirano".

"Os Estados Unidos não podem autorizar um regime desse tipo a presidir um órgão ao qual damos tanta importância", destacou Woods, sobre uma conferência que, segundo ele, não alcançou grandes avanços no desarmamento nas últimas décadas.

De sua parte, o embaixador Valero disse em seu discurso inaugural que a presidência venezuelana tentará escutar durante as reuniões semanais que organizará a conferência, todas as vozes, e estabelecer um diálogo "inclusivo".

Estados Unidos e outros 50 países reconheceram o opositor venezuelano Juan Guaidó como presidente interino. "Um representante de Juan Guaidó, o presidente interino, deveria estar neste fórum, deveria estar sentado na cadeira agora mesmo", disse Wood.

A Conferência de Desarmamento (CD) foi um fórum chave da ONU na negociação de acordos de controle de armas, mas nos últimos anos foi bloqueado por divergências diplomáticas.

Wood descreveu a presidência da Venezuela do fórum como "outro dia trágico na história do CD", depois que no ano passado a Síria assumiu o posto, ocupado de maneira rotativa e por ordem alfabética do países membros. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS



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Brasil e outros países boicotam a Venezuela em conferência da ONU em Genebra


28/05/2019 | 14:06


Os embaixadores do Brasil, dos Estados Unidos e de vários países do Grupo de Lima (com exceção do México) boicotaram, nesta terça-feira, 28, a nova presidência venezuelana da Conferência sobre Desarmamento em Genebra, ao não comparecer ou retirar-se do local quando o embaixador da Venezuela, Jorge Valero, iniciou a sessão.

As cadeiras de países latino-americanos como Brasil, Chile, Peru, Argentina, Paraguai e Panamá permaneceram vazias na sessão inaugural da presidência venezuelana, que dura até o dia 23 de junho, enquanto o embaixador americano na conferência, Robert Woods, deixou a sala nos minutos iniciais.

"Independente do que falarem ali, o que decidirem, não tem absolutamente nenhuma legitimidade porque é um regime ilegítimo que preside este fórum", completou, em referência ao governo do presidente Nicolás Maduro.

O embaixador americano saiu da sala imediatamente depois que o embaixador da Venezuela na ONU em Genebra, Jorge Valero, começou a discursar após assumir a presidência.

Woods observou que a presidência da Venezuela na conferência, um órgão criado em 1984 para negociar programas multilaterais de desarmamento, "mina os valores sob os quais esse órgão foi estabelecido" dando voz a "um regime que continua a negar a seu povo o direito de subsistir, que é corrupto e tirano".

"Os Estados Unidos não podem autorizar um regime desse tipo a presidir um órgão ao qual damos tanta importância", destacou Woods, sobre uma conferência que, segundo ele, não alcançou grandes avanços no desarmamento nas últimas décadas.

De sua parte, o embaixador Valero disse em seu discurso inaugural que a presidência venezuelana tentará escutar durante as reuniões semanais que organizará a conferência, todas as vozes, e estabelecer um diálogo "inclusivo".

Estados Unidos e outros 50 países reconheceram o opositor venezuelano Juan Guaidó como presidente interino. "Um representante de Juan Guaidó, o presidente interino, deveria estar neste fórum, deveria estar sentado na cadeira agora mesmo", disse Wood.

A Conferência de Desarmamento (CD) foi um fórum chave da ONU na negociação de acordos de controle de armas, mas nos últimos anos foi bloqueado por divergências diplomáticas.

Wood descreveu a presidência da Venezuela do fórum como "outro dia trágico na história do CD", depois que no ano passado a Síria assumiu o posto, ocupado de maneira rotativa e por ordem alfabética do países membros. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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