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Doria critica estigmatização de atos pró-Bolsonaro

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Embora cite saldo positivo, governador avalia que teor dos movimentos não representa algo construtivo para construção de projetos, como o da Previdência


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

27/05/2019 | 15:50


Em agenda hoje pela manhã de retomada de obras do Metrô, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou a estigmatização dos atos a favor do presidente Jair Bolsonaro (PSL) realizados neste domingo. Embora tenha avaliado com saldo positivo, considerando as manifestações pelo País pacíficas, patrióticas e legítimas, o tucano afirmou que parte do teor dos movimentos “não representa algo positivo” para avanço de projetos, a exemplo da reforma da Previdência e pacote anticrime do ministro Sérgio Moro. “O que eu entendo é que não deve buscar a estigmatização: separar, ofender, criticar outros poderes. Nem o Poder Legislativo ou o Judiciário. Não é o momento”, ponderou o governador.

Doria havia divulgado que não participaria das manifestações na Avenida Paulista, em São Paulo, sob alegação de que eram inoportunas e inadequadas. Para o chefe do Palácio dos Bandeirantes, o Brasil precisa de “momento de paz, equilíbrio, entendimento, capacidade e compreensão para avançar em projetos econômicos e democráticos, nos quais se inserem a reforma da Previdência como principal deles”. Fato é que após defender o ''''BolsoDoria'''' na campanha eleitoral de 2018, o governador paulista se afastou de Bolsonaro, que apresenta queda nos índices de popularidade em cinco meses de governo.

Bolsonaro também não compareceu aos atos, mas incentivou a iniciativa. Pelas redes sociais, o presidente classificou-os como espontâneos e como um recado àqueles que teimam com velhas práticas. Doria analisou, no entanto, que as faixas, bonecos e cartazes com frases duras erguidas por adeptos de Bolsonaro “não foram boas para construção de projeto democrático do País”, sobretudo, por meio da reforma da Previdência e da lei anticrime. “Estigmatizar representantes do Poder Legislativo, o STF (Supremo Tribunal Federal) ou tribunais de Justiça, e seus juízes, não representa a meu ver algo construtivo”, sustentou.

Todos os 26 Estados e o Distrito Federal registraram manifestações em ao menos 156 cidades. O presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM), foi um dos principais alvos dos protestos nas ruas. Boneco com as características do democrata mostravam-no com a camisa do Botafogo, que seria seu apelido na lista da Odebrecht, e com um pirulito contendo um cifrão desenhado no centro.  



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Doria critica estigmatização de atos pró-Bolsonaro

Embora cite saldo positivo, governador avalia que teor dos movimentos não representa algo construtivo para construção de projetos, como o da Previdência

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

27/05/2019 | 15:50


Em agenda hoje pela manhã de retomada de obras do Metrô, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou a estigmatização dos atos a favor do presidente Jair Bolsonaro (PSL) realizados neste domingo. Embora tenha avaliado com saldo positivo, considerando as manifestações pelo País pacíficas, patrióticas e legítimas, o tucano afirmou que parte do teor dos movimentos “não representa algo positivo” para avanço de projetos, a exemplo da reforma da Previdência e pacote anticrime do ministro Sérgio Moro. “O que eu entendo é que não deve buscar a estigmatização: separar, ofender, criticar outros poderes. Nem o Poder Legislativo ou o Judiciário. Não é o momento”, ponderou o governador.

Doria havia divulgado que não participaria das manifestações na Avenida Paulista, em São Paulo, sob alegação de que eram inoportunas e inadequadas. Para o chefe do Palácio dos Bandeirantes, o Brasil precisa de “momento de paz, equilíbrio, entendimento, capacidade e compreensão para avançar em projetos econômicos e democráticos, nos quais se inserem a reforma da Previdência como principal deles”. Fato é que após defender o ''''BolsoDoria'''' na campanha eleitoral de 2018, o governador paulista se afastou de Bolsonaro, que apresenta queda nos índices de popularidade em cinco meses de governo.

Bolsonaro também não compareceu aos atos, mas incentivou a iniciativa. Pelas redes sociais, o presidente classificou-os como espontâneos e como um recado àqueles que teimam com velhas práticas. Doria analisou, no entanto, que as faixas, bonecos e cartazes com frases duras erguidas por adeptos de Bolsonaro “não foram boas para construção de projeto democrático do País”, sobretudo, por meio da reforma da Previdência e da lei anticrime. “Estigmatizar representantes do Poder Legislativo, o STF (Supremo Tribunal Federal) ou tribunais de Justiça, e seus juízes, não representa a meu ver algo construtivo”, sustentou.

Todos os 26 Estados e o Distrito Federal registraram manifestações em ao menos 156 cidades. O presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM), foi um dos principais alvos dos protestos nas ruas. Boneco com as características do democrata mostravam-no com a camisa do Botafogo, que seria seu apelido na lista da Odebrecht, e com um pirulito contendo um cifrão desenhado no centro.  

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