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‘Ser chefe de gabinete exige dedicação extrema’


Marília Montich
Do Diário do Grande ABC

27/05/2019 | 07:00


Há 37 anos o coronel Mauro Cezar dos Santos Ricciarelli dedica sua vida a servir à população como policial militar, vocação que descobriu aos 15 anos e que o fez abandonar o desejo de ser médico.

Atualmente no cargo de chefe de gabinete da SSP (Secretaria da Segurança Pública), do Estado de São Paulo, já foi comandante da PM (Polícia Militar) no Grande ABC e possui vasta experiência na região, onde começou atuar em 1995, no policialmento rodoviário do SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), além do comando da 3ª Companhia do 41º Batalhão, em Santo André, e do 40º Batalhão, em São Bernardo.

O senhor ingressou na PM (Polícia Militar) em fevereiro de 1982. Sempre soube que gostaria de fazer parte da corporação? Como descobriu sua vocação?

Antes de ingressar na PM, praticava o skatismo. Na época era um esporte que não era bem-visto pela sociedade, mas, para quem não sabia jogar futebol – como eu não sei até hoje –, era uma atividade que me dava muito prazer. Meu pai era metalúrgico e depois de muito tempo estudou medicina. O 1º ano do antigo colegial cursei na área de biológicas. Queria seguir a profissão do meu pai, até que um cadete da Academia do Barro Branco foi divulgar na minha escola o curso de oficiais da PM. A partir desse momento, com 15 anos de idade, percebi que minha vocação seria essa, de ser oficial da PM de São Paulo.

O senhor tem forte ligação com o Grande ABC, onde sua trajetória teve início, em 1995, pelo policiamento rodoviário. Em 2005, passou a comandar a companhia do Riacho Grande, pertencente ao 1º BPRv (Batalhão de Polícia Rodoviária), em São Bernardo, responsável pelo patrulhamento do SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes). Quais foram os principais desafios enfrentados nesse período?

Tenho forte ligação com o (Grande) ABC sim. Morei em São Bernardo por muito tempo. Trabalhei como tenente e capitão no policiamento rodoviário do SAI. Foi realmente uma experiência profissional inigualável. O Sistema Anchieta-Imigrantes é muito complexo. Como dizia a todos os policiais que se apresentavam para prestarem serviços lá, ‘o SAI é a escola do policiamento rodoviário’. Os desafios foram muitos, mas a importância do SAI para o transporte e para a economia do País foi o motivo que me levou a estudar cada vez essa complexidade rodoviária. Minha tese de mestrado, em 2006, foi elaborada buscando a integração entre o policiamento rodoviário e a Concessionária Ecovias, justamente para a otimização das atividades de cada órgão.

Em 2006, esteve à frente do 41º Batalhão da Polícia Militar, em Santo André, por um ano e, em 2012, comandou a 40ª unidade, em São Bernardo. Quais as principais lembranças desses dois momentos?

A experiência de comandar uma companhia de policiamento territorial (3ª Cia do 41º BPM/M) foi simplesmente fantástica. Até então, somente como aspirante a oficial havia trabalhado em unidades territoriais. O contato com a tropa e a importância de resolver assuntos administrativos e operacionais foram as minhas maiores preocupações, à época. O 40º BPM/M foi a unidade que me projetou como coronel PM. Recém-criada, naquela ocasião, tinha área com uma diversidade muito grande de riquezas e carência de políticas públicas, porém, com uma tropa muito aguerrida e dedicada.

A partir de 2013, o senhor assumiu um desafio ainda maior: o de responder pela PM das sete cidades da região por um ano e quatro meses. O que aprendeu nessa função de extrema relevância?

Comandar o policiamento da região do Grande ABC foi uma experiência única. O ABCDMRR possui características existentes nas grandes cidades metropolitanas e, em determinados assuntos, marcas existentes em cidades do Interior do Estado. A responsabilidade de responder pelo policiamento das sete cidades foi muito grande, mas, mais uma vez, pude contar com o auxílio de oficiais e praças comprometidos profissionalmente, e o mais importante: conhecedores da área.

Quais eram, na época, os principais problemas na área de segurança do Grande ABC? Passados seis anos, acredita que os gargalos seguem os mesmos ou foram observadas alterações?

Não vejo como problemas, e sim como desafios. Os desafios de um comandante de policiamento de Área, seja no Grande ABC ou em qualquer rincão do Estado, deve ser o de proporcionar à sua tropa as condições necessárias de levar tranquilidade à comunidade local. Ao prevenir um crime, ao conduzir um marginal para que responda por um crime cometido, ao auxiliar uma parturiente, ao levar educação às escolas por meio de programas como o Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência), enfim, por diversas atitudes positivas, o policial militar cumpre o seu dever. Procurei também, na oportunidade, valorizar meus subordinados. Acredito que estas têm sido as preocupações de todos os meus sucessores: sempre melhorar a cada dia.

Na sua despedida, o senhor foi elogiado pelo então comandante-geral da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira, que destacou que o senhor manteve índices criminais satisfatórios. Que avaliação faz da sua própria atuação no cargo de comandante da PM no Grande ABC? Que legado acredita ter deixado para a região?

O coronel PM Meira e todos os integrantes do Comando Geral, à época, foram muito benevolentes comigo. E sempre que precisei tive muito apoio deles. Fui designado para comandar o Grande ABC em 2013, numa época muito turbulenta – manifestações dos caminhoneiros e do movimento Passe Livre. Em que pese a maioria das manifestações ter sido levada a efeito com muita violência por parte dos manifestantes, a nossa tropa se portou com verdadeiro profissionalismo e dentro dos limites da lei, sendo inclusive alvo de diversos elogios por parte dos líderes municipais, do Ministério Público e do Poder Judiciário. Quanto aos indicadores criminais terem sido mantidos em patamares satisfatórios, revelo mais uma vez que mantive as boas práticas dos meus antecessores e credito esse sucesso, sem sombra de dúvidas, aos abnegados oficiais e praças que tive sob meu comando.

Em julho de 2014, o senhor tomou posse no comando da Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo. Como foi para o senhor voltar a cuidar da segurança nas estradas, desta vez em cenário macro?

Confesso que ter sido promovido a coronel foi uma das maiores alegrias da minha vida. Na corporação temos muitos bons quadros, mas infelizmente nem todos conseguem chegar ao topo da carreira. E a minha maior realização profissional como coronel foi comandar o policiamento rodoviário da PM. Quase metade da minha carreira servi naquela unidade especializada, junto a pouco mais de 3.500 homens e mulheres. Difícil tarefa de prover segurança rodoviária em mais de 22 mil quilômetros de rodovias estaduais. Foram inúmeras vidas salvas, com campanhas educativas de trânsito e ações policiais pontuais; mais de 350 toneladas de drogas apreendidas; milhares de armas retiradas das mãos de marginais. Tudo isso em dois anos e nove meses de comando.

Em 2017, foi nomeado subcomandante da PM no Estado. Que bagagem acumulou e que desafios encontrou?

Pois é. Quando achamos que todos os desafios terminaram, as autoridades governamentais querem fazer um teste de coração na gente (risos). Talvez tenha sido a maior prova para mim de que podemos fazer sempre mais e melhor. Ter sido nomeado com o aval do então secretário, doutor Mágino Alves Barbosa Filho, foi uma honra. A confiança depositada por ele me proporcionou tranquilidade para desempenhar essa função. Ter sido subcomandante geral PM ao lado de um comandante geral com qualidades invejáveis e incomparáveis, como as que tem o coronel PM Nivaldo Cesar Restivo, atualmente secretário da Administração Penitenciária, foi um privilégio.

Atualmente o senhor é chefe de gabinete da SSP (Secretaria da Segurança Pública) do Estado, no qual é responsável pela coordenação administrativa das polícias Militar, Civil e Técnica-Científica. Como surgiu o convite para ocupar o cargo?

Com a vacância do cargo, que era exercido pelo coronel PM Nivaldo, fui convidado pelo atual secretário, general João Camilo Pires de Campos, para exercer essa importante missão. Mais um desafio e mais um teste cardiológico (risos). Aceitei o desafio com muita honra. Agradeço imensamente ao nosso secretário pela confiança.

Se comparadas as realidades de hoje com a da década de 1980, quando o senhor ingressou na polícia, é possível dizer que a população tem vivido tempos de mais segurança? Com base na sua experiência e avaliação, o que melhorou e o que piorou nesse quesito?

Não há como comparar. Atualmente as polícias utilizam técnicas e ferramentas inteligentes. Não há mais lugar para o empirismo. Jamais o policial militar pode ser substituído por programas de computador. Ele é e sempre será o ator principal da percepção de segurança. Como explicar que a população aumenta, a criminalidade recrudesce e os indicadores criminais mês a mês, dia a dia, só decrescem? Não há mágica, não existem truques. A polícia trabalha sob os pilares da gestão pela qualidade, dos princípios da Polícia Comunitária e do irrestrito respeito aos direitos humanos. Tenho muito orgulho de pertencer a esse time há mais de 37 anos. Se tivesse a oportunidade, faria tudo de novo.



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‘Ser chefe de gabinete exige dedicação extrema’

Marília Montich
Do Diário do Grande ABC

27/05/2019 | 07:00


Há 37 anos o coronel Mauro Cezar dos Santos Ricciarelli dedica sua vida a servir à população como policial militar, vocação que descobriu aos 15 anos e que o fez abandonar o desejo de ser médico.

Atualmente no cargo de chefe de gabinete da SSP (Secretaria da Segurança Pública), do Estado de São Paulo, já foi comandante da PM (Polícia Militar) no Grande ABC e possui vasta experiência na região, onde começou atuar em 1995, no policialmento rodoviário do SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), além do comando da 3ª Companhia do 41º Batalhão, em Santo André, e do 40º Batalhão, em São Bernardo.

O senhor ingressou na PM (Polícia Militar) em fevereiro de 1982. Sempre soube que gostaria de fazer parte da corporação? Como descobriu sua vocação?

Antes de ingressar na PM, praticava o skatismo. Na época era um esporte que não era bem-visto pela sociedade, mas, para quem não sabia jogar futebol – como eu não sei até hoje –, era uma atividade que me dava muito prazer. Meu pai era metalúrgico e depois de muito tempo estudou medicina. O 1º ano do antigo colegial cursei na área de biológicas. Queria seguir a profissão do meu pai, até que um cadete da Academia do Barro Branco foi divulgar na minha escola o curso de oficiais da PM. A partir desse momento, com 15 anos de idade, percebi que minha vocação seria essa, de ser oficial da PM de São Paulo.

O senhor tem forte ligação com o Grande ABC, onde sua trajetória teve início, em 1995, pelo policiamento rodoviário. Em 2005, passou a comandar a companhia do Riacho Grande, pertencente ao 1º BPRv (Batalhão de Polícia Rodoviária), em São Bernardo, responsável pelo patrulhamento do SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes). Quais foram os principais desafios enfrentados nesse período?

Tenho forte ligação com o (Grande) ABC sim. Morei em São Bernardo por muito tempo. Trabalhei como tenente e capitão no policiamento rodoviário do SAI. Foi realmente uma experiência profissional inigualável. O Sistema Anchieta-Imigrantes é muito complexo. Como dizia a todos os policiais que se apresentavam para prestarem serviços lá, ‘o SAI é a escola do policiamento rodoviário’. Os desafios foram muitos, mas a importância do SAI para o transporte e para a economia do País foi o motivo que me levou a estudar cada vez essa complexidade rodoviária. Minha tese de mestrado, em 2006, foi elaborada buscando a integração entre o policiamento rodoviário e a Concessionária Ecovias, justamente para a otimização das atividades de cada órgão.

Em 2006, esteve à frente do 41º Batalhão da Polícia Militar, em Santo André, por um ano e, em 2012, comandou a 40ª unidade, em São Bernardo. Quais as principais lembranças desses dois momentos?

A experiência de comandar uma companhia de policiamento territorial (3ª Cia do 41º BPM/M) foi simplesmente fantástica. Até então, somente como aspirante a oficial havia trabalhado em unidades territoriais. O contato com a tropa e a importância de resolver assuntos administrativos e operacionais foram as minhas maiores preocupações, à época. O 40º BPM/M foi a unidade que me projetou como coronel PM. Recém-criada, naquela ocasião, tinha área com uma diversidade muito grande de riquezas e carência de políticas públicas, porém, com uma tropa muito aguerrida e dedicada.

A partir de 2013, o senhor assumiu um desafio ainda maior: o de responder pela PM das sete cidades da região por um ano e quatro meses. O que aprendeu nessa função de extrema relevância?

Comandar o policiamento da região do Grande ABC foi uma experiência única. O ABCDMRR possui características existentes nas grandes cidades metropolitanas e, em determinados assuntos, marcas existentes em cidades do Interior do Estado. A responsabilidade de responder pelo policiamento das sete cidades foi muito grande, mas, mais uma vez, pude contar com o auxílio de oficiais e praças comprometidos profissionalmente, e o mais importante: conhecedores da área.

Quais eram, na época, os principais problemas na área de segurança do Grande ABC? Passados seis anos, acredita que os gargalos seguem os mesmos ou foram observadas alterações?

Não vejo como problemas, e sim como desafios. Os desafios de um comandante de policiamento de Área, seja no Grande ABC ou em qualquer rincão do Estado, deve ser o de proporcionar à sua tropa as condições necessárias de levar tranquilidade à comunidade local. Ao prevenir um crime, ao conduzir um marginal para que responda por um crime cometido, ao auxiliar uma parturiente, ao levar educação às escolas por meio de programas como o Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência), enfim, por diversas atitudes positivas, o policial militar cumpre o seu dever. Procurei também, na oportunidade, valorizar meus subordinados. Acredito que estas têm sido as preocupações de todos os meus sucessores: sempre melhorar a cada dia.

Na sua despedida, o senhor foi elogiado pelo então comandante-geral da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira, que destacou que o senhor manteve índices criminais satisfatórios. Que avaliação faz da sua própria atuação no cargo de comandante da PM no Grande ABC? Que legado acredita ter deixado para a região?

O coronel PM Meira e todos os integrantes do Comando Geral, à época, foram muito benevolentes comigo. E sempre que precisei tive muito apoio deles. Fui designado para comandar o Grande ABC em 2013, numa época muito turbulenta – manifestações dos caminhoneiros e do movimento Passe Livre. Em que pese a maioria das manifestações ter sido levada a efeito com muita violência por parte dos manifestantes, a nossa tropa se portou com verdadeiro profissionalismo e dentro dos limites da lei, sendo inclusive alvo de diversos elogios por parte dos líderes municipais, do Ministério Público e do Poder Judiciário. Quanto aos indicadores criminais terem sido mantidos em patamares satisfatórios, revelo mais uma vez que mantive as boas práticas dos meus antecessores e credito esse sucesso, sem sombra de dúvidas, aos abnegados oficiais e praças que tive sob meu comando.

Em julho de 2014, o senhor tomou posse no comando da Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo. Como foi para o senhor voltar a cuidar da segurança nas estradas, desta vez em cenário macro?

Confesso que ter sido promovido a coronel foi uma das maiores alegrias da minha vida. Na corporação temos muitos bons quadros, mas infelizmente nem todos conseguem chegar ao topo da carreira. E a minha maior realização profissional como coronel foi comandar o policiamento rodoviário da PM. Quase metade da minha carreira servi naquela unidade especializada, junto a pouco mais de 3.500 homens e mulheres. Difícil tarefa de prover segurança rodoviária em mais de 22 mil quilômetros de rodovias estaduais. Foram inúmeras vidas salvas, com campanhas educativas de trânsito e ações policiais pontuais; mais de 350 toneladas de drogas apreendidas; milhares de armas retiradas das mãos de marginais. Tudo isso em dois anos e nove meses de comando.

Em 2017, foi nomeado subcomandante da PM no Estado. Que bagagem acumulou e que desafios encontrou?

Pois é. Quando achamos que todos os desafios terminaram, as autoridades governamentais querem fazer um teste de coração na gente (risos). Talvez tenha sido a maior prova para mim de que podemos fazer sempre mais e melhor. Ter sido nomeado com o aval do então secretário, doutor Mágino Alves Barbosa Filho, foi uma honra. A confiança depositada por ele me proporcionou tranquilidade para desempenhar essa função. Ter sido subcomandante geral PM ao lado de um comandante geral com qualidades invejáveis e incomparáveis, como as que tem o coronel PM Nivaldo Cesar Restivo, atualmente secretário da Administração Penitenciária, foi um privilégio.

Atualmente o senhor é chefe de gabinete da SSP (Secretaria da Segurança Pública) do Estado, no qual é responsável pela coordenação administrativa das polícias Militar, Civil e Técnica-Científica. Como surgiu o convite para ocupar o cargo?

Com a vacância do cargo, que era exercido pelo coronel PM Nivaldo, fui convidado pelo atual secretário, general João Camilo Pires de Campos, para exercer essa importante missão. Mais um desafio e mais um teste cardiológico (risos). Aceitei o desafio com muita honra. Agradeço imensamente ao nosso secretário pela confiança.

Se comparadas as realidades de hoje com a da década de 1980, quando o senhor ingressou na polícia, é possível dizer que a população tem vivido tempos de mais segurança? Com base na sua experiência e avaliação, o que melhorou e o que piorou nesse quesito?

Não há como comparar. Atualmente as polícias utilizam técnicas e ferramentas inteligentes. Não há mais lugar para o empirismo. Jamais o policial militar pode ser substituído por programas de computador. Ele é e sempre será o ator principal da percepção de segurança. Como explicar que a população aumenta, a criminalidade recrudesce e os indicadores criminais mês a mês, dia a dia, só decrescem? Não há mágica, não existem truques. A polícia trabalha sob os pilares da gestão pela qualidade, dos princípios da Polícia Comunitária e do irrestrito respeito aos direitos humanos. Tenho muito orgulho de pertencer a esse time há mais de 37 anos. Se tivesse a oportunidade, faria tudo de novo.

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