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Vereador é agredido em hospital público de S.Bernardo

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Segurança derruba Julinho Fuzari no Anchieta; equipamento é gerido por Paço e FUABC


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

25/05/2019 | 08:50


O vereador Julinho Fuzari (Cidadania), de São Bernardo, foi agredido por segurança terceirizado do Hospital Anchieta, localizado no Centro – o equipamento é municipal. O fato aconteceu na quarta-feira à tarde. O caso está sob investigação no 1º DP (Centro).

Vídeo do circuito do hospital mostra o momento da agressão. Julinho chega ao setor administrativo acompanhado de assessores. Entra no hall, mas é impedido por um segurança. Há bate-boca. Até que o profissional segura Julinho e o empurra. O parlamentar cai, levanta e é contido pelos assessores. Outros seguranças aparecem em meio a tumulto. Os ânimos se acalmam e o político deixa o local. Julinho argumentou que foi ao espaço para vistoriar o andamento de obras anunciadas pelo governo do prefeito Orlando Morando (PSDB) no ano passado. “Queria saber da gerência qual o prazo de entrega. Porque o prefeito anunciou que em março tudo estaria pronto e não está. Eu me apresentei como vereador, cumprimentei o segurança. Ele percebeu quem eu era e disse que tinha ordens para não me deixar entrar. Sou vereador, tenho dever de fiscalizar”, afirmou.

A reforma no equipamento foi anunciada pela administração Morando em agosto de 2017 para transformá-lo em centro especializado no tratamento de câncer. À época, o secretário de Saúde, Geraldo Reple Sobrinho, estimou que a intervenção terminaria em um ano e meio – ou seja, em fevereiro deste ano.

O parlamentar registrou BO (Boletim de Ocorrência) alegando agressão e também relatou que foi vítima de fake news, pois passou a receber em seu celular vídeo da confusão com informação, segundo ele, distorcida.

Presidente da FUABC (Fundação do ABC), que administra o Hospital Anchieta em contrato com a Prefeitura de São Bernardo, Luiz Mario Pereira de Souza Gomes lamentou o episódio, mas opinou que não foi apenas o segurança o errado na situação. “O vereador adentrou ao local sem se identificar. Claro que seu trabalho é fiscalizar, mas há certos protocolos a serem cumpridos. Bastava ter feito ofício dizendo que iria fazer a visita que haveria alguém destacado para atendê-lo. O vereador, quando age desta maneira, é arriscado para ele também. Poderia até imaginar o pior cenário de incorrer em abuso (de autoridade)”, disse Luiz Mario, adicionando que haverá apuração do episódio. “Nem todo mundo conhece um vereador. Não é burocratizar o trabalho, mas há regras que preconizam. Imagina se alguém se passa por vereador e adentra ao hospital?”

Julinho rebateu a fala de Luiz Mario sobre avisar com antecedência sua visita ao hospital. “A polícia vai avisar o ladrão para pegá-lo? Se avisar, o ladrão vai embora.”

FALHAS
O caso acontece na mesma semana em que nova crise foi deflagrada na saúde. Reportagem da TV Globo mostrou fila na realização de exames três semanas depois de relatar problema generalizado na marcação de consultas. As falhas resultam na demissão de Rodolfo Strufaldi como coordenador de atenção básica. 



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Vereador é agredido em hospital público de S.Bernardo

Segurança derruba Julinho Fuzari no Anchieta; equipamento é gerido por Paço e FUABC

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

25/05/2019 | 08:50


O vereador Julinho Fuzari (Cidadania), de São Bernardo, foi agredido por segurança terceirizado do Hospital Anchieta, localizado no Centro – o equipamento é municipal. O fato aconteceu na quarta-feira à tarde. O caso está sob investigação no 1º DP (Centro).

Vídeo do circuito do hospital mostra o momento da agressão. Julinho chega ao setor administrativo acompanhado de assessores. Entra no hall, mas é impedido por um segurança. Há bate-boca. Até que o profissional segura Julinho e o empurra. O parlamentar cai, levanta e é contido pelos assessores. Outros seguranças aparecem em meio a tumulto. Os ânimos se acalmam e o político deixa o local. Julinho argumentou que foi ao espaço para vistoriar o andamento de obras anunciadas pelo governo do prefeito Orlando Morando (PSDB) no ano passado. “Queria saber da gerência qual o prazo de entrega. Porque o prefeito anunciou que em março tudo estaria pronto e não está. Eu me apresentei como vereador, cumprimentei o segurança. Ele percebeu quem eu era e disse que tinha ordens para não me deixar entrar. Sou vereador, tenho dever de fiscalizar”, afirmou.

A reforma no equipamento foi anunciada pela administração Morando em agosto de 2017 para transformá-lo em centro especializado no tratamento de câncer. À época, o secretário de Saúde, Geraldo Reple Sobrinho, estimou que a intervenção terminaria em um ano e meio – ou seja, em fevereiro deste ano.

O parlamentar registrou BO (Boletim de Ocorrência) alegando agressão e também relatou que foi vítima de fake news, pois passou a receber em seu celular vídeo da confusão com informação, segundo ele, distorcida.

Presidente da FUABC (Fundação do ABC), que administra o Hospital Anchieta em contrato com a Prefeitura de São Bernardo, Luiz Mario Pereira de Souza Gomes lamentou o episódio, mas opinou que não foi apenas o segurança o errado na situação. “O vereador adentrou ao local sem se identificar. Claro que seu trabalho é fiscalizar, mas há certos protocolos a serem cumpridos. Bastava ter feito ofício dizendo que iria fazer a visita que haveria alguém destacado para atendê-lo. O vereador, quando age desta maneira, é arriscado para ele também. Poderia até imaginar o pior cenário de incorrer em abuso (de autoridade)”, disse Luiz Mario, adicionando que haverá apuração do episódio. “Nem todo mundo conhece um vereador. Não é burocratizar o trabalho, mas há regras que preconizam. Imagina se alguém se passa por vereador e adentra ao hospital?”

Julinho rebateu a fala de Luiz Mario sobre avisar com antecedência sua visita ao hospital. “A polícia vai avisar o ladrão para pegá-lo? Se avisar, o ladrão vai embora.”

FALHAS
O caso acontece na mesma semana em que nova crise foi deflagrada na saúde. Reportagem da TV Globo mostrou fila na realização de exames três semanas depois de relatar problema generalizado na marcação de consultas. As falhas resultam na demissão de Rodolfo Strufaldi como coordenador de atenção básica. 

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