Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 21 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Risco iminente


Do Diário do Grande ABC

24/05/2019 | 09:10


A falta de fiscalização por parte das prefeituras de São Bernardo e de Diadema colabora para que pessoas sejam colocadas em risco. Pelo menos 320 famílias moram hoje em área que por muitos anos serviu para depósito de lixo, no bairro do Alvarenga, e que por este motivo permanece contaminada.

O lixão foi desativado há quase 20 anos, em 2000. Na área de 750 mil metros quadrados em que estava instalado, deveria ser implantada espécie de reserva ecológica e ainda usina de geração de energia a partir da incineração de lixo. Tudo isso seria feito após a descontaminação do solo. A previsão era que todas essas melhorias fossem concluídas até 2015.

Na última semana a equipe do Diário foi ao local e constatou que a realidade está anos luz distante da promessa. Moradores contam que há dois anos foram colocados tubos para medir a qualidade do solo e expelir o gás gerado pelos detritos que por mais de 30 anos foram despejados no local.

Entulho, produtos químicos e lixo hospitalar depositados ali em quantidade que a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) estima em 2 milhões de toneladas. Volume que hoje está sob camada de terra e vegetação. Mas que, mesmo varrida para debaixo de imenso tapete orgânico, ainda causa preocupação. Pois tem sério risco de contaminar a Represa Billings, que é vizinha do ex-lixão, além das pessoas que ali hoje residem por pura falta de opção.

A Cetesb é clara ao apontar o Poder Executivo de São Bernardo como responsável pelo licenciamento ambiental e também pela fiscalização das ocupações. Trabalho que, claramente, não está sendo feito como deveria, visto que em 2012 cerca de 100 famílias foram retiradas do local e inscritas em programas habitacionais, com a promessa de que para elas seriam viabilizadas vagas em conjuntos habitacionais. Saíram aquelas vieram outras e o poder público, ao que parece, não se deu conta. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Risco iminente

Do Diário do Grande ABC

24/05/2019 | 09:10


A falta de fiscalização por parte das prefeituras de São Bernardo e de Diadema colabora para que pessoas sejam colocadas em risco. Pelo menos 320 famílias moram hoje em área que por muitos anos serviu para depósito de lixo, no bairro do Alvarenga, e que por este motivo permanece contaminada.

O lixão foi desativado há quase 20 anos, em 2000. Na área de 750 mil metros quadrados em que estava instalado, deveria ser implantada espécie de reserva ecológica e ainda usina de geração de energia a partir da incineração de lixo. Tudo isso seria feito após a descontaminação do solo. A previsão era que todas essas melhorias fossem concluídas até 2015.

Na última semana a equipe do Diário foi ao local e constatou que a realidade está anos luz distante da promessa. Moradores contam que há dois anos foram colocados tubos para medir a qualidade do solo e expelir o gás gerado pelos detritos que por mais de 30 anos foram despejados no local.

Entulho, produtos químicos e lixo hospitalar depositados ali em quantidade que a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) estima em 2 milhões de toneladas. Volume que hoje está sob camada de terra e vegetação. Mas que, mesmo varrida para debaixo de imenso tapete orgânico, ainda causa preocupação. Pois tem sério risco de contaminar a Represa Billings, que é vizinha do ex-lixão, além das pessoas que ali hoje residem por pura falta de opção.

A Cetesb é clara ao apontar o Poder Executivo de São Bernardo como responsável pelo licenciamento ambiental e também pela fiscalização das ocupações. Trabalho que, claramente, não está sendo feito como deveria, visto que em 2012 cerca de 100 famílias foram retiradas do local e inscritas em programas habitacionais, com a promessa de que para elas seriam viabilizadas vagas em conjuntos habitacionais. Saíram aquelas vieram outras e o poder público, ao que parece, não se deu conta. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;