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Ex-secretários e outras lideranças são cotados para substituir May



24/05/2019 | 09:06


A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, anunciou nesta sexta-feira que deixará o posto em breve, deixando o comando do Partido Conservador em 7 de junho. Agora, deve haver uma dura disputa interna na sigla para saber quem será o sucessor de May, que terá como principal missão conduzir o país no processo de saída da União Europeia, o Brexit.

May disse que seguirá como premiê enquanto não for escolhido seu sucessor no comando do partido. Entre os cotados para o posto está Boris Johnson, ex-prefeito de Londres e também ex-secretário das Relações Exteriores. Johnson é um político popular e expressa visões mais duras sobre o processo do Brexit. Para analistas, um governo dele elevaria a chance de uma saída da UE sem acordo, a pior alternativa para a economia britânica, segundo as projeções. Johnson foi figura importante na campanha eleitoral do plebiscito de 2016 no qual o voto pela saída do bloco foi vencedor. Ele deixou a função de secretário das Relações Exteriores em julho do ano passado por divergências com os planos de May para o Brexit.

Um ex-secretário britânico para o Brexit, Dominique Raab também é cotado para ser o futuro premiê. Ele ficou no posto por um período relativamente curto, entre julho e novembro, saindo do governo também por divergências com May. Raab disse que se demitiu porque não poderia apoiar o acordo fechado por May com a UE. Aos 45 anos, é bastante crítico da abordagem da premiê sobre o tema.

Após a renúncia de Johnson, o cargo de secretário das Relações Exteriores foi assumido por Jeremy Hunt, outro cotado para ser o próximo premiê. Ele defendeu a permanência na UE em 2016, mas desde então mudou de ideia e tem dado declarações duras sobre o bloco, chegando a compará-lo recentemente à União Soviética. Aos 52 anos, Hunt também ocupou outros cargos no governo, como o de secretário de Saúde, e teve papel importante na organização da elogiada Olimpíada de Londres, em 2012.

O atual secretário de Interior, Sajid Javid, é filho de imigrantes de origem paquistanesa. Após uma carreira bem-sucedida como banqueiro, entrou na política ao ser eleito para o Parlamento, em 2010. Também chegou a defender a permanência da UE em 2016, mas desde então tem apoiado o Brexit. Nos últimos meses, ganhou proeminência na política local ao defender ações agressivas para reduzir o fluxo de embarcações com imigrantes e refugiados que chegam à costa britânica.

May foi a segunda mulher na história a ocupar o cargo de premiê do Reino Unido. Entre os cotados para substituí-la há outra mulher, Andrea Leadsom, de 56 anos. Ela pediu demissão do posto de líder da Câmara dos Comuns nesta semana, o que aumentou a pressão sobre a premiê. Chegou a concorrer em maio de 2016 ao comando do Partido Conservador, sem sucesso. Na ocasião, Leadsom acabou por retirar a candidatura, após ser alvo de críticas por sugerir que poderia se sair melhor no cargo porque criou filhos. May já comentou publicamente que ela e o marido tentaram, mas não conseguiram ter crianças. Leadsom é também uma defensora do Brexit e é vista por muitos como eficaz na liderança da Câmara dos Comuns em um momento difícil da política britânica.



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Ex-secretários e outras lideranças são cotados para substituir May


24/05/2019 | 09:06


A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, anunciou nesta sexta-feira que deixará o posto em breve, deixando o comando do Partido Conservador em 7 de junho. Agora, deve haver uma dura disputa interna na sigla para saber quem será o sucessor de May, que terá como principal missão conduzir o país no processo de saída da União Europeia, o Brexit.

May disse que seguirá como premiê enquanto não for escolhido seu sucessor no comando do partido. Entre os cotados para o posto está Boris Johnson, ex-prefeito de Londres e também ex-secretário das Relações Exteriores. Johnson é um político popular e expressa visões mais duras sobre o processo do Brexit. Para analistas, um governo dele elevaria a chance de uma saída da UE sem acordo, a pior alternativa para a economia britânica, segundo as projeções. Johnson foi figura importante na campanha eleitoral do plebiscito de 2016 no qual o voto pela saída do bloco foi vencedor. Ele deixou a função de secretário das Relações Exteriores em julho do ano passado por divergências com os planos de May para o Brexit.

Um ex-secretário britânico para o Brexit, Dominique Raab também é cotado para ser o futuro premiê. Ele ficou no posto por um período relativamente curto, entre julho e novembro, saindo do governo também por divergências com May. Raab disse que se demitiu porque não poderia apoiar o acordo fechado por May com a UE. Aos 45 anos, é bastante crítico da abordagem da premiê sobre o tema.

Após a renúncia de Johnson, o cargo de secretário das Relações Exteriores foi assumido por Jeremy Hunt, outro cotado para ser o próximo premiê. Ele defendeu a permanência na UE em 2016, mas desde então mudou de ideia e tem dado declarações duras sobre o bloco, chegando a compará-lo recentemente à União Soviética. Aos 52 anos, Hunt também ocupou outros cargos no governo, como o de secretário de Saúde, e teve papel importante na organização da elogiada Olimpíada de Londres, em 2012.

O atual secretário de Interior, Sajid Javid, é filho de imigrantes de origem paquistanesa. Após uma carreira bem-sucedida como banqueiro, entrou na política ao ser eleito para o Parlamento, em 2010. Também chegou a defender a permanência da UE em 2016, mas desde então tem apoiado o Brexit. Nos últimos meses, ganhou proeminência na política local ao defender ações agressivas para reduzir o fluxo de embarcações com imigrantes e refugiados que chegam à costa britânica.

May foi a segunda mulher na história a ocupar o cargo de premiê do Reino Unido. Entre os cotados para substituí-la há outra mulher, Andrea Leadsom, de 56 anos. Ela pediu demissão do posto de líder da Câmara dos Comuns nesta semana, o que aumentou a pressão sobre a premiê. Chegou a concorrer em maio de 2016 ao comando do Partido Conservador, sem sucesso. Na ocasião, Leadsom acabou por retirar a candidatura, após ser alvo de críticas por sugerir que poderia se sair melhor no cargo porque criou filhos. May já comentou publicamente que ela e o marido tentaram, mas não conseguiram ter crianças. Leadsom é também uma defensora do Brexit e é vista por muitos como eficaz na liderança da Câmara dos Comuns em um momento difícil da política britânica.

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