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Bolsas de NY fecham em baixa com tensão entre EUA e China

Pixabay / banco de imagens Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


23/05/2019 | 18:51


As bolsas de Nova York fecharam em forte queda nesta quinta-feira, 23, fruto da aversão ao risco que se pronunciou à medida em que vão se agravando as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. A divulgação de um indicador da atividade econômica americana também ajudou a pressionar os índices nova-iorquinos.

Em Wall Street, o índice Dow Jones recuou 1,11%, em 25.490,47 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 1,19%, em 2.822,24 pontos. Já o índice eletrônico Nasdaq, por sua vez, registrou queda de 1,58%, em 7.628,28 pontos.

Antes da abertura do pregão, um porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng, disse que os EUA precisam "corrigir suas ações erradas" se desejam continuar as negociações comerciais com a China para encerrar as disputas comerciais. O porta-voz chinês afirmou que os EUA têm "escalado grandemente" as fricções comerciais, o que aumentou as chances de uma recessão econômica global.

Em tom mais ameno, mas com mensagem similar, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país asiático, Lu Kang, afirmou que o país está aberto a retomar as negociações comerciais com os Estados Unidos, mas a sinceridade e o respeito mútuo são necessários. "A China está aberta à porta do diálogo, mas a sinceridade é indispensável para tornar uma consulta significativa", completou.

Para o diretor-gerente de pesquisa da FTSE Russell, Alec Young, a "continuação dos fracos dados econômicos globais e a falta de uma data específica para a retomada das negociações comerciais entre EUA e China estão turvando a visibilidade dos lucros e pesando no apetite pelo risco".

O imbróglio comercial entre as duas maiores economias do mundo pressionou os papéis de importantes empresas de tecnologia americanas, como a Qualcomm (-1,5%) e a Microsoft (-1,17%). Além do cenário global, os papéis da Apple (-1,71%) também foram prejudicados pelo corte no preço-alvo da ação pelo UBS, que baixou o papel da empresa de US$ 235,00 para US$ 225,00.

Esse conturbado cenário global também afundou os preços do petróleo, que caíram entre 4% e 6% fazendo as ações de companhias de energia despencarem. A Chesapeake Energy tombou 5,94%, a ConocoPhillps recuou 5,63% e a Exxon Mobil perdeu 2,34%. O subíndice de energia do S&P 500 liderou as perdas setoriais do dia, caindo 3,13%, em 451,53 pontos.

Em solo americano, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto do país, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, recuou de 53,0 em abril para 50,9 na leitura preliminar de maio, o pior nível em 36 meses, de acordo com a IHS Markit. Nesse sentido, o subíndice industrial do S&P 500 recuou 1,59%, em 619,80 pontos, com empresas relevantes como a General Electric (-3,43%) e a 3M (-1,44%) fechando em baixa.



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Bolsas de NY fecham em baixa com tensão entre EUA e China


23/05/2019 | 18:51


As bolsas de Nova York fecharam em forte queda nesta quinta-feira, 23, fruto da aversão ao risco que se pronunciou à medida em que vão se agravando as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. A divulgação de um indicador da atividade econômica americana também ajudou a pressionar os índices nova-iorquinos.

Em Wall Street, o índice Dow Jones recuou 1,11%, em 25.490,47 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 1,19%, em 2.822,24 pontos. Já o índice eletrônico Nasdaq, por sua vez, registrou queda de 1,58%, em 7.628,28 pontos.

Antes da abertura do pregão, um porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng, disse que os EUA precisam "corrigir suas ações erradas" se desejam continuar as negociações comerciais com a China para encerrar as disputas comerciais. O porta-voz chinês afirmou que os EUA têm "escalado grandemente" as fricções comerciais, o que aumentou as chances de uma recessão econômica global.

Em tom mais ameno, mas com mensagem similar, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país asiático, Lu Kang, afirmou que o país está aberto a retomar as negociações comerciais com os Estados Unidos, mas a sinceridade e o respeito mútuo são necessários. "A China está aberta à porta do diálogo, mas a sinceridade é indispensável para tornar uma consulta significativa", completou.

Para o diretor-gerente de pesquisa da FTSE Russell, Alec Young, a "continuação dos fracos dados econômicos globais e a falta de uma data específica para a retomada das negociações comerciais entre EUA e China estão turvando a visibilidade dos lucros e pesando no apetite pelo risco".

O imbróglio comercial entre as duas maiores economias do mundo pressionou os papéis de importantes empresas de tecnologia americanas, como a Qualcomm (-1,5%) e a Microsoft (-1,17%). Além do cenário global, os papéis da Apple (-1,71%) também foram prejudicados pelo corte no preço-alvo da ação pelo UBS, que baixou o papel da empresa de US$ 235,00 para US$ 225,00.

Esse conturbado cenário global também afundou os preços do petróleo, que caíram entre 4% e 6% fazendo as ações de companhias de energia despencarem. A Chesapeake Energy tombou 5,94%, a ConocoPhillps recuou 5,63% e a Exxon Mobil perdeu 2,34%. O subíndice de energia do S&P 500 liderou as perdas setoriais do dia, caindo 3,13%, em 451,53 pontos.

Em solo americano, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto do país, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, recuou de 53,0 em abril para 50,9 na leitura preliminar de maio, o pior nível em 36 meses, de acordo com a IHS Markit. Nesse sentido, o subíndice industrial do S&P 500 recuou 1,59%, em 619,80 pontos, com empresas relevantes como a General Electric (-3,43%) e a 3M (-1,44%) fechando em baixa.

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