Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 22 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Juros completam 4 sessões em baixa, com melhora na percepção de risco político

Pixabay / banco de imagens Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


23/05/2019 | 18:27


O mercado de juros adiou uma possível realização de lucros e as taxas fecharam mais uma vez em baixa, completando quarta sessão seguida de queda nesta quinta-feira, 23. A melhora na percepção do risco do cenário político e de que a economia doméstica vai demorar para se recuperar, além do pessimismo com a economia global que deve manter os juros baixos no mundo, foram os principais fatores a alimentar o recuo. Com isso, pouco a pouco a curva a termo vai limpando as apostas de alta da Selic e, para o fim do ano, já há uma precificação, ainda que ínfima, de queda, de apenas 1 ponto-base.

Desde a última sexta-feira, os contratos para janeiro de 2023 e janeiro de 2025 já perderam mais de 30 pontos-base, considerando os níveis de ajuste, basicamente em função do quadro político. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 encerrou 7,97%, de 8,012%, no ajuste de ontem, e a do DI para janeiro de 2025 recuou de 8,602% para 8,57%. "As vitórias do governo nas MPs deixam a sensação de que a Previdência vai passar e o mercado, assim, fica confortável para aplicar", disse a economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Helena Veronese.

A Câmara concluiu hoje a votação da MP 870, que reestrutura os ministérios. O texto será encaminhado ao Senado, que tem a próxima semana para votar a medida, antes que ela perca sua validade, em 3 de junho. O governo foi derrotado na questão do Coaf, que passou do Ministério da Justiça para o da Economia, mas, segundo Helena, isso não fez preço porque já era esperado.

A ponta curta também devolve prêmios em alta velocidade nos últimos dias, diante da sensação de que o corte da Selic é questão de tempo. A taxa DI para janeiro de 2021 caiu hoje para 6,790%, nova mínima histórica, de 6,851% ontem no ajuste e 7,052% no ajuste de sexta-feira. A do DI para janeiro de 2020, que melhor capta a visão do mercado para a política monetária em 2019, fechou na mínima de 6,380%, de 6,405% ontem no ajuste.

De acordo com cálculos do economista-chefe do Haitong Banco de Investimento, Flávio Serrano, a curva já embute 1 ponto-base de queda da Selic no fim de 2019, ante 100% de manutenção do atual patamar de 6,50% ontem, o que, na prática, diz ele é quase "a mesma coisa". De todo modo, não deixa de ser um efeito de toda a discussão do mercado em torno da política monetária, pois nos últimos meses sempre houve prêmio de risco para o fim do ano.

Um gestor afirma que ganha força a tese de que o Banco Central vai cortar juro não só pela atividade fraca no Brasil, mas pelo contexto internacional. "Hoje temos forte aversão ao risco no mundo, com tombo do rendimento dos Treasuries e petróleo caindo 5% e, ao mesmo tempo, as moedas em geral não estão sofrendo. A combinação de atividade fraca lá fora e dólar relativamente estável permite que as taxas tenham um bom desempenho, não resta outra coisa aos juros domésticos se não cair", disse.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Juros completam 4 sessões em baixa, com melhora na percepção de risco político


23/05/2019 | 18:27


O mercado de juros adiou uma possível realização de lucros e as taxas fecharam mais uma vez em baixa, completando quarta sessão seguida de queda nesta quinta-feira, 23. A melhora na percepção do risco do cenário político e de que a economia doméstica vai demorar para se recuperar, além do pessimismo com a economia global que deve manter os juros baixos no mundo, foram os principais fatores a alimentar o recuo. Com isso, pouco a pouco a curva a termo vai limpando as apostas de alta da Selic e, para o fim do ano, já há uma precificação, ainda que ínfima, de queda, de apenas 1 ponto-base.

Desde a última sexta-feira, os contratos para janeiro de 2023 e janeiro de 2025 já perderam mais de 30 pontos-base, considerando os níveis de ajuste, basicamente em função do quadro político. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 encerrou 7,97%, de 8,012%, no ajuste de ontem, e a do DI para janeiro de 2025 recuou de 8,602% para 8,57%. "As vitórias do governo nas MPs deixam a sensação de que a Previdência vai passar e o mercado, assim, fica confortável para aplicar", disse a economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Helena Veronese.

A Câmara concluiu hoje a votação da MP 870, que reestrutura os ministérios. O texto será encaminhado ao Senado, que tem a próxima semana para votar a medida, antes que ela perca sua validade, em 3 de junho. O governo foi derrotado na questão do Coaf, que passou do Ministério da Justiça para o da Economia, mas, segundo Helena, isso não fez preço porque já era esperado.

A ponta curta também devolve prêmios em alta velocidade nos últimos dias, diante da sensação de que o corte da Selic é questão de tempo. A taxa DI para janeiro de 2021 caiu hoje para 6,790%, nova mínima histórica, de 6,851% ontem no ajuste e 7,052% no ajuste de sexta-feira. A do DI para janeiro de 2020, que melhor capta a visão do mercado para a política monetária em 2019, fechou na mínima de 6,380%, de 6,405% ontem no ajuste.

De acordo com cálculos do economista-chefe do Haitong Banco de Investimento, Flávio Serrano, a curva já embute 1 ponto-base de queda da Selic no fim de 2019, ante 100% de manutenção do atual patamar de 6,50% ontem, o que, na prática, diz ele é quase "a mesma coisa". De todo modo, não deixa de ser um efeito de toda a discussão do mercado em torno da política monetária, pois nos últimos meses sempre houve prêmio de risco para o fim do ano.

Um gestor afirma que ganha força a tese de que o Banco Central vai cortar juro não só pela atividade fraca no Brasil, mas pelo contexto internacional. "Hoje temos forte aversão ao risco no mundo, com tombo do rendimento dos Treasuries e petróleo caindo 5% e, ao mesmo tempo, as moedas em geral não estão sofrendo. A combinação de atividade fraca lá fora e dólar relativamente estável permite que as taxas tenham um bom desempenho, não resta outra coisa aos juros domésticos se não cair", disse.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;