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Reforma da Previdência não é tudo e entraves seguirão, diz economista



23/05/2019 | 13:31


O professor e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) José Júlio Senna, disse nesta quinta-feira, 23, que existe algum exagero na confiança dos mercados e dos economistas de que a reforma da Previdência trará a solução para todos os problemas econômicos brasileiros. Ele participou do Seminário Ibre/Estadão - Perspectivas 2019.

De acordo com o professor, no dia seguinte à aprovação da reforma previdenciária os empresários continuarão com os entraves ao crescimento. "Reforma da Previdência não é tudo. Os entraves ao crescimento seguirão", disse Senna.

Para ele, falta mais atenção do governo aos verdadeiros entraves de demanda agregada.

Selic

Senna defendeu ainda que o Banco Central (BC) mantenha a taxa básica de juros, a Selic no atual nível de 6,5% ao ano. O economista rebateu as avaliações segundo as quais o BC deveria reduzir a Selic para estimular a demanda agregada.

"Taxa de juros não é mais o entrave ao crescimento", disse o professor, para quem a saída para a expansão da economia não se dará pelo estímulo da demanda. Mesmo porque, de acordo com ele, não há mais problemas cíclicos no Brasil. "Estamos estagnados há quarenta anos. Nosso problema não é cíclico."

Para ele, o BC não é "o Pelé que vai resolver o jogo".

O professor afirma que o Brasil deveria fazer como fazem Estados Unidos e Europa, que estabelecem uma meta de inflação, um número e os BCs se viram e correm atrás de cumpri-la. "Não existe centro de meta. Existe meta", disse.

Sílvia Matos

A economista-chefe do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Sílvia Matos, também no evento Ibre/Estadão, afirmou que o câmbio tem se desvalorizado por motivos externos, mas que tem perdido mais para o dólar de que outras moedas por conta de problemas internos de ordem política que têm dificultado a tramitação da proposta da reforma previdenciária.

De acordo com ela, num cenário alternativo mais pessimista em que o CDS atingisse 366 pontos o dólar subiria a R$ 4,62 em 2019 e a R$ 4,80 em 2020. Sílvia diz que, para que o dólar volte a um nível razoável, o risco País teria que recuar. Num cenário otimista, com o CDS em 208 pontos o dólar fecharia em R$ 3,58 em 2019 e em R$ 3,68 no ano que vem.

Sobre o Produto Interno Bruto (PIB), a economista prevê um crescimento de 1,4% para o fechamento do ano. Segundo ela, a estabilidade do PIB no primeiro trimestre representa uma perda de mais ou menos 2% no volume de investimentos. Além disso, segundo a economista, a queda das exportações para a Argentina deve tirar 0,1 ponto porcentual do PIB brasileiro.

Para a inflação, Sílvia Matos prevê uma taxa de 4,1% para 2019. "A inflação acelerou para fechar o ano em 4,1%. E é bom lembrar que os núcleos inflacionários estão comportados, mas não estão caindo", disse a economista.



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Reforma da Previdência não é tudo e entraves seguirão, diz economista


23/05/2019 | 13:31


O professor e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) José Júlio Senna, disse nesta quinta-feira, 23, que existe algum exagero na confiança dos mercados e dos economistas de que a reforma da Previdência trará a solução para todos os problemas econômicos brasileiros. Ele participou do Seminário Ibre/Estadão - Perspectivas 2019.

De acordo com o professor, no dia seguinte à aprovação da reforma previdenciária os empresários continuarão com os entraves ao crescimento. "Reforma da Previdência não é tudo. Os entraves ao crescimento seguirão", disse Senna.

Para ele, falta mais atenção do governo aos verdadeiros entraves de demanda agregada.

Selic

Senna defendeu ainda que o Banco Central (BC) mantenha a taxa básica de juros, a Selic no atual nível de 6,5% ao ano. O economista rebateu as avaliações segundo as quais o BC deveria reduzir a Selic para estimular a demanda agregada.

"Taxa de juros não é mais o entrave ao crescimento", disse o professor, para quem a saída para a expansão da economia não se dará pelo estímulo da demanda. Mesmo porque, de acordo com ele, não há mais problemas cíclicos no Brasil. "Estamos estagnados há quarenta anos. Nosso problema não é cíclico."

Para ele, o BC não é "o Pelé que vai resolver o jogo".

O professor afirma que o Brasil deveria fazer como fazem Estados Unidos e Europa, que estabelecem uma meta de inflação, um número e os BCs se viram e correm atrás de cumpri-la. "Não existe centro de meta. Existe meta", disse.

Sílvia Matos

A economista-chefe do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Sílvia Matos, também no evento Ibre/Estadão, afirmou que o câmbio tem se desvalorizado por motivos externos, mas que tem perdido mais para o dólar de que outras moedas por conta de problemas internos de ordem política que têm dificultado a tramitação da proposta da reforma previdenciária.

De acordo com ela, num cenário alternativo mais pessimista em que o CDS atingisse 366 pontos o dólar subiria a R$ 4,62 em 2019 e a R$ 4,80 em 2020. Sílvia diz que, para que o dólar volte a um nível razoável, o risco País teria que recuar. Num cenário otimista, com o CDS em 208 pontos o dólar fecharia em R$ 3,58 em 2019 e em R$ 3,68 no ano que vem.

Sobre o Produto Interno Bruto (PIB), a economista prevê um crescimento de 1,4% para o fechamento do ano. Segundo ela, a estabilidade do PIB no primeiro trimestre representa uma perda de mais ou menos 2% no volume de investimentos. Além disso, segundo a economista, a queda das exportações para a Argentina deve tirar 0,1 ponto porcentual do PIB brasileiro.

Para a inflação, Sílvia Matos prevê uma taxa de 4,1% para 2019. "A inflação acelerou para fechar o ano em 4,1%. E é bom lembrar que os núcleos inflacionários estão comportados, mas não estão caindo", disse a economista.

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