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Construções irregulares invadem Gruta Sta.Luzia

Nario Barbosa/ DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em Mauá, moradores aproveitam ausência de fiscalização e erguem imóveis no Jardim Adelina


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

23/05/2019 | 07:00


 O Diário denuncia a construção de imóveis irregulares em área do Parque Ecológico da Gruta Santa Luzia, no Jardim Adelina, em Mauá, há pelo menos dois anos. No entanto, devido à ausência de fiscalização municipal no entorno, o número de moradias na área de proteção ambiental vem aumentando. Em 2017, a Prefeitura destacou que as construções irregulares foram denunciadas ao MP (Ministério Público), no entanto, a supressão de árvores nativas da Mata Atlântica segue sem nenhum impedimento.

“Estamos indignados. Único patrimônio da nossa cidade e está sendo destruído dessa forma. O mais triste é saber que as autoridades não se manifestam”, reclama um morador do Jardim Adelina sob condição de anonimato. Conforme a comunidade, o ritmo das obras aumentou nos últimos meses e, consequentemente, o desmatamento na área em torno da Gruta também.

O Plano Diretor da cidade define que as ruas Pocidônio Neves, Izabel Maria Calchi Rodrigues e Leonardo Rodrigues da Silva são Aeia (Área Especial de Interesse Ambiental) – segundo o artigo 39, os locais são destinados à proteção e à recuperação da paisagem e do meio ambiente.

Segundo o advogado especialista em direito ambiental e presidente do MDV (Movimento em Defesa da Vida do Grande ABC) Virgílio Alcides de Farias, há duas situações graves neste caso. A primeira está na ocupação de área pública e, a segunda, na necessidade da preservação e recuperação do que foi já degradado. “O parque é relevante não só por sua visitação pública, mas em vista ambiental, Mauá é uma cidade com pouquíssimas áreas verdes e isso é preocupante”, lamenta.

Localizadas ao redor do parque – cuja entrada fica na Avenida Barão de Mauá, 5.600 – os imóveis apresentam aparência de recém-construídos. Alguns não possuem pintura externa nas fachadas. Há, inclusive, uma chácara, que, segundo moradores do local, integra as construções recentes.

A Prefeitura de Mauá não se manifestou sobre o tema até o fechamento desta edição.

 

SOBRE O LOCAL

O Parque Ecológico da Gruta Santa Luzia foi criado em 1975, com paisagismo projetado pelo famoso arquiteto Burle Marx. O local acolhe várias nascentes, inclusive a do Rio Tamanduateí, além de viveiro.

O espaço passou por reformas (ao custo de R$ 216,7 mil) e teve o horário de funcionamento estendido em uma hora – entre 7h e 18h. A manutenção do espaço demanda cerca de R$ 35 mil aos cofres municipais mensalmente.

 



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Construções irregulares invadem Gruta Sta.Luzia

Em Mauá, moradores aproveitam ausência de fiscalização e erguem imóveis no Jardim Adelina

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

23/05/2019 | 07:00


 O Diário denuncia a construção de imóveis irregulares em área do Parque Ecológico da Gruta Santa Luzia, no Jardim Adelina, em Mauá, há pelo menos dois anos. No entanto, devido à ausência de fiscalização municipal no entorno, o número de moradias na área de proteção ambiental vem aumentando. Em 2017, a Prefeitura destacou que as construções irregulares foram denunciadas ao MP (Ministério Público), no entanto, a supressão de árvores nativas da Mata Atlântica segue sem nenhum impedimento.

“Estamos indignados. Único patrimônio da nossa cidade e está sendo destruído dessa forma. O mais triste é saber que as autoridades não se manifestam”, reclama um morador do Jardim Adelina sob condição de anonimato. Conforme a comunidade, o ritmo das obras aumentou nos últimos meses e, consequentemente, o desmatamento na área em torno da Gruta também.

O Plano Diretor da cidade define que as ruas Pocidônio Neves, Izabel Maria Calchi Rodrigues e Leonardo Rodrigues da Silva são Aeia (Área Especial de Interesse Ambiental) – segundo o artigo 39, os locais são destinados à proteção e à recuperação da paisagem e do meio ambiente.

Segundo o advogado especialista em direito ambiental e presidente do MDV (Movimento em Defesa da Vida do Grande ABC) Virgílio Alcides de Farias, há duas situações graves neste caso. A primeira está na ocupação de área pública e, a segunda, na necessidade da preservação e recuperação do que foi já degradado. “O parque é relevante não só por sua visitação pública, mas em vista ambiental, Mauá é uma cidade com pouquíssimas áreas verdes e isso é preocupante”, lamenta.

Localizadas ao redor do parque – cuja entrada fica na Avenida Barão de Mauá, 5.600 – os imóveis apresentam aparência de recém-construídos. Alguns não possuem pintura externa nas fachadas. Há, inclusive, uma chácara, que, segundo moradores do local, integra as construções recentes.

A Prefeitura de Mauá não se manifestou sobre o tema até o fechamento desta edição.

 

SOBRE O LOCAL

O Parque Ecológico da Gruta Santa Luzia foi criado em 1975, com paisagismo projetado pelo famoso arquiteto Burle Marx. O local acolhe várias nascentes, inclusive a do Rio Tamanduateí, além de viveiro.

O espaço passou por reformas (ao custo de R$ 216,7 mil) e teve o horário de funcionamento estendido em uma hora – entre 7h e 18h. A manutenção do espaço demanda cerca de R$ 35 mil aos cofres municipais mensalmente.

 

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