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Otimismo com reforma se mantém e Ibovespa fecha em alta de 2,76%

Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


21/05/2019 | 18:34


O Índice Bovespa teve alta expressiva nesta terça-feira, 21, ainda impulsionada pela melhora da percepção em relação à aprovação da reforma da Previdência, combinada com o maior apetite por risco no mercado externo. O principal índice acionário da B3 oscilou em terreno positivo desde a abertura, acelerou o ritmo gradativamente ao longo do pregão e encerrou o dia com um salto de 2,76%, aos 94.484,63 pontos.

O efeito da melhora na percepção política fica evidente se observado o desempenho das ações de empresas estatais, espécie de termômetro do risco atribuído ao cenário doméstico. Banco do Brasil ON disparou 5,71%, Petrobras PN avançou 3,80% e Eletrobras ON subiu 4,97%. O setor bancário de modo geral, também sensível ao humor do investidor em relação ao governo, contribuiu em peso para a alta do Ibovespa. Itaú Unibanco PN subiu 3,84%.

"Não creio que a alta foi exagerada. Houve exagero, sim, nas quedas dos últimos dias. A impressão que se tem é que a reforma da Previdência adquiriu vida própria. Apesar dos ruídos políticos, não vimos ninguém no Congresso falar que a reforma da Previdência corre risco de não ser aprovada", disse Carlos Thadeu de Freitas, economista-chefe da Ativa Investimentos.

O economista destaca que o ambiente hoje é muito melhor do que foi no governo Temer, com maior compromisso de parlamentares, maior apoio popular às mudanças e sem denúncias contra a pessoa do presidente. Apesar da visão mais otimista, Freitas alerta que o mercado deve continuar experimentando períodos de "extrema volatilidade", uma vez que, além das questões políticas, ainda devem pesar no cenário os desdobramentos da tensão comercial entre Estados Unidos e China.

Na avaliação de Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora, a alta mais agressiva do Ibovespa nos últimos dois pregões está em boa parte relacionada a suportes gráficos que indicavam a possibilidade de recuperação, próximos dos 90 mil pontos. Na última sexta-feira, o Ibovespa fechou no patamar dos 89 mil pontos, menor patamar de 2019. Monteiro é um dos profissionais que consideraram a alta bastante expressiva para um dia sem grandes novidades.

"A bolsa estava bastante amassada em dólares e os investidores viram chances de compra. No cenário político, só o que se viu até agora foi que a fervura da água diminuiu um pouco. O clima de incerteza não desapareceu", afirmou.

Para os próximos dias, são diversas as expectativas do investidor. Amanhã, os investidores concentram as atenções na divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve. Seguem no Congresso as negociações para votação de Medidas Provisórias importantes, como a MP 870, que trata da reforma administrativa que organizou os ministérios da gestão do presidente Jair Bolsonaro. A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), afirmou hoje que a aprovação da MP é a prioridade do governo. A matéria deverá ser votada nesta quarta-feira.



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Otimismo com reforma se mantém e Ibovespa fecha em alta de 2,76%


21/05/2019 | 18:34


O Índice Bovespa teve alta expressiva nesta terça-feira, 21, ainda impulsionada pela melhora da percepção em relação à aprovação da reforma da Previdência, combinada com o maior apetite por risco no mercado externo. O principal índice acionário da B3 oscilou em terreno positivo desde a abertura, acelerou o ritmo gradativamente ao longo do pregão e encerrou o dia com um salto de 2,76%, aos 94.484,63 pontos.

O efeito da melhora na percepção política fica evidente se observado o desempenho das ações de empresas estatais, espécie de termômetro do risco atribuído ao cenário doméstico. Banco do Brasil ON disparou 5,71%, Petrobras PN avançou 3,80% e Eletrobras ON subiu 4,97%. O setor bancário de modo geral, também sensível ao humor do investidor em relação ao governo, contribuiu em peso para a alta do Ibovespa. Itaú Unibanco PN subiu 3,84%.

"Não creio que a alta foi exagerada. Houve exagero, sim, nas quedas dos últimos dias. A impressão que se tem é que a reforma da Previdência adquiriu vida própria. Apesar dos ruídos políticos, não vimos ninguém no Congresso falar que a reforma da Previdência corre risco de não ser aprovada", disse Carlos Thadeu de Freitas, economista-chefe da Ativa Investimentos.

O economista destaca que o ambiente hoje é muito melhor do que foi no governo Temer, com maior compromisso de parlamentares, maior apoio popular às mudanças e sem denúncias contra a pessoa do presidente. Apesar da visão mais otimista, Freitas alerta que o mercado deve continuar experimentando períodos de "extrema volatilidade", uma vez que, além das questões políticas, ainda devem pesar no cenário os desdobramentos da tensão comercial entre Estados Unidos e China.

Na avaliação de Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora, a alta mais agressiva do Ibovespa nos últimos dois pregões está em boa parte relacionada a suportes gráficos que indicavam a possibilidade de recuperação, próximos dos 90 mil pontos. Na última sexta-feira, o Ibovespa fechou no patamar dos 89 mil pontos, menor patamar de 2019. Monteiro é um dos profissionais que consideraram a alta bastante expressiva para um dia sem grandes novidades.

"A bolsa estava bastante amassada em dólares e os investidores viram chances de compra. No cenário político, só o que se viu até agora foi que a fervura da água diminuiu um pouco. O clima de incerteza não desapareceu", afirmou.

Para os próximos dias, são diversas as expectativas do investidor. Amanhã, os investidores concentram as atenções na divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve. Seguem no Congresso as negociações para votação de Medidas Provisórias importantes, como a MP 870, que trata da reforma administrativa que organizou os ministérios da gestão do presidente Jair Bolsonaro. A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), afirmou hoje que a aprovação da MP é a prioridade do governo. A matéria deverá ser votada nesta quarta-feira.

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