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Um dia após o outro


Márcio Bernardes

21/05/2019 | 15:41


 Treinador de futebol no Brasil é a profissão que mais muda em um curto período de tempo. Nem o técnico da seleção escapa da bipolaridade do torcedor e a convocação de Tite para a Copa América é a prova disso.

Vamos voltar um pouco no tempo. Na sede da CBF, dia 14 de maio de 2018, ele chama os 23 jogadores para a disputa da Copa da Rússia. Mesmo com um outro argumento para a troca de algum atleta, Tite era praticamente unanimidade no cargo. Em memes, ele até ganhou mensagem com a faixa presidencial.

Pouco mais de um ano depois, dia 17 de maio último, na mesma sala de imprensa o treinador revelou a lista de 23 atletas para a Copa América com 14 nomes que estiveram na Rússia. O brasileiro se mostrou contrário. De unanimidade, o comandante agora é questionado por suas escolhas.

Na coletiva, se viu um Tite defendendo o desempenho ao resultado, mas no fundo ele sabe que um fracasso no torneio em casa, em que o Brasil sempre saiu vitorioso quando foi sede, terá peso na permanência dele no cargo. A segurança pelos atletas com quem mais trabalhou não é garantia de desempenho e muito menos de resultado.

Outro ponto a administrar é Neymar. Tite ainda não conversou com o atacante e capitão sobre a agressão a um torcedor. Vai falar com ele quase dois meses após o incidente. Não custava ter ligado antes para o seu melhor jogador. Sobre uma possível não convocação pela atitude, acredito que a "punição" de atuar na Copa América e curtir o frio da Granja Comary é maior do que liberá-lo para as férias com os "parças".

Deu Felipão

A obsessão pelo resultado superou o jogo bonito. Luiz Felipe Scolari viu o Palmeiras fazer a sua melhor exibição desde o retorno e a goleada sobre Sampaoli mostrou a força de uma equipe campeã que acumula recordes no Campeonato Brasileiro. Além do resultado, Felipão fez o time jogar bonito. O Verdão já é líder isolado, tem uma defesa intransponível e se desgarrar na ponta, será difícil para os concorrentes.



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Um dia após o outro

Márcio Bernardes

21/05/2019 | 15:41


 Treinador de futebol no Brasil é a profissão que mais muda em um curto período de tempo. Nem o técnico da seleção escapa da bipolaridade do torcedor e a convocação de Tite para a Copa América é a prova disso.

Vamos voltar um pouco no tempo. Na sede da CBF, dia 14 de maio de 2018, ele chama os 23 jogadores para a disputa da Copa da Rússia. Mesmo com um outro argumento para a troca de algum atleta, Tite era praticamente unanimidade no cargo. Em memes, ele até ganhou mensagem com a faixa presidencial.

Pouco mais de um ano depois, dia 17 de maio último, na mesma sala de imprensa o treinador revelou a lista de 23 atletas para a Copa América com 14 nomes que estiveram na Rússia. O brasileiro se mostrou contrário. De unanimidade, o comandante agora é questionado por suas escolhas.

Na coletiva, se viu um Tite defendendo o desempenho ao resultado, mas no fundo ele sabe que um fracasso no torneio em casa, em que o Brasil sempre saiu vitorioso quando foi sede, terá peso na permanência dele no cargo. A segurança pelos atletas com quem mais trabalhou não é garantia de desempenho e muito menos de resultado.

Outro ponto a administrar é Neymar. Tite ainda não conversou com o atacante e capitão sobre a agressão a um torcedor. Vai falar com ele quase dois meses após o incidente. Não custava ter ligado antes para o seu melhor jogador. Sobre uma possível não convocação pela atitude, acredito que a "punição" de atuar na Copa América e curtir o frio da Granja Comary é maior do que liberá-lo para as férias com os "parças".

Deu Felipão

A obsessão pelo resultado superou o jogo bonito. Luiz Felipe Scolari viu o Palmeiras fazer a sua melhor exibição desde o retorno e a goleada sobre Sampaoli mostrou a força de uma equipe campeã que acumula recordes no Campeonato Brasileiro. Além do resultado, Felipão fez o time jogar bonito. O Verdão já é líder isolado, tem uma defesa intransponível e se desgarrar na ponta, será difícil para os concorrentes.

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