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Estado inicia entrega de remédios de alto custo em S.Bernardo

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Abertura de posto no Poupatempo da cidade faz parte do processo de descentralização do serviço concentrado hoje no Hospital Mário Covas


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

21/05/2019 | 08:00


A distribuição de medicamentos de alto custo no Poupatempo de São Bernardo começa hoje. Inaugurada com uma semana de atraso, ontem, a unidade será a primeira farmácia pública do Grande ABC a promover o serviço fora das dependências do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. A expectativa é a de que 12 mil moradores do município sejam atendidos no novo posto.

Reivindicação antiga do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, a descentralização ocorre oito anos após o governo estadual iniciar negociações junto às prefeituras. A criação de pontos nos municípios para entrega de medicamentos fornecidos pelo Estado visa diminuir a superlotação da até então única unidade na região, onde os pacientes aguardam até três horas pelo atendimento.

Prefeito de Santo André e presidente do Consórcio, Paulo Serra (PSDB) comemorou a consolidação do projeto do colegiado. Segundo ele, a “conquista” é fruto do retorno de São Caetano, Diadema (ainda de forma extraoficial) e Rio Grande da Serra ao grupo. “É um novo momento do Consórcio. Unidas, as sete cidades ganham mais peso nas discussões.”

Para criação do posto de São Bernardo, foram investidos R$ 150 mil para adaptação do espaço no Poupatempo. Já a Prefeitura irá repassar R$ 594 mil por meio de convênio para manutenção da unidade durante nove meses.
Para atender à demanda de São Bernardo foram instalados oito guichês no Poupatempo da cidade. O posto funcionará de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e, aos sábados, das 7h às 13h. “Essa unidade passa a garantir melhor qualidade e respeito no atendimento de moradores de São Bernardo. Queremos reduzir pela metade o tempo de espera dessas pessoas”, afirma o prefeito Orlando Morando (PSDB).

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann Ferreira, neste primeiro momento apenas pacientes com novas solicitações poderão receber os medicamentos na unidade. No caso de pessoas que já estão em atendimento no Mário Covas, a recomendação é alterar o local de retirada apenas no momento da renovação de seus protocolos. A expectativa é a de que até agosto 100% dos moradores de São Bernardo retirem os remédios no local. “Teremos 90 dias como fase de teste aqui. Tendo resultado positivo, damos início às negociações junto às prefeituras de Santo André e São Caetano para criação de mais dois postos fora do Mário Covas ainda neste ano”, destaca.

A expectativa de Paulo Serra é a de que “o mais rápido possível” seja iniciada a distribuição de medicamentos de alto custo no Poupatempo andreense (para atender também à população de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) e no Atende Fácil de São Caetano. “Amanhã (hoje), teremos reunião do GT (Grupo de Trabalho) Saúde com representante do governo estadual para saber da necessidade de intervenções físicas nos espaços e prazos para início da operação.” 

Secretário nega ampliar custeio do Nardini

Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann Ferreira admitiu ontem que o Palácio dos Bandeirantes não tem condições financeiras para estadualizar nem ampliar o repasse para custeio anual enviado à Prefeitura de Mauá para manutenção do Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini.

A declaração, dada durante ato realizado em São Bernardo para inauguração de posto descentralizado da farmácia de alto custo do Hospital Mário Covas no Poupatempo da cidade, ocorre oito meses após o Paço mauaense solicitar aumento de verba para a unidade de saúde junto ao governo estadual. Atualmente, a manutenção do equipamento demanda R$ 9 milhões mensais e, segundo o Paço, há repasse de R$ 1 milhão feito por meio do governo do Estado via convênio por mês.

“Não temos orçamento para algo deste tipo para estadualizar um hospital nem aumento de custeio”, declarou Germann, ao justificar a decisão a dificuldade orçamentária da Pasta. “Nosso orçamento está aquém do que desejávamos.”

Em setembro do ano passado, diante de crise financeira, a Prefeitura de Mauá oficializou pedido de ajuda para o Hospital Nardini. Relatório enviado à Secretaria de Saúde apontou que o hospital realiza 400 mil procedimentos anualmente, entre serviços de emergência, ambulatoriais, pronto-socorro, internações, cirurgias e partos. Desse total, 70% são feitos via SUS (Sistema Único de Saúde). Ainda de acordo com o município, 94,74% das internações, em 2017, englobaram pacientes de Mauá, Ribeirão e Rio Grande da Serra. O equipamento também é responsável por realizar 60% do total de partos via SUS na cidade.



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Estado inicia entrega de remédios de alto custo em S.Bernardo

Abertura de posto no Poupatempo da cidade faz parte do processo de descentralização do serviço concentrado hoje no Hospital Mário Covas

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

21/05/2019 | 08:00


A distribuição de medicamentos de alto custo no Poupatempo de São Bernardo começa hoje. Inaugurada com uma semana de atraso, ontem, a unidade será a primeira farmácia pública do Grande ABC a promover o serviço fora das dependências do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. A expectativa é a de que 12 mil moradores do município sejam atendidos no novo posto.

Reivindicação antiga do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, a descentralização ocorre oito anos após o governo estadual iniciar negociações junto às prefeituras. A criação de pontos nos municípios para entrega de medicamentos fornecidos pelo Estado visa diminuir a superlotação da até então única unidade na região, onde os pacientes aguardam até três horas pelo atendimento.

Prefeito de Santo André e presidente do Consórcio, Paulo Serra (PSDB) comemorou a consolidação do projeto do colegiado. Segundo ele, a “conquista” é fruto do retorno de São Caetano, Diadema (ainda de forma extraoficial) e Rio Grande da Serra ao grupo. “É um novo momento do Consórcio. Unidas, as sete cidades ganham mais peso nas discussões.”

Para criação do posto de São Bernardo, foram investidos R$ 150 mil para adaptação do espaço no Poupatempo. Já a Prefeitura irá repassar R$ 594 mil por meio de convênio para manutenção da unidade durante nove meses.
Para atender à demanda de São Bernardo foram instalados oito guichês no Poupatempo da cidade. O posto funcionará de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e, aos sábados, das 7h às 13h. “Essa unidade passa a garantir melhor qualidade e respeito no atendimento de moradores de São Bernardo. Queremos reduzir pela metade o tempo de espera dessas pessoas”, afirma o prefeito Orlando Morando (PSDB).

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann Ferreira, neste primeiro momento apenas pacientes com novas solicitações poderão receber os medicamentos na unidade. No caso de pessoas que já estão em atendimento no Mário Covas, a recomendação é alterar o local de retirada apenas no momento da renovação de seus protocolos. A expectativa é a de que até agosto 100% dos moradores de São Bernardo retirem os remédios no local. “Teremos 90 dias como fase de teste aqui. Tendo resultado positivo, damos início às negociações junto às prefeituras de Santo André e São Caetano para criação de mais dois postos fora do Mário Covas ainda neste ano”, destaca.

A expectativa de Paulo Serra é a de que “o mais rápido possível” seja iniciada a distribuição de medicamentos de alto custo no Poupatempo andreense (para atender também à população de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) e no Atende Fácil de São Caetano. “Amanhã (hoje), teremos reunião do GT (Grupo de Trabalho) Saúde com representante do governo estadual para saber da necessidade de intervenções físicas nos espaços e prazos para início da operação.” 

Secretário nega ampliar custeio do Nardini

Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann Ferreira admitiu ontem que o Palácio dos Bandeirantes não tem condições financeiras para estadualizar nem ampliar o repasse para custeio anual enviado à Prefeitura de Mauá para manutenção do Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini.

A declaração, dada durante ato realizado em São Bernardo para inauguração de posto descentralizado da farmácia de alto custo do Hospital Mário Covas no Poupatempo da cidade, ocorre oito meses após o Paço mauaense solicitar aumento de verba para a unidade de saúde junto ao governo estadual. Atualmente, a manutenção do equipamento demanda R$ 9 milhões mensais e, segundo o Paço, há repasse de R$ 1 milhão feito por meio do governo do Estado via convênio por mês.

“Não temos orçamento para algo deste tipo para estadualizar um hospital nem aumento de custeio”, declarou Germann, ao justificar a decisão a dificuldade orçamentária da Pasta. “Nosso orçamento está aquém do que desejávamos.”

Em setembro do ano passado, diante de crise financeira, a Prefeitura de Mauá oficializou pedido de ajuda para o Hospital Nardini. Relatório enviado à Secretaria de Saúde apontou que o hospital realiza 400 mil procedimentos anualmente, entre serviços de emergência, ambulatoriais, pronto-socorro, internações, cirurgias e partos. Desse total, 70% são feitos via SUS (Sistema Único de Saúde). Ainda de acordo com o município, 94,74% das internações, em 2017, englobaram pacientes de Mauá, Ribeirão e Rio Grande da Serra. O equipamento também é responsável por realizar 60% do total de partos via SUS na cidade.

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