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Aos poucos, canudos plásticos saem de circulação na região

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Embora apenas Ribeirão Pires tenha lei que obriga o fornecimento de itens biodegradáveis, estabelecimentos de outras cidades já aderem à medida


Yasmin Assagra
do Diário do Grande ABC

20/05/2019 | 07:03


Moradores e comerciantes do Grande ABC já aderem à mudança de comportamento de cidades como São Paulo e o Rio de Janeiro, onde canudos de plástico foram proibidos como medida de preservação ambiental. Apenas Ribeirão Pires conta com lei em vigor que determina que estabelecimentos forneçam itens biodegradáveis, no entanto, as demais cidades já estudam seguir o exemplo. De olho na tendência, empreendedores da região se antecipam à obrigatoriedade e passam a fornecer objetos sustentáveis.

Ambientalistas alertam que o uso excessivo dos canudos de plástico se tornou ameaça ao meio ambiente. Estimativa do Fórum Econômico Mundial é a de que haja 150 milhões de toneladas métricas de plásticos nos oceanos e que haverá mais plástico do que peixes nos mares até 2050.

Professora e pesquisadora da escola da saúde da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Marta Marcondes alerta a necessidade de se evitar que o plástico prejudique toda a cadeia alimentar. “Não podemos produzir resíduos e achar que eles vão sumir do nosso planeta. Estou todos os dias fazendo análises próximo de rios e o que eu mais vejo nos locais são esses materiais. O plástico está saturando os oceanos e essas mudanças de atitudes são importantes. Os passos são curtos e necessários.”

De acordo com Antônio Almeida, 59, proprietário de restaurante em Mauá, o estabelecimento tem 73 anos e só agora a preocupação com o material dos canudos surgiu. Antes mesmo de o utensílio de plástico ser proibido pelo poder público, o local já realizou a troca dos itens por modelos biodegradáveis. “Desde que soubemos da movimentação sobre essa causa, trocamos os canudos e aderimos a esse apelo. É a nossa contribuição para essa causa”, pontua.

A Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) afirma trabalhar diariamente para efetivar a economia circular no processo produtivo do setor. Além disso, a instituição motivou a criação da rede de cooperação para o plástico, que reúne toda a cadeia produtiva estendida do material e se dedica a estudar modelos de logística reversa e melhorias no design de embalagens.

LEIS
Desde outubro de 2018, a Prefeitura de Ribeirão Pires conta com a Lei 6.295, que dispõe sobre a obrigatoriedade de restaurantes, bares, lanchonetes, ambulantes e simulares autorizados a usarem e fornecerem canudos de papel biodegradável ou reciclável individual e embalados com material semelhantes. Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 3.000 – sobe para R$ 6.000 em caso de reincidência.

Entre as demais, apenas São Caetano e Mauá informaram que já possuem estudos sobre o tema.

Opção ecológica está no radar de empresas e empreendedores

A busca por produtos biodegradáveis também se torna oportunidade de negócio.

Empreendedor da loja Só Canudos, em Santo André, Douglas Negrisolli percebeu que faltavam produtos para atacado com essa tendência e investiu em saídas sustentáveis para o comércio, em parceria com a Plastifarma, também da cidade. “Quem já está no comércio e precisa de canudos baratos, talvez não troque o plástico por algum material com maior preço. E precisávamos pensar em algo para ajudar. Hoje, vendemos para o Brasil inteiro e sentimos que a demanda continua altíssima”, conta.

Douglas ainda comenta que faz as vendas para os comércios locais e a Plastifarma fica responsável por empresas maiores, como por exemplo, os fast foods.
 



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Aos poucos, canudos plásticos saem de circulação na região

Embora apenas Ribeirão Pires tenha lei que obriga o fornecimento de itens biodegradáveis, estabelecimentos de outras cidades já aderem à medida

Yasmin Assagra
do Diário do Grande ABC

20/05/2019 | 07:03


Moradores e comerciantes do Grande ABC já aderem à mudança de comportamento de cidades como São Paulo e o Rio de Janeiro, onde canudos de plástico foram proibidos como medida de preservação ambiental. Apenas Ribeirão Pires conta com lei em vigor que determina que estabelecimentos forneçam itens biodegradáveis, no entanto, as demais cidades já estudam seguir o exemplo. De olho na tendência, empreendedores da região se antecipam à obrigatoriedade e passam a fornecer objetos sustentáveis.

Ambientalistas alertam que o uso excessivo dos canudos de plástico se tornou ameaça ao meio ambiente. Estimativa do Fórum Econômico Mundial é a de que haja 150 milhões de toneladas métricas de plásticos nos oceanos e que haverá mais plástico do que peixes nos mares até 2050.

Professora e pesquisadora da escola da saúde da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Marta Marcondes alerta a necessidade de se evitar que o plástico prejudique toda a cadeia alimentar. “Não podemos produzir resíduos e achar que eles vão sumir do nosso planeta. Estou todos os dias fazendo análises próximo de rios e o que eu mais vejo nos locais são esses materiais. O plástico está saturando os oceanos e essas mudanças de atitudes são importantes. Os passos são curtos e necessários.”

De acordo com Antônio Almeida, 59, proprietário de restaurante em Mauá, o estabelecimento tem 73 anos e só agora a preocupação com o material dos canudos surgiu. Antes mesmo de o utensílio de plástico ser proibido pelo poder público, o local já realizou a troca dos itens por modelos biodegradáveis. “Desde que soubemos da movimentação sobre essa causa, trocamos os canudos e aderimos a esse apelo. É a nossa contribuição para essa causa”, pontua.

A Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) afirma trabalhar diariamente para efetivar a economia circular no processo produtivo do setor. Além disso, a instituição motivou a criação da rede de cooperação para o plástico, que reúne toda a cadeia produtiva estendida do material e se dedica a estudar modelos de logística reversa e melhorias no design de embalagens.

LEIS
Desde outubro de 2018, a Prefeitura de Ribeirão Pires conta com a Lei 6.295, que dispõe sobre a obrigatoriedade de restaurantes, bares, lanchonetes, ambulantes e simulares autorizados a usarem e fornecerem canudos de papel biodegradável ou reciclável individual e embalados com material semelhantes. Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 3.000 – sobe para R$ 6.000 em caso de reincidência.

Entre as demais, apenas São Caetano e Mauá informaram que já possuem estudos sobre o tema.

Opção ecológica está no radar de empresas e empreendedores

A busca por produtos biodegradáveis também se torna oportunidade de negócio.

Empreendedor da loja Só Canudos, em Santo André, Douglas Negrisolli percebeu que faltavam produtos para atacado com essa tendência e investiu em saídas sustentáveis para o comércio, em parceria com a Plastifarma, também da cidade. “Quem já está no comércio e precisa de canudos baratos, talvez não troque o plástico por algum material com maior preço. E precisávamos pensar em algo para ajudar. Hoje, vendemos para o Brasil inteiro e sentimos que a demanda continua altíssima”, conta.

Douglas ainda comenta que faz as vendas para os comércios locais e a Plastifarma fica responsável por empresas maiores, como por exemplo, os fast foods.
 

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