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‘A retomada do emprego não virá das grandes empresas’

Thiago Teixeira/ Estadão Conteúdo Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

20/05/2019 | 07:00


Recém-eleito para comandar o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) de São Paulo, o empresário Wilson Poit não esconde o otimismo com a nova função. A ponto de cravar: a retomada dos índices de emprego no Grande ABC – e em todo o País – só será possível se o pequeno e micro empresário for estimulado a crescer e sentir segurança de que pode investir em sua ideia. Durante evento do partido Novo, ao qual é filiado, em São Caetano, Poit diz estar otimista com os rumos da economia no País, prega o liberalismo e defende que empresários ingressem na política, nem que seja para atuação nos bastidores.

O sr. foi eleito para o comando do Sebrae paulista em decisão polêmica, com troca de superintendente ligado ao ex-governador Márcio França (PSB). Como o sr. viu essa questão política em cima da instituição?
Fiquei muito honrado com o convite. Sou empreendedor, filiado ao partido Novo há três anos, mas não estou na vida partidária ativamente, não participei do que aconteceu antes. De repente fui convidado para o Sebrae e me senti muito honrado. Porque eu fui muito ajudado pelo Sebrae. Sou empreendedor que tentou várias vezes, que errou muito, mas foi se capacitando, aprendendo com os erros. São quatro, cinco dias úteis no cargo. Tomando conhecimento. Estou bastante surpreso com a equipe, que é muito boa. Estou tomando conhecimento das iniciativas, são muito boas. Chego em um momento muito importante porque o Sebrae pode ajudar muito aquelas pessoas que estão pensando em empreender, em se tornar microempreendedor individual, vindo para a formalidade. Vamos ajudar muito. Estou muito feliz em ter sido convidado para essa posição e com apoio de praticamente todo conselho. Quem estava presente votou na nossa chapa.

O sr. diz que ficou positivamente surpreso com a equipe. O que pretende mudar nos rumos do Sebrae?
Não vai ter de mudar muito. O Sebrae precisa focar em algumas atividades. Temos planejamento para este ano, estou tomando ciência agora, as pessoas são muito boas, com muita experiência. As pesquisas as quais tive acesso mostram satisfação muito grande dos empreendedores, do pessoal do Grande ABC e de todos os paulistas. Acredito que tenhamos de fazer alguns ajustes no sentido de modernizar um pouco mais, de focar no microcrédito, que é programa vencedor. Vou buscar mais recursos para que a gente possa disponibilizar para as pessoas no MEI (Microempreendedor Individual), regularizadas. É incrível como, às vezes, em um Estado tão rico como São Paulo, R$ 500, R$ 1.000, R$ 5.000, R$ 10 mil fazem diferença na vida de um pequeno empreendedor.

Os números do desemprego no Brasil continuam altos. Como o Sebrae pode ajudar a reverter o cenário?
Podemos ampliar bastante e apoiar espaços para empreendedores começarem startups, não só espaços de coworking e aceleradoras. Também com mentorias. Sebrae tem riqueza muito grande em seus quadro de consultores, de colaboradores e poderá convidar mais pessoas para participar de programas de mentorias adequados para a região. Vamos ver o que tem maior potencial para a região. Eu passei pelo Sebrae, pela Endeavor, apoiada pelo Sebrae, fez muita diferença para mim ser acompanhado por mentores, por padrinhos, sem monitorado por esses programas. Acredito que possamos ampliar isso. Queremos juntar o poder público, as prefeituras, os legislativos para ouvirmos. Estou ouvindo muito nesta primeira semana. O Sebrae não quer fazer sozinho, quer fazer junto. Podemos apoiar onde existem iniciativas que já fazem diferença. Queremos dar escala a isso. A população está sofrendo. Há bons jovens com boas ideias na cabeça ou no computador que precisam de espaço para trabalhar, precisam de incentivo. Principalmente encontrar investidores e grandes empresas que possam aproveitar as ideias. Vamos fazer conexões, levar empreendedores para conversar com investidores, seja em São Paulo ou até fora do Brasil. Vamos buscar investimentos para esses empreendedores. Uma das coisas que vamos focar muito dentro da linha de produtos será a venda. O que salva um negócio e faz ele crescer é vender mais.

O Grande ABC viu mudança profunda no perfil econômico, deixando de ser região profundamente industrializada para ter características de serviços. Como o Sebrae pode auxiliar as pessoas nesta transição?
Eu conheço a região. Morei aqui por muito tempo. Tenho gratidão muito grande. Morei em Santo André, no Parque Novo Oratório, quando vim para São Paulo e era jovem. Fiz cursinho aqui. Meu avô era microempreendedor. Ele tinha uma barraquinha de venda de sanduíches e frutas em frente à Rhodia, que era do lado do Jumbo, na Estação de Santo André. Todo dia cedo, quando ia para o cursinho, passava na barraquinha do meu avô, comprava pão na (Padaria) Brasileira, que já tinha naquela época, e fazia lanches para o pessoal do turno das 6h. Conheço bem a região. Estudei em São Bernardo. Morei em república na FEI. Depois constituí família e morei em São Bernardo. Meus filhos estudaram em São Bernardo e em Santo André. Sou testemunha de toda uma transformação. Fiz engenharia elétrica na FEI, quando ela atendia muito as indústrias automobilísticas e toda a cadeia industrial do Grande ABC, que passou por transformação, com fuga de algumas empresas, chegada de novos serviços. Tenho experiência de ter trabalhado em vários Estados do Brasil com filiais do meus negócios. E, junto com a equipe daqui (Sebrae), vamos revisar os planos, fazer mais pesquisas, conversar com quem está aqui, para adequarmos a capacitação do Sebrae, turbinar o Sebrae, direcionar no que a região mais precisa. Tenho consciência da transformação. Hoje, vi que algumas avenidas foram criadas, alguns galpões foram instalados outros desativados, tem mais trânsito, mais shoppings e tem desenvolvimento. É região que tenho muito carinho.

O sr. foi empresário, mas também esteve do outro lado do balcão, como secretário da prefeitura de São Paulo. Como fazer com que o poder público brasileiro, nas mais variadas esferas, interfira o menos possível em novos negócios, em startups inovadoras?
Tenho experiência como empreendedor, mas não deixo de ter experiência recente na prefeitura de São Paulo. Fui para o outro lado do balcão. Fui secretário do (ex-prefeito) Fernando Haddad (PT), do (ex-prefeito e hoje governador João) Doria (PSDB) e do (prefeito) Bruno Covas (PSDB). Fui fundador da São Paulo Negócios lá atrás, fui secretário de desestatização, presidente da SPTuris e pude ver como diminuir o tempo de abertura de empresas, por exemplo. Criamos programas como Empreenda Fácil, com apoio do Sebrae, para reduzir a burocracia, facilitar a vida do empreendedor. Temos de estender um tapete vermelho para o investidor e para o jovem que quer criar um negócio. Durante toda minha vida foi muito difícil. Precisei de muita vontade, de muita perseverança. Tenho experiência como empreendedor, experiência recente no setor público justamente fazendo isso. Não tenha dúvida, sou liberal, estou no partido Novo porque tenho ideais liberais e acho que o governo tem de intervir o mínimo possível na vida de quem quer criar empregos. Temos de inspirar os jovens do Grande ABC, do ensino médio, das faculdades. Legado que o Sebrae precisa deixar, já é instituição muito forte, talvez seja aferido no futuro, quando houver pesquisas e nossos jovens falarem que querem ter negócio próprio e gerar empregos. Hoje se estuda para procurar emprego. Mas hoje há muita gente querendo empreender. Eu acredito muito e tenho dito todo dia: quem vai criar os empregos que o Grande ABC precisa, que o Brasil precisa, são os micro e pequenos empresários, não as grandes empresas. Com todo respeito a elas, precisamos delas, mas é o micro e pequeno empresário quem vai empregar, quem é responsável pelo maior número de posições no Brasil hoje. Uma das coisas importantes que eu gostaria de fazer no dia a dia é ver o empreendedor pensar em crescer. O pequeno empreendedor também precisa pensar em ficar grande. A pior coisa para um país, para uma cidade, não é nem empreendedores que quebram, porque geralmente eles começam de novo. O pior é aquele que aceita andar de lado a vida inteira, que não cresce.

Como o sr. tem enxergado os passos dados pelo Ministério da Economia? Acredita que o cenário só muda a partir da reforma da Previdência?
Sou muito otimista. Ultimamente ando bastante otimista. Estamos com equipe muito boa em Brasília e em aqui em São Paulo. Na área de empreendedorismo, onde estamos mais focados, tenho amigos que trabalham com ministro do Paulo Guedes. Saiu agora essa medida de liberalização da economia, desburocratizar. Não dá para falar no futuro do Brasil sem falar de equalizar as contas da Previdência, acho que vai passar. Assim que isso passar, a bolsa de valores ultrapassará os 100 mil pontos, vem otimismo, vem dinheiro, e a coisa começa a rodar.

O partido Novo registrou crescimento na eleição de 2018. O sr. acredita que a sigla terá candidatos a prefeito em grandes cidades da Região Metropolitana?
Sou filiado ao partido Novo, com muita honra. Na vida inteira nunca me interessei por isso. Minha geração, e eu tenho 60 anos, nunca se interessou muito por política. Minha geração se sente um pouco culpada. Eu mesmo me interessei muito por negócios, por empreender e não quis mexer muito com isso, ajudar. Acho que chegou o momento. Eu me filiei ao Novo, estou em um momento da minha vida, depois de vender empresas, que poderia estar fazendo outras coisas. Poderia estar participando só de conselhos ou dando palestras, coisas que gosto muito. Voltei a trabalhar no sentido de devolução, de propósito de vida. Acho que todos os empresários deveriam pensar desse jeito. Estou falando de política. Respeito os políticos, temos muitos políticos bons. Mas acho que empresários e as pessoas com experiência em negócios poderiam ajudar um pouco. É como ir à reunião de condomínio. Às vezes, a gente mora em um prédio por muitos anos, reclama das coisas mas nunca vai nem para reunião de condomínio. Vai ao sorteio da garagem só e olhe lá. Eu vim para a reunião de condomínio. Posso ajudar um pouco. Mais pessoas deveriam fazer isso. Cito frase antiga nas minhas palestras: o preço que as pessoas que não se interessam pela política vai pagar é sempre serem governadas por quem se interessa. Não adianta reclamar. 



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‘A retomada do emprego não virá das grandes empresas’

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

20/05/2019 | 07:00


Recém-eleito para comandar o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) de São Paulo, o empresário Wilson Poit não esconde o otimismo com a nova função. A ponto de cravar: a retomada dos índices de emprego no Grande ABC – e em todo o País – só será possível se o pequeno e micro empresário for estimulado a crescer e sentir segurança de que pode investir em sua ideia. Durante evento do partido Novo, ao qual é filiado, em São Caetano, Poit diz estar otimista com os rumos da economia no País, prega o liberalismo e defende que empresários ingressem na política, nem que seja para atuação nos bastidores.

O sr. foi eleito para o comando do Sebrae paulista em decisão polêmica, com troca de superintendente ligado ao ex-governador Márcio França (PSB). Como o sr. viu essa questão política em cima da instituição?
Fiquei muito honrado com o convite. Sou empreendedor, filiado ao partido Novo há três anos, mas não estou na vida partidária ativamente, não participei do que aconteceu antes. De repente fui convidado para o Sebrae e me senti muito honrado. Porque eu fui muito ajudado pelo Sebrae. Sou empreendedor que tentou várias vezes, que errou muito, mas foi se capacitando, aprendendo com os erros. São quatro, cinco dias úteis no cargo. Tomando conhecimento. Estou bastante surpreso com a equipe, que é muito boa. Estou tomando conhecimento das iniciativas, são muito boas. Chego em um momento muito importante porque o Sebrae pode ajudar muito aquelas pessoas que estão pensando em empreender, em se tornar microempreendedor individual, vindo para a formalidade. Vamos ajudar muito. Estou muito feliz em ter sido convidado para essa posição e com apoio de praticamente todo conselho. Quem estava presente votou na nossa chapa.

O sr. diz que ficou positivamente surpreso com a equipe. O que pretende mudar nos rumos do Sebrae?
Não vai ter de mudar muito. O Sebrae precisa focar em algumas atividades. Temos planejamento para este ano, estou tomando ciência agora, as pessoas são muito boas, com muita experiência. As pesquisas as quais tive acesso mostram satisfação muito grande dos empreendedores, do pessoal do Grande ABC e de todos os paulistas. Acredito que tenhamos de fazer alguns ajustes no sentido de modernizar um pouco mais, de focar no microcrédito, que é programa vencedor. Vou buscar mais recursos para que a gente possa disponibilizar para as pessoas no MEI (Microempreendedor Individual), regularizadas. É incrível como, às vezes, em um Estado tão rico como São Paulo, R$ 500, R$ 1.000, R$ 5.000, R$ 10 mil fazem diferença na vida de um pequeno empreendedor.

Os números do desemprego no Brasil continuam altos. Como o Sebrae pode ajudar a reverter o cenário?
Podemos ampliar bastante e apoiar espaços para empreendedores começarem startups, não só espaços de coworking e aceleradoras. Também com mentorias. Sebrae tem riqueza muito grande em seus quadro de consultores, de colaboradores e poderá convidar mais pessoas para participar de programas de mentorias adequados para a região. Vamos ver o que tem maior potencial para a região. Eu passei pelo Sebrae, pela Endeavor, apoiada pelo Sebrae, fez muita diferença para mim ser acompanhado por mentores, por padrinhos, sem monitorado por esses programas. Acredito que possamos ampliar isso. Queremos juntar o poder público, as prefeituras, os legislativos para ouvirmos. Estou ouvindo muito nesta primeira semana. O Sebrae não quer fazer sozinho, quer fazer junto. Podemos apoiar onde existem iniciativas que já fazem diferença. Queremos dar escala a isso. A população está sofrendo. Há bons jovens com boas ideias na cabeça ou no computador que precisam de espaço para trabalhar, precisam de incentivo. Principalmente encontrar investidores e grandes empresas que possam aproveitar as ideias. Vamos fazer conexões, levar empreendedores para conversar com investidores, seja em São Paulo ou até fora do Brasil. Vamos buscar investimentos para esses empreendedores. Uma das coisas que vamos focar muito dentro da linha de produtos será a venda. O que salva um negócio e faz ele crescer é vender mais.

O Grande ABC viu mudança profunda no perfil econômico, deixando de ser região profundamente industrializada para ter características de serviços. Como o Sebrae pode auxiliar as pessoas nesta transição?
Eu conheço a região. Morei aqui por muito tempo. Tenho gratidão muito grande. Morei em Santo André, no Parque Novo Oratório, quando vim para São Paulo e era jovem. Fiz cursinho aqui. Meu avô era microempreendedor. Ele tinha uma barraquinha de venda de sanduíches e frutas em frente à Rhodia, que era do lado do Jumbo, na Estação de Santo André. Todo dia cedo, quando ia para o cursinho, passava na barraquinha do meu avô, comprava pão na (Padaria) Brasileira, que já tinha naquela época, e fazia lanches para o pessoal do turno das 6h. Conheço bem a região. Estudei em São Bernardo. Morei em república na FEI. Depois constituí família e morei em São Bernardo. Meus filhos estudaram em São Bernardo e em Santo André. Sou testemunha de toda uma transformação. Fiz engenharia elétrica na FEI, quando ela atendia muito as indústrias automobilísticas e toda a cadeia industrial do Grande ABC, que passou por transformação, com fuga de algumas empresas, chegada de novos serviços. Tenho experiência de ter trabalhado em vários Estados do Brasil com filiais do meus negócios. E, junto com a equipe daqui (Sebrae), vamos revisar os planos, fazer mais pesquisas, conversar com quem está aqui, para adequarmos a capacitação do Sebrae, turbinar o Sebrae, direcionar no que a região mais precisa. Tenho consciência da transformação. Hoje, vi que algumas avenidas foram criadas, alguns galpões foram instalados outros desativados, tem mais trânsito, mais shoppings e tem desenvolvimento. É região que tenho muito carinho.

O sr. foi empresário, mas também esteve do outro lado do balcão, como secretário da prefeitura de São Paulo. Como fazer com que o poder público brasileiro, nas mais variadas esferas, interfira o menos possível em novos negócios, em startups inovadoras?
Tenho experiência como empreendedor, mas não deixo de ter experiência recente na prefeitura de São Paulo. Fui para o outro lado do balcão. Fui secretário do (ex-prefeito) Fernando Haddad (PT), do (ex-prefeito e hoje governador João) Doria (PSDB) e do (prefeito) Bruno Covas (PSDB). Fui fundador da São Paulo Negócios lá atrás, fui secretário de desestatização, presidente da SPTuris e pude ver como diminuir o tempo de abertura de empresas, por exemplo. Criamos programas como Empreenda Fácil, com apoio do Sebrae, para reduzir a burocracia, facilitar a vida do empreendedor. Temos de estender um tapete vermelho para o investidor e para o jovem que quer criar um negócio. Durante toda minha vida foi muito difícil. Precisei de muita vontade, de muita perseverança. Tenho experiência como empreendedor, experiência recente no setor público justamente fazendo isso. Não tenha dúvida, sou liberal, estou no partido Novo porque tenho ideais liberais e acho que o governo tem de intervir o mínimo possível na vida de quem quer criar empregos. Temos de inspirar os jovens do Grande ABC, do ensino médio, das faculdades. Legado que o Sebrae precisa deixar, já é instituição muito forte, talvez seja aferido no futuro, quando houver pesquisas e nossos jovens falarem que querem ter negócio próprio e gerar empregos. Hoje se estuda para procurar emprego. Mas hoje há muita gente querendo empreender. Eu acredito muito e tenho dito todo dia: quem vai criar os empregos que o Grande ABC precisa, que o Brasil precisa, são os micro e pequenos empresários, não as grandes empresas. Com todo respeito a elas, precisamos delas, mas é o micro e pequeno empresário quem vai empregar, quem é responsável pelo maior número de posições no Brasil hoje. Uma das coisas importantes que eu gostaria de fazer no dia a dia é ver o empreendedor pensar em crescer. O pequeno empreendedor também precisa pensar em ficar grande. A pior coisa para um país, para uma cidade, não é nem empreendedores que quebram, porque geralmente eles começam de novo. O pior é aquele que aceita andar de lado a vida inteira, que não cresce.

Como o sr. tem enxergado os passos dados pelo Ministério da Economia? Acredita que o cenário só muda a partir da reforma da Previdência?
Sou muito otimista. Ultimamente ando bastante otimista. Estamos com equipe muito boa em Brasília e em aqui em São Paulo. Na área de empreendedorismo, onde estamos mais focados, tenho amigos que trabalham com ministro do Paulo Guedes. Saiu agora essa medida de liberalização da economia, desburocratizar. Não dá para falar no futuro do Brasil sem falar de equalizar as contas da Previdência, acho que vai passar. Assim que isso passar, a bolsa de valores ultrapassará os 100 mil pontos, vem otimismo, vem dinheiro, e a coisa começa a rodar.

O partido Novo registrou crescimento na eleição de 2018. O sr. acredita que a sigla terá candidatos a prefeito em grandes cidades da Região Metropolitana?
Sou filiado ao partido Novo, com muita honra. Na vida inteira nunca me interessei por isso. Minha geração, e eu tenho 60 anos, nunca se interessou muito por política. Minha geração se sente um pouco culpada. Eu mesmo me interessei muito por negócios, por empreender e não quis mexer muito com isso, ajudar. Acho que chegou o momento. Eu me filiei ao Novo, estou em um momento da minha vida, depois de vender empresas, que poderia estar fazendo outras coisas. Poderia estar participando só de conselhos ou dando palestras, coisas que gosto muito. Voltei a trabalhar no sentido de devolução, de propósito de vida. Acho que todos os empresários deveriam pensar desse jeito. Estou falando de política. Respeito os políticos, temos muitos políticos bons. Mas acho que empresários e as pessoas com experiência em negócios poderiam ajudar um pouco. É como ir à reunião de condomínio. Às vezes, a gente mora em um prédio por muitos anos, reclama das coisas mas nunca vai nem para reunião de condomínio. Vai ao sorteio da garagem só e olhe lá. Eu vim para a reunião de condomínio. Posso ajudar um pouco. Mais pessoas deveriam fazer isso. Cito frase antiga nas minhas palestras: o preço que as pessoas que não se interessam pela política vai pagar é sempre serem governadas por quem se interessa. Não adianta reclamar. 

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