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Sul-africanos sonham alto no Mauaense

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Quarteto trocou a Segunda Divisão nacional por busca de oportunidade no futebol brasileiro


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

20/05/2019 | 07:00


Roupas simples e pouco condizentes com a baixa temperatura que fazia no fim de tarde em Mauá; rostos direcionados para o chão ou para as telas dos celulares; conversa apenas entre eles em inglês ou dialetos. Desta maneira chegam MP, Zuko, Onke e Silas para a entrevista ao Diário. Por intermédio do professor e tradutor Diones Soares, os quatro sul-africanos – que foram trazidos pelo Grêmio Mauaense em parceria com o Jomo Cosmos, clube do país-natal dos atletas –, aos poucos se soltam e até arriscam algumas palavras em português.

“Direita e esquerda”, fala, com sotaque carregado, o lateral Mpumelelo Zondi, o MP, 21 anos, o mais desenvolto e interessado do quarteto. “Por enquanto só sei os palavrões”, brinca o meia Onke Moletshe, 19, que é fã de Messi e crê que se assemelha ao estilo de Neymar. “Um dia quero jogar no Manchester United”, projeta.

Todos eles têm um sonho em comum: defender a seleção da África do Sul. “No ano que vem espero ser chamado para a (seleção) sub-20”, diz Onke. “Não dá para prever, mas espero que esteja próximo (de acontecer)”, torce o meia Zuko Gxabuza, 16.

Na África do Sul, o Jomo Cosmos disputa a Segunda Divisão nacional. Quando vieram ao Grêmio Mauaense, acreditaram que estariam no mesmo patamar, mas a realidade é que a Locomotiva está no quarto degrau paulista. “Esperava que fosse jogar em nível mais alto”, admite MP. “Mas é uma oportunidade para ser visto por um clube em uma liga maior no Brasil. E um dia quero disputar a Liga dos Campeões”, emenda o sul-africano, que enxerga em si habilidade similar à do lateral inglês Kieran Trippier, do Tottenham.

Afinal, os quatro vieram para progredir na carreira e tentar melhorar suas condições de vida na África. “Eu não esperava vir tão novo, mas é um sonho que se torna realidade”, afirma Zuko, que mira jogar no Liverpool, é fã de Coutinho e diz ter futebol parecido com o de Mbappé. “Cresci jogando em Soweto. Escolhi o futebol para me afastar das coisas ruins, como bebidas e drogas”, conta Onke.

Entre os quatro, o mais introvertido era justamente o mais velho, o meia Silas Maziya, 22. Os olhos que ou estavam atentos à tela do celular ou perdido no horizonte talvez tenham motivo: o filho de 1 ano e três meses que ficou na África. “Penso em voltar (para casa)”, admite Silas, que sonha jogar no Barcelona, se espelha em Messi e acredita ter futebol similar ao de Hazard.


SITUAÇÃO


Os africanos aguardam a abertura da janela internacional de transferências para terem a documentação regularizada e poderem, enfim, defender o Grêmio Mauaense. Eles treinam normalmente, participam dos jogos treinos, mas ainda não podem reforçar a equipe dirigida pelo técnico Tássio. “Estou ansioso para jogar. Não quero só treinar aqui no Brasil”, conclui Zuko.

Inicialmente, Silas, Onke e MP ficam na Locomotiva até dezembro, enquanto Zuko deve permanecer mais um ano. O presidente do clube da África do Sul, Jomo Sono, virá ao Brasil nas próximas semanas. 



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Sul-africanos sonham alto no Mauaense

Quarteto trocou a Segunda Divisão nacional por busca de oportunidade no futebol brasileiro

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

20/05/2019 | 07:00


Roupas simples e pouco condizentes com a baixa temperatura que fazia no fim de tarde em Mauá; rostos direcionados para o chão ou para as telas dos celulares; conversa apenas entre eles em inglês ou dialetos. Desta maneira chegam MP, Zuko, Onke e Silas para a entrevista ao Diário. Por intermédio do professor e tradutor Diones Soares, os quatro sul-africanos – que foram trazidos pelo Grêmio Mauaense em parceria com o Jomo Cosmos, clube do país-natal dos atletas –, aos poucos se soltam e até arriscam algumas palavras em português.

“Direita e esquerda”, fala, com sotaque carregado, o lateral Mpumelelo Zondi, o MP, 21 anos, o mais desenvolto e interessado do quarteto. “Por enquanto só sei os palavrões”, brinca o meia Onke Moletshe, 19, que é fã de Messi e crê que se assemelha ao estilo de Neymar. “Um dia quero jogar no Manchester United”, projeta.

Todos eles têm um sonho em comum: defender a seleção da África do Sul. “No ano que vem espero ser chamado para a (seleção) sub-20”, diz Onke. “Não dá para prever, mas espero que esteja próximo (de acontecer)”, torce o meia Zuko Gxabuza, 16.

Na África do Sul, o Jomo Cosmos disputa a Segunda Divisão nacional. Quando vieram ao Grêmio Mauaense, acreditaram que estariam no mesmo patamar, mas a realidade é que a Locomotiva está no quarto degrau paulista. “Esperava que fosse jogar em nível mais alto”, admite MP. “Mas é uma oportunidade para ser visto por um clube em uma liga maior no Brasil. E um dia quero disputar a Liga dos Campeões”, emenda o sul-africano, que enxerga em si habilidade similar à do lateral inglês Kieran Trippier, do Tottenham.

Afinal, os quatro vieram para progredir na carreira e tentar melhorar suas condições de vida na África. “Eu não esperava vir tão novo, mas é um sonho que se torna realidade”, afirma Zuko, que mira jogar no Liverpool, é fã de Coutinho e diz ter futebol parecido com o de Mbappé. “Cresci jogando em Soweto. Escolhi o futebol para me afastar das coisas ruins, como bebidas e drogas”, conta Onke.

Entre os quatro, o mais introvertido era justamente o mais velho, o meia Silas Maziya, 22. Os olhos que ou estavam atentos à tela do celular ou perdido no horizonte talvez tenham motivo: o filho de 1 ano e três meses que ficou na África. “Penso em voltar (para casa)”, admite Silas, que sonha jogar no Barcelona, se espelha em Messi e acredita ter futebol similar ao de Hazard.


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Os africanos aguardam a abertura da janela internacional de transferências para terem a documentação regularizada e poderem, enfim, defender o Grêmio Mauaense. Eles treinam normalmente, participam dos jogos treinos, mas ainda não podem reforçar a equipe dirigida pelo técnico Tássio. “Estou ansioso para jogar. Não quero só treinar aqui no Brasil”, conclui Zuko.

Inicialmente, Silas, Onke e MP ficam na Locomotiva até dezembro, enquanto Zuko deve permanecer mais um ano. O presidente do clube da África do Sul, Jomo Sono, virá ao Brasil nas próximas semanas. 

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