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Diadema atinge 50% de esgoto tratado

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Há cinco anos, Sabesp chegou à cidade com apenas 15% de atendimento das residências


Daniel Macário
do Diário do Grande ABC

19/05/2019 | 07:07


Cinco anos após a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) reassumir a operação de água e esgoto em Diadema, o município comemora aumento no número de casas que têm seus dejetos enviados para tratamento. Dados obtidos pelo Diário mostram que o índice subiu de 15% para 50% desde 2014. No período, cerca de 10,6 mil novas ligações foram realizadas pela companhia, sendo 600 em áreas vulneráveis, com o objetivo de enviar rejeitos à ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) ABC.

Além da ampliação do serviço, a retomada da parceria entre Prefeitura e a Sabesp ocasionou a universalização do fornecimento de água para famílias que antes dependiam de caminhões-pipa. De lá para cá, a companhia realizou 15 mil ligações de água, das quais 2.300 foram regularizações em núcleos carentes.

Ao todo, R$ 60 milhões foram empenhados pela companhia em obras de infraestrutura, dentre elas, a construção da adutora Nações Real, que interliga os reservatórios do Jardim das Nações e do Parque Real. A vantagem do equipamento é que, até então, 75% do município eram abastecidos por bombeamento, que requer energia e alta pressão, o que trazia maior risco de rompimentos de tubulação, além do custo de eletricidade. Com a entrega da adutora, a cidade, agora, é abastecida por gravidade, garantindo maior eficiência e menor risco de interrupção no fornecimento.

No período, a cidade ainda teve obras para a instalação de 23 VRPs (Válvulas Redutoras de Pressão), substituição de 24 quilômetros de redes antigas e 9.000 ramais de água, assentamento de oito quilômetros de novas redes e construção de três estações de bombeamento.

“Em cinco anos já foi possível garantir não apenas o abastecimento de todas as residências de Diadema como avanços em questões de coleta e tratamento de esgoto, o que tem proporcionado maior qualidade de vida para quem reside na cidade”, afirmou Márcio Gonçalves, superintendente da Sabesp ao frisar o plano de investimento de R$ 529 milhões durante 30 anos.

Sacramentado em 2014, o retorno da Sabesp a Diadema foi a solução encontrada pelo prefeito Lauro Michels (PV) para liquidar a dívida de R$ 1,2 bilhão da Saned (Companhia de Saneamento de Diadema) com a estatal sem prejudicar os 300 funcionários, que foram absorvidos pela companhia.

“Estou muito feliz com o trabalho que a Sabesp está executando no município, com a realização de intervenções de saneamento básico e ambiental, obras que, normalmente, estão em baixo da terra, quase ninguém vê, mas são de extrema importância. É questão de saúde pública, gera qualidade de vida para a população”, afirma Lauro. O prefeito lembra, ainda, que houve a solução da dívida que o município com a companhia estadual. “Conseguimos resolver o problema com a quitação da dívida da Saned, garantindo a contratação de todos os funcionários com carteira assinada na Sabesp. Hoje servimos de exemplo para outras cidades.”

Santo André visando sanar o mesmo problema de falta de água e alta dívida junto à estatal, estimada em R$ 3,4 bilhões, iniciou negociação para concessão dos serviços de abastecimento de água e esgoto junto à Sabesp. A Câmara analisa projeto autorizativo. 



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Diadema atinge 50% de esgoto tratado

Há cinco anos, Sabesp chegou à cidade com apenas 15% de atendimento das residências

Daniel Macário
do Diário do Grande ABC

19/05/2019 | 07:07


Cinco anos após a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) reassumir a operação de água e esgoto em Diadema, o município comemora aumento no número de casas que têm seus dejetos enviados para tratamento. Dados obtidos pelo Diário mostram que o índice subiu de 15% para 50% desde 2014. No período, cerca de 10,6 mil novas ligações foram realizadas pela companhia, sendo 600 em áreas vulneráveis, com o objetivo de enviar rejeitos à ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) ABC.

Além da ampliação do serviço, a retomada da parceria entre Prefeitura e a Sabesp ocasionou a universalização do fornecimento de água para famílias que antes dependiam de caminhões-pipa. De lá para cá, a companhia realizou 15 mil ligações de água, das quais 2.300 foram regularizações em núcleos carentes.

Ao todo, R$ 60 milhões foram empenhados pela companhia em obras de infraestrutura, dentre elas, a construção da adutora Nações Real, que interliga os reservatórios do Jardim das Nações e do Parque Real. A vantagem do equipamento é que, até então, 75% do município eram abastecidos por bombeamento, que requer energia e alta pressão, o que trazia maior risco de rompimentos de tubulação, além do custo de eletricidade. Com a entrega da adutora, a cidade, agora, é abastecida por gravidade, garantindo maior eficiência e menor risco de interrupção no fornecimento.

No período, a cidade ainda teve obras para a instalação de 23 VRPs (Válvulas Redutoras de Pressão), substituição de 24 quilômetros de redes antigas e 9.000 ramais de água, assentamento de oito quilômetros de novas redes e construção de três estações de bombeamento.

“Em cinco anos já foi possível garantir não apenas o abastecimento de todas as residências de Diadema como avanços em questões de coleta e tratamento de esgoto, o que tem proporcionado maior qualidade de vida para quem reside na cidade”, afirmou Márcio Gonçalves, superintendente da Sabesp ao frisar o plano de investimento de R$ 529 milhões durante 30 anos.

Sacramentado em 2014, o retorno da Sabesp a Diadema foi a solução encontrada pelo prefeito Lauro Michels (PV) para liquidar a dívida de R$ 1,2 bilhão da Saned (Companhia de Saneamento de Diadema) com a estatal sem prejudicar os 300 funcionários, que foram absorvidos pela companhia.

“Estou muito feliz com o trabalho que a Sabesp está executando no município, com a realização de intervenções de saneamento básico e ambiental, obras que, normalmente, estão em baixo da terra, quase ninguém vê, mas são de extrema importância. É questão de saúde pública, gera qualidade de vida para a população”, afirma Lauro. O prefeito lembra, ainda, que houve a solução da dívida que o município com a companhia estadual. “Conseguimos resolver o problema com a quitação da dívida da Saned, garantindo a contratação de todos os funcionários com carteira assinada na Sabesp. Hoje servimos de exemplo para outras cidades.”

Santo André visando sanar o mesmo problema de falta de água e alta dívida junto à estatal, estimada em R$ 3,4 bilhões, iniciou negociação para concessão dos serviços de abastecimento de água e esgoto junto à Sabesp. A Câmara analisa projeto autorizativo. 

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