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Base para futuros relacionamentos

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Amizades com pessoas do mesmo sexo na adolescência ‘ensinam mais’ do que muitos casos amorosos


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

19/05/2019 | 07:04


Alegrias e dramas estão presentes em relacionamentos amorosos em todas as fases da vida. Compartilhar vida e emoções faz parte da jornada de cada indivíduo, com todos esperando ter cotidiano satisfatório em seus rolos, namoros, noivados e possíveis casamentos. Parcela dos desafios gira em torno das descobertas a serem feitas, uma vez que não existe manual informativo com todos os passos corretos a serem realizados para se ter o famoso final feliz. Há quem pense que trajetória recheada de ‘casos’ ajuda a criar bagagem rumo ao sonhado romance ideal, mas parece que a ciência aposta mais na força da amizade para que as pessoas aprendam a lidar melhor com os sentimentos das outras.

Estudo publicado no periódico acadêmico Child Development (desenvolvimento infantil, em tradução para o português), que analisa questões ligados ao universo da psicologia desde o período fetal até a adolescência, concluiu que habilidades sociais aprendidas com amigos do mesmo sexo ao longo da juventude são essenciais para que melhores relações românticas ocorram em idade mais avançada, perto dos 30 anos. Ou seja: apostar em namoros quando se é muito jovem pouco prepara os indivíduos para serem bem-sucedidos romanticamente no futuro. Estabilidade, assertividade, intimidade e competência social são algumas das características que são desenvolvidas entre jovens do mesmo gênero durante a juventude.

Foram analisados participantes com idade entre 13 e 30 anos, todos com origens raciais, étnicas e socioeconômicas distintas. O tema foi debatido, os cientistas responsáveis trouxeram à tona a qualidade de seus relacionamentos até então e ainda ouviram amigos próximos dos participantes para terem espécie de ‘segunda’ opinião sobre tudo – o que ajudou também a ter visão externa desses namoros e seus desdobramentos. 

É importante perceber que os dados internacionais não negam que seja possível encontrar sua ‘alma gêmea’ quando se é novo. As informações obtidas na pesquisa reforçam a ideia de que suas principais conexões na adolescência giram em torno dos amigos, uma vez que quem apresenta esse tipo de parceria, principalmente com pessoas do mesmo sexo se mostrou mais apto a encontrar felicidade amorosa na vida adulta. Acaba sendo lição para amadurecimento de maneira mais completa, com os responsáveis reforçando a ideia de que relações românticas entre os 13 e os 18 anos são marcantes, mas não servem como parâmetro para o desenrolar de futuras uniões adultas. 

CASAMENTOS EM XEQUE

O auge desse comprometimento coloca o matrimônio como grande símbolo. Mas nem tudo são flores. No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) constatou que um casamento dura, em média, 14 anos, bem menos que o ‘para sempre’ imaginado, e pesquisas mostram que esse tempo tem diminuído com as gerações, com destaque para o aumento da quantidade de divórcios em paralelo. 

A idade dos envolvidos também tem caído, com média de 30 anos para homens e 28 anos para mulheres em relação a parceiros de sexo oposto, sendo que os números mudam para 34 anos (homens) e 33 anos (mulheres) em situações de casamento de indivíduos do mesmo sexo. Segundo o instituto, maior dedicação aos estudos e salários melhores influenciam os dados. 



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Amizades com pessoas do mesmo sexo na adolescência ‘ensinam mais’ do que muitos casos amorosos

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

19/05/2019 | 07:04


Alegrias e dramas estão presentes em relacionamentos amorosos em todas as fases da vida. Compartilhar vida e emoções faz parte da jornada de cada indivíduo, com todos esperando ter cotidiano satisfatório em seus rolos, namoros, noivados e possíveis casamentos. Parcela dos desafios gira em torno das descobertas a serem feitas, uma vez que não existe manual informativo com todos os passos corretos a serem realizados para se ter o famoso final feliz. Há quem pense que trajetória recheada de ‘casos’ ajuda a criar bagagem rumo ao sonhado romance ideal, mas parece que a ciência aposta mais na força da amizade para que as pessoas aprendam a lidar melhor com os sentimentos das outras.

Estudo publicado no periódico acadêmico Child Development (desenvolvimento infantil, em tradução para o português), que analisa questões ligados ao universo da psicologia desde o período fetal até a adolescência, concluiu que habilidades sociais aprendidas com amigos do mesmo sexo ao longo da juventude são essenciais para que melhores relações românticas ocorram em idade mais avançada, perto dos 30 anos. Ou seja: apostar em namoros quando se é muito jovem pouco prepara os indivíduos para serem bem-sucedidos romanticamente no futuro. Estabilidade, assertividade, intimidade e competência social são algumas das características que são desenvolvidas entre jovens do mesmo gênero durante a juventude.

Foram analisados participantes com idade entre 13 e 30 anos, todos com origens raciais, étnicas e socioeconômicas distintas. O tema foi debatido, os cientistas responsáveis trouxeram à tona a qualidade de seus relacionamentos até então e ainda ouviram amigos próximos dos participantes para terem espécie de ‘segunda’ opinião sobre tudo – o que ajudou também a ter visão externa desses namoros e seus desdobramentos. 

É importante perceber que os dados internacionais não negam que seja possível encontrar sua ‘alma gêmea’ quando se é novo. As informações obtidas na pesquisa reforçam a ideia de que suas principais conexões na adolescência giram em torno dos amigos, uma vez que quem apresenta esse tipo de parceria, principalmente com pessoas do mesmo sexo se mostrou mais apto a encontrar felicidade amorosa na vida adulta. Acaba sendo lição para amadurecimento de maneira mais completa, com os responsáveis reforçando a ideia de que relações românticas entre os 13 e os 18 anos são marcantes, mas não servem como parâmetro para o desenrolar de futuras uniões adultas. 

CASAMENTOS EM XEQUE

O auge desse comprometimento coloca o matrimônio como grande símbolo. Mas nem tudo são flores. No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) constatou que um casamento dura, em média, 14 anos, bem menos que o ‘para sempre’ imaginado, e pesquisas mostram que esse tempo tem diminuído com as gerações, com destaque para o aumento da quantidade de divórcios em paralelo. 

A idade dos envolvidos também tem caído, com média de 30 anos para homens e 28 anos para mulheres em relação a parceiros de sexo oposto, sendo que os números mudam para 34 anos (homens) e 33 anos (mulheres) em situações de casamento de indivíduos do mesmo sexo. Segundo o instituto, maior dedicação aos estudos e salários melhores influenciam os dados. 

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