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Antonio Vitor terá documentário


Everaldo Fioravante
Do Diário do Grande ABC

01/02/2005 | 12:01


A trajetória pessoal e profissional do pintor e desenhista Antonio Vitor, 62 anos, morador de Diadema, é investigada há cerca de dois anos por Marcelo Camera, jornalista que conta com 35 horas de imagens captadas por meio de equipamento digital e que agora se debruça na edição do material sobre o artista. A idéia é fazer um documentário com uma hora de duração, com previsão de finalização em julho.

Editor do programa dominical Auto Esporte, da Globo, Camera afirma que tem as artes plásticas como uma área de interesse. Ele tomou contato com o trabalho de Antonio Vitor a partir de uma participação do pintor em uma edição do extinto programa Musikaos, da TV Cultura, no quadro em que artistas criavam uma obra no decorrer da atração. Juliana Santonieri, mulher de Camera, era produtora do Musikaos.

“Assisti ao programa que Antonio Vitor participou na Cultura e minha mulher trouxe um catálogo da exposição dele na Dan (galeria paulistana onde o artista realizou mostra individual em 2000), então pensei em fazer uma matéria sobre ele. Quando o procurei em Diadema, me identifiquei tanto com o trabalho dele que decidi fazer o documentário”, afirma Camera. O filme é uma produção totalmente independente: “Foi uma maneira de ter liberdade para trabalhar”.

Camera explica que o que chamou atenção dele na produção de Antonio Vitor foi a forte ligação do artista com a temática da periferia.

“A idéia do documentário rendeu pano para manga, tanto que já foram captadas muitas horas de imagem e devo captar ainda mais para finalizar o trabalho. O Antonio Vitor é um grande artista”, afirma o jornalista.

Obras de Antonio Vitor integram acervos dos importantes MAC-USP (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo) e Pinacoteca do Estado.

Vida e obra – Filho de lavradores, Antonio Vitor nasceu em São José do Rio Pardo, no interior paulista, e veio com a família para São Paulo com um ano de idade, para o bairro Cambuci. Aos cinco anos, mudou para outro bairro paulistano, Guaianazes, onde viveu por mais de três décadas.

Morou ainda um período no Brooklin, antes de se instalar em 1987 na periferia de Diadema, onde reside até hoje em sua casa-ateliê. Ele vive com a mulher Mônica Lencioni, escultora, e com o único filho, José Vitor, designer gráfico.

Em determinados períodos, para garantir a subsistência, ele já foi publicitário, carpinteiro, marceneiro, serralheiro e professor.

O artista, que gosta “do traço e da cor” desde criança, deu início à carreira na área de artes plásticas em 1965 com a participação em salões de arte. Realizou a primeira exposição individual em 1972, na galeria paulistana Paulo Prado. “Foi a época em que me inseri no mercado de arte e comecei a comercializar minhas obras, a me sustentar com a arte”, diz.

Antonio Vitor acredita que para um artista poder “voar melhor na imaginação” é necessário que ele parta de uma base da qual tenha amplo conhecimento. Ele concretiza isso na produção plástica que desenvolve, na qual duas temáticas sobressaem: os registros da periferia e os de figura humana (sobretudo nus femininos, nos quais utiliza modelo vivo para a criação).

Beirando os 40 anos de carreira artística, o pintor e desenhista aproveita os dias para pintar e as noites para desenhar. “Não dá para pintar à noite, porque com a luz artificial a cor da pintura não corresponde à realidade”, explica. Ele tem a pintura e o desenho como práticas diárias há décadas.

Além de tintas, pincéis, telas e papéis, Antonio Vitor também dedica seu tempo a outra atividade artística: é letrista e compositor da banda Poetas Sem Nome, da qual seu filho é o tecladista.

"A temática do urbano que trato na produção plástica se repete nesse trabalho que desenvolvo com a música. É o urbano abordado no visível e no audível”, diz.


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Antonio Vitor terá documentário

Everaldo Fioravante
Do Diário do Grande ABC

01/02/2005 | 12:01


A trajetória pessoal e profissional do pintor e desenhista Antonio Vitor, 62 anos, morador de Diadema, é investigada há cerca de dois anos por Marcelo Camera, jornalista que conta com 35 horas de imagens captadas por meio de equipamento digital e que agora se debruça na edição do material sobre o artista. A idéia é fazer um documentário com uma hora de duração, com previsão de finalização em julho.

Editor do programa dominical Auto Esporte, da Globo, Camera afirma que tem as artes plásticas como uma área de interesse. Ele tomou contato com o trabalho de Antonio Vitor a partir de uma participação do pintor em uma edição do extinto programa Musikaos, da TV Cultura, no quadro em que artistas criavam uma obra no decorrer da atração. Juliana Santonieri, mulher de Camera, era produtora do Musikaos.

“Assisti ao programa que Antonio Vitor participou na Cultura e minha mulher trouxe um catálogo da exposição dele na Dan (galeria paulistana onde o artista realizou mostra individual em 2000), então pensei em fazer uma matéria sobre ele. Quando o procurei em Diadema, me identifiquei tanto com o trabalho dele que decidi fazer o documentário”, afirma Camera. O filme é uma produção totalmente independente: “Foi uma maneira de ter liberdade para trabalhar”.

Camera explica que o que chamou atenção dele na produção de Antonio Vitor foi a forte ligação do artista com a temática da periferia.

“A idéia do documentário rendeu pano para manga, tanto que já foram captadas muitas horas de imagem e devo captar ainda mais para finalizar o trabalho. O Antonio Vitor é um grande artista”, afirma o jornalista.

Obras de Antonio Vitor integram acervos dos importantes MAC-USP (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo) e Pinacoteca do Estado.

Vida e obra – Filho de lavradores, Antonio Vitor nasceu em São José do Rio Pardo, no interior paulista, e veio com a família para São Paulo com um ano de idade, para o bairro Cambuci. Aos cinco anos, mudou para outro bairro paulistano, Guaianazes, onde viveu por mais de três décadas.

Morou ainda um período no Brooklin, antes de se instalar em 1987 na periferia de Diadema, onde reside até hoje em sua casa-ateliê. Ele vive com a mulher Mônica Lencioni, escultora, e com o único filho, José Vitor, designer gráfico.

Em determinados períodos, para garantir a subsistência, ele já foi publicitário, carpinteiro, marceneiro, serralheiro e professor.

O artista, que gosta “do traço e da cor” desde criança, deu início à carreira na área de artes plásticas em 1965 com a participação em salões de arte. Realizou a primeira exposição individual em 1972, na galeria paulistana Paulo Prado. “Foi a época em que me inseri no mercado de arte e comecei a comercializar minhas obras, a me sustentar com a arte”, diz.

Antonio Vitor acredita que para um artista poder “voar melhor na imaginação” é necessário que ele parta de uma base da qual tenha amplo conhecimento. Ele concretiza isso na produção plástica que desenvolve, na qual duas temáticas sobressaem: os registros da periferia e os de figura humana (sobretudo nus femininos, nos quais utiliza modelo vivo para a criação).

Beirando os 40 anos de carreira artística, o pintor e desenhista aproveita os dias para pintar e as noites para desenhar. “Não dá para pintar à noite, porque com a luz artificial a cor da pintura não corresponde à realidade”, explica. Ele tem a pintura e o desenho como práticas diárias há décadas.

Além de tintas, pincéis, telas e papéis, Antonio Vitor também dedica seu tempo a outra atividade artística: é letrista e compositor da banda Poetas Sem Nome, da qual seu filho é o tecladista.

"A temática do urbano que trato na produção plástica se repete nesse trabalho que desenvolvo com a música. É o urbano abordado no visível e no audível”, diz.

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