Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 21 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Turismo

turismo@dgabc.com.br | 4435-8367

Uma trilha para chamar de sua

Maurício Silva Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ao todo, existem 11 opções, que podem ter de duas horas e meia a oito de duração


Mauricio Silva
Do Diário do Grande ABC

16/05/2019 | 07:08


Por ser uma cidade bastante montanhosa, Gonçalves é ideal para fazer trilhas a pé, e enquanto se admira a natureza local. Há a trilha da Casca Grossa, da Pedra Bonita, da Pedra Chanfrada, da Pedra do Cruzeiro, da Pedra do Forno, das Cachoeiras e das Bromélias. Essas são algumas das 11 que podem ser visitadas na região, passando por rios, cachoeiras e muito verde.

Cada passeio desses demora, em média, duas horas e meia, mas pode chegar a até oito horas para os mais ‘experientes’. Quem é fã de longas caminhadas e quer ampliar a experiência de estar em meio à natureza, pode optar por passeio de um dia inteiro.

Durante o percurso, seja ele o mais curto ou o mais longo, é possível se encantar com diversas espécies de pássaros e alguns animais, como borboletas e sapos, além de ouvir o som relaxante das quedas-d’água.

Esse tipo de passeio deve ser acompanhado por um profissional que conheça bem a região, por causa dos riscos de se perder e, principalmente, se envolver em um acidente.

A bióloga Thaynara Siqueira, responsável pelos passeios da Mantiqueira Ecoturismo, recomenda sempre o uso de perneira, espécie de proteção contra mordidas de animais na perna, e o bastão, que serve como uma bengala para evitar tombos ou outros acidentes.

Outra orientação importante é usar roupas leves, levar protetor solar, repelente, boné e garrafa com água para se hidratar durante o roteiro. Além desses cuidados, a guia carrega kit de primeiros socorros em sua bolsa. Durante o passeio, ela faz paradas para esclarecer as dúvidas dos visitantes e contar curiosidades locais. Trata-se de verdadeira aula de biologia in loco. Em alguns casos, os visitantes chegam a pegar os bichos na palma da mão, como algumas espécies de sapos. “O mais importante é conscientizar as pessoas sobre a preservação do nosso meio ambiente”, conta Thaynara.

É SÓ ESCOLHER - A trilha da Casca Grossa é recomendada para quem quer explorar a região de Gonçalves por um trajeto mais longo, contemplando muitas vistas e percorrendo estradas que passam dos 1.700 metros de altitude, em meio à mata fechada, passando por vilas rurais e olivais. É necessário ter condicionamento físico, já que, no total, são cerca de oito horas de caminhada por uma estrada, que, apesar de 22 quilômetros de trilha ida e volta, tem poucas subidas.

A trilha da Pedra Bonita leva ao ponto mais alto da região, na divisa entre Gonçalves e Sapucaí Mirim, com 2.120 metros de altitude. No topo, é possível avistar toda a região, inclusive o Vale do Paraíba, Campos do Jordão e até a Serra do Mar. Para essa opção também é preciso preparo, já que no total são seis horas de caminhada em terreno íngreme. São quase oito quilômetros, somando a ida e a volta.

A trilha da Pedra Chanfrada vai a quase 2.000 metros de altitude, com bela vista de 180 graus da região em meio a uma mata de pinheiros. Do topo, se avista o vale da Terra Fria e se tem visão privilegiada da Pedra do Forno. A trilha é curta, com dois quilômetros ida e volta, porém, com muitas pedras e bem íngreme.

A trilha da Pedra do Cruzeiro, com 1.125 metros de altitude, oferece bela vista da Serra dos Venâncios e Serra dos Remédios. Os 2,6 quilômetros ida e volta passam no meio de plantação de bananas, muito típico na região do vale.

A trilha da Pedra do Forno é a mais famosa de Gonçalves, com 1.970 metros de altitude e vista de 360 graus para a região. Passa no meio de mata de araucária, vegetação típica de montanha, é sombreada e íngreme. No final, é necessário subir pequena escada na pedra, de dez degraus, totalizando 3,2 quilômetros ida e volta.

Durante a trilha para a Pedra das Cachoeiras, é possível conhecer várias quedas-d’água de uma só vez. Por exemplo: a Cachoeira Sete Quedas, Cachoeira do Retiro e Cachoeira do Cruzeiro. Passeio contempla parada em cachoeira própria para banho e com tempo para se refrescar. São apenas três quilômetros de ida e volta.

A trilha das Cachoeiras das Bromélias é belo caminho imerso na natureza, rodeado de orquídeas e bromélias, sempre seguindo o curso do rio. Durante todo o caminho pode-se desfrutar de várias quedas-d’água, onde se tem a possibilidade de se banhar em alguns pontos. Esse percurso conta com uma estrutura única de passarelas, que possibilita o acesso até os melhores pontos do local. Ótimo passeio para avistamento de fauna, por se tratar de trilha na mata onde alguns animais, como quatis, bugios, esquilos, e infinidade de aves se beneficiam do rio. O percurso tem aproximadamente três quilômetros considerando a ida e a volta.


Aventura em família a bordo de um jipe

Para quem gosta de fazer trilha com um pouco mais de adrenalina, mas menos caminhada, ideal para a família, há passeio de jipe pelas trilhas da região. A aventura oferece paradas estratégicas em mirantes de até 1.800 metros de altitude, belas paisagens e cachoeiras. Também pode ser feita à noite para apreciar a imensidão de estrelas. Quem nunca viveu essa experiência, provavelmente não irá se arrepender.

O tour por Gonçalves num 4x4 pode durar de três a oito horas. Por questão de segurança, o veículo leva, no máximo, quatro pessoas, e o condutor é capacitado para atender todas as exigências dos turistas, inclusive primeiros socorros.

A aventura pode se estender a Luminosa, distrito encravado na Serra da Mantiqueira, em cenário único. Passa por ali o caminho da fé e é possível almoçar no Restaurante da Dona Neide, de comida típica, que possui bela vista e é parada obrigatória dos romeiros. Perto dali há também alambique muito apreciado na região, o Três Barras, com grande variedade de ótimas cachaças.

Após as paradas, o próximo passo é seguir rumo à Serra da Luminosa, até o Complexo do Baú, onde há a Pedra do Bauzinho. Devido ao clima da região, esse passeio pode ser feito em qualquer época do ano.
 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Uma trilha para chamar de sua

Ao todo, existem 11 opções, que podem ter de duas horas e meia a oito de duração

Mauricio Silva
Do Diário do Grande ABC

16/05/2019 | 07:08


Por ser uma cidade bastante montanhosa, Gonçalves é ideal para fazer trilhas a pé, e enquanto se admira a natureza local. Há a trilha da Casca Grossa, da Pedra Bonita, da Pedra Chanfrada, da Pedra do Cruzeiro, da Pedra do Forno, das Cachoeiras e das Bromélias. Essas são algumas das 11 que podem ser visitadas na região, passando por rios, cachoeiras e muito verde.

Cada passeio desses demora, em média, duas horas e meia, mas pode chegar a até oito horas para os mais ‘experientes’. Quem é fã de longas caminhadas e quer ampliar a experiência de estar em meio à natureza, pode optar por passeio de um dia inteiro.

Durante o percurso, seja ele o mais curto ou o mais longo, é possível se encantar com diversas espécies de pássaros e alguns animais, como borboletas e sapos, além de ouvir o som relaxante das quedas-d’água.

Esse tipo de passeio deve ser acompanhado por um profissional que conheça bem a região, por causa dos riscos de se perder e, principalmente, se envolver em um acidente.

A bióloga Thaynara Siqueira, responsável pelos passeios da Mantiqueira Ecoturismo, recomenda sempre o uso de perneira, espécie de proteção contra mordidas de animais na perna, e o bastão, que serve como uma bengala para evitar tombos ou outros acidentes.

Outra orientação importante é usar roupas leves, levar protetor solar, repelente, boné e garrafa com água para se hidratar durante o roteiro. Além desses cuidados, a guia carrega kit de primeiros socorros em sua bolsa. Durante o passeio, ela faz paradas para esclarecer as dúvidas dos visitantes e contar curiosidades locais. Trata-se de verdadeira aula de biologia in loco. Em alguns casos, os visitantes chegam a pegar os bichos na palma da mão, como algumas espécies de sapos. “O mais importante é conscientizar as pessoas sobre a preservação do nosso meio ambiente”, conta Thaynara.

É SÓ ESCOLHER - A trilha da Casca Grossa é recomendada para quem quer explorar a região de Gonçalves por um trajeto mais longo, contemplando muitas vistas e percorrendo estradas que passam dos 1.700 metros de altitude, em meio à mata fechada, passando por vilas rurais e olivais. É necessário ter condicionamento físico, já que, no total, são cerca de oito horas de caminhada por uma estrada, que, apesar de 22 quilômetros de trilha ida e volta, tem poucas subidas.

A trilha da Pedra Bonita leva ao ponto mais alto da região, na divisa entre Gonçalves e Sapucaí Mirim, com 2.120 metros de altitude. No topo, é possível avistar toda a região, inclusive o Vale do Paraíba, Campos do Jordão e até a Serra do Mar. Para essa opção também é preciso preparo, já que no total são seis horas de caminhada em terreno íngreme. São quase oito quilômetros, somando a ida e a volta.

A trilha da Pedra Chanfrada vai a quase 2.000 metros de altitude, com bela vista de 180 graus da região em meio a uma mata de pinheiros. Do topo, se avista o vale da Terra Fria e se tem visão privilegiada da Pedra do Forno. A trilha é curta, com dois quilômetros ida e volta, porém, com muitas pedras e bem íngreme.

A trilha da Pedra do Cruzeiro, com 1.125 metros de altitude, oferece bela vista da Serra dos Venâncios e Serra dos Remédios. Os 2,6 quilômetros ida e volta passam no meio de plantação de bananas, muito típico na região do vale.

A trilha da Pedra do Forno é a mais famosa de Gonçalves, com 1.970 metros de altitude e vista de 360 graus para a região. Passa no meio de mata de araucária, vegetação típica de montanha, é sombreada e íngreme. No final, é necessário subir pequena escada na pedra, de dez degraus, totalizando 3,2 quilômetros ida e volta.

Durante a trilha para a Pedra das Cachoeiras, é possível conhecer várias quedas-d’água de uma só vez. Por exemplo: a Cachoeira Sete Quedas, Cachoeira do Retiro e Cachoeira do Cruzeiro. Passeio contempla parada em cachoeira própria para banho e com tempo para se refrescar. São apenas três quilômetros de ida e volta.

A trilha das Cachoeiras das Bromélias é belo caminho imerso na natureza, rodeado de orquídeas e bromélias, sempre seguindo o curso do rio. Durante todo o caminho pode-se desfrutar de várias quedas-d’água, onde se tem a possibilidade de se banhar em alguns pontos. Esse percurso conta com uma estrutura única de passarelas, que possibilita o acesso até os melhores pontos do local. Ótimo passeio para avistamento de fauna, por se tratar de trilha na mata onde alguns animais, como quatis, bugios, esquilos, e infinidade de aves se beneficiam do rio. O percurso tem aproximadamente três quilômetros considerando a ida e a volta.


Aventura em família a bordo de um jipe

Para quem gosta de fazer trilha com um pouco mais de adrenalina, mas menos caminhada, ideal para a família, há passeio de jipe pelas trilhas da região. A aventura oferece paradas estratégicas em mirantes de até 1.800 metros de altitude, belas paisagens e cachoeiras. Também pode ser feita à noite para apreciar a imensidão de estrelas. Quem nunca viveu essa experiência, provavelmente não irá se arrepender.

O tour por Gonçalves num 4x4 pode durar de três a oito horas. Por questão de segurança, o veículo leva, no máximo, quatro pessoas, e o condutor é capacitado para atender todas as exigências dos turistas, inclusive primeiros socorros.

A aventura pode se estender a Luminosa, distrito encravado na Serra da Mantiqueira, em cenário único. Passa por ali o caminho da fé e é possível almoçar no Restaurante da Dona Neide, de comida típica, que possui bela vista e é parada obrigatória dos romeiros. Perto dali há também alambique muito apreciado na região, o Três Barras, com grande variedade de ótimas cachaças.

Após as paradas, o próximo passo é seguir rumo à Serra da Luminosa, até o Complexo do Baú, onde há a Pedra do Bauzinho. Devido ao clima da região, esse passeio pode ser feito em qualquer época do ano.
 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;