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Manifestantes já ocupam a Avenida Paulista contra cortes na educação

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

A PM espera ao menos 10 mil pessoas na avenida; passeata seguirá até assembleia legislativa



15/05/2019 | 15:17


Manifestantes contra os cortes do governo Jair Bolsonaro (PSL) na educação básica e no ensino superior ocupam a Avenida Paulista na tarde desta quarta-feira, 15.

A Polícia Militar espera ao menos 10 mil manifestantes na Paulista. O número foi passado em uma reunião ocorrida na sexta-feira, 10, entre integrantes da APEOESP e agentes da CET, da GCM e da PM, na sede do 11° Batalhão da PM, na Rua Vergueiro. "O combinado é que uma das pistas da Paulista seguisse livre, mas a gente sabe como é, é difícil manter o controle.

A CET já bloqueou o trânsito da Paulista e os agentes da Rocam (os PMs de moto) estão ajudando a organizar o transito, disse o capitão da PM Roberto Adashi, oficial que lidera o acompanhamento da operação. Segundo Adashi, já está acordado que a passeata contra o presidente seguirá até a assembleia legislativa paulista.

Jovens com uniforme da escola, camisetas da Universidade em que estudam e pessoas usando adesivos com frases "eu luto pela educação" e "livros sim, armas não" já tomam parte das calçadas da avenida Paulista no início da tarde desta quarta-feira, 15. Eles caminham para a concentração do ato em defesa da educação no Masp.

Educadores e estudantes mudaram a rotina de quem trabalha pela avenida. Homens engravatados e de roupa social se deparam com grupos de estudantes cantando Palavras de ordem contra os cortes na educação e as políticas defendidas pelo governo Jair Bolsonaro. "Eles têm que defender as universidades e escolas mesmo é o futuro do País que esta em jogo. Fico feliz que eles estejam mobilizados", disse a comerciante Laís Paes do Carmo, de 35 anos.

Já o empresário Luis Gustavo de Lima, de 45 anos, não concorda com a manifestação por achar "exageradas as críticas ao governo". "Se gasta muito com universidades e políticas que não deram certo. Tem que cortar o dinheiro mesmo, o país está em crise", disse.

O professor Cláudio Fonseca (PPS), vereador paulistano que está no caminhão de som do Sindicato dos Professores, diz que a ideia é fazer uma série de discursos políticos de partidos e sindicatos contra os cortes na educação. "Depois, a ideia é ir até a Assembleia Legislativa, descendo pela (Avenida) Brigadeiro (Luís Antônio) até o Ibirapuera

Convocação

Pelo menos 75 das 102 universidades e institutos federais do País convocaram protestos para esta quarta-feira, em resposta ao bloqueio de 30% dos orçamentos determinado pelo Ministério da Educação (MEC). Eles terão apoio de universidades públicas estaduais de diversos Estados - incluindo São Paulo, onde os reitores de USP, Unicamp e Unesp convocaram docentes e alunos para "debater" os rumos da área.

Um dos alvos do protesto, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse na terça-feira, 14, que as universidades precisam deixar de ser tratadas como "torres de marfim" e não descartou novos contingenciamentos.



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Manifestantes já ocupam a Avenida Paulista contra cortes na educação

A PM espera ao menos 10 mil pessoas na avenida; passeata seguirá até assembleia legislativa


15/05/2019 | 15:17


Manifestantes contra os cortes do governo Jair Bolsonaro (PSL) na educação básica e no ensino superior ocupam a Avenida Paulista na tarde desta quarta-feira, 15.

A Polícia Militar espera ao menos 10 mil manifestantes na Paulista. O número foi passado em uma reunião ocorrida na sexta-feira, 10, entre integrantes da APEOESP e agentes da CET, da GCM e da PM, na sede do 11° Batalhão da PM, na Rua Vergueiro. "O combinado é que uma das pistas da Paulista seguisse livre, mas a gente sabe como é, é difícil manter o controle.

A CET já bloqueou o trânsito da Paulista e os agentes da Rocam (os PMs de moto) estão ajudando a organizar o transito, disse o capitão da PM Roberto Adashi, oficial que lidera o acompanhamento da operação. Segundo Adashi, já está acordado que a passeata contra o presidente seguirá até a assembleia legislativa paulista.

Jovens com uniforme da escola, camisetas da Universidade em que estudam e pessoas usando adesivos com frases "eu luto pela educação" e "livros sim, armas não" já tomam parte das calçadas da avenida Paulista no início da tarde desta quarta-feira, 15. Eles caminham para a concentração do ato em defesa da educação no Masp.

Educadores e estudantes mudaram a rotina de quem trabalha pela avenida. Homens engravatados e de roupa social se deparam com grupos de estudantes cantando Palavras de ordem contra os cortes na educação e as políticas defendidas pelo governo Jair Bolsonaro. "Eles têm que defender as universidades e escolas mesmo é o futuro do País que esta em jogo. Fico feliz que eles estejam mobilizados", disse a comerciante Laís Paes do Carmo, de 35 anos.

Já o empresário Luis Gustavo de Lima, de 45 anos, não concorda com a manifestação por achar "exageradas as críticas ao governo". "Se gasta muito com universidades e políticas que não deram certo. Tem que cortar o dinheiro mesmo, o país está em crise", disse.

O professor Cláudio Fonseca (PPS), vereador paulistano que está no caminhão de som do Sindicato dos Professores, diz que a ideia é fazer uma série de discursos políticos de partidos e sindicatos contra os cortes na educação. "Depois, a ideia é ir até a Assembleia Legislativa, descendo pela (Avenida) Brigadeiro (Luís Antônio) até o Ibirapuera

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Pelo menos 75 das 102 universidades e institutos federais do País convocaram protestos para esta quarta-feira, em resposta ao bloqueio de 30% dos orçamentos determinado pelo Ministério da Educação (MEC). Eles terão apoio de universidades públicas estaduais de diversos Estados - incluindo São Paulo, onde os reitores de USP, Unicamp e Unesp convocaram docentes e alunos para "debater" os rumos da área.

Um dos alvos do protesto, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse na terça-feira, 14, que as universidades precisam deixar de ser tratadas como "torres de marfim" e não descartou novos contingenciamentos.

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