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Bolsas da Europa fecham em alta em meio a relatos sobre tarifas dos EUA



15/05/2019 | 13:57


Os mercados acionários europeus chegaram ao fim do pregão desta quarta-feira, 15, em alta, apoiados por relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve adiar em seis meses uma decisão sobre impor ou não tarifas sobre automóveis e autopeças importados pelos americanos. A incerteza quanto a um novo embate tarifário promovido por Washington havia ajudado nas perdas expressivas sofridas pelas bolsas europeias. Contudo, com o possível adiamento da decisão, o índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o pregão com 378,06 pontos (+0,46%), enquanto o subíndice referente ao setor automotivo saltou 1,97%, para 500,10 pontos.

O fôlego renovado das bolsas se deu depois que a imprensa americana relatou que Trump planeja adiar a decisão sobre a aplicação de tarifas sobre automóveis fabricados no exterior em seis meses.

O prazo final para a questão seria 18 de maio, mas, com o adiamento, Japão e União Europeia, os principais afetados pelas medidas, poderiam negociar acordos comerciais bilaterais com os EUA.

"Isso pode ser o caso de atrasar o inevitável, mas, considerando que os EUA já está em conflito com a China e o Irã, o raciocínio parece não ser o de estar lutando muitas batalhas ao mesmo tempo", pontuou o analista-chefe de mercados da CMC Markets, Michael Hewson.

O início do dia, porém, foi de pessimismo. Indicadores de atividade industrial e consumo na China ficaram bastante abaixo do previsto em abril e minaram o tom positivo anterior dos mercados quanto a uma recuperação da segunda maior economia do mundo. Assim, o viés baixista dos mercados foi deixado de lado e se materializou nos principais indicadores acionários europeus.

O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, fechou o dia em alta de 0,62%, na máxima, com 5.374,26 pontos. Já em Londres, o FTSE 100 subiu 0,76%, para 7.296,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 ganhou 0,54%, para 9.177,10 pontos, e, em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,44%, cotado a 5.131,37 pontos.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX também fechou o dia na máxima, em alta de 0,90%, para 12.099,57 pontos. Na avaliação da economista Simona Gambarini, da Capital Economics, contudo, as ações europeias continuam em níveis elevados. Para ela, o DAX estaria particularmente vulnerável às questões comerciais envolvendo os americanos, "especialmente se os EUA também impuserem tarifas sobre importações de automóveis no geral". Nesta quarta-feira, a ação da Daimler subiu 2,46% e da BMW avançou 2,85%.

A Bolsa de Milão destoou das demais ao ver o índice FTSE MIB em queda de 0,14%, para 20.863,14 pontos. Além das questões fiscais que continuam no radar, os agentes voltaram a se preocupar com a questão política à medida que a possibilidade de eleições gerais em setembro circulou nas mesas de operação caso o atual governo caia. O spread entre os rendimentos de dez anos dos títulos públicos alemães (Bunds) e italianos (BTPs) alcançou 290 pontos-base durante o pregão diante da questão política no país.



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Bolsas da Europa fecham em alta em meio a relatos sobre tarifas dos EUA


15/05/2019 | 13:57


Os mercados acionários europeus chegaram ao fim do pregão desta quarta-feira, 15, em alta, apoiados por relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve adiar em seis meses uma decisão sobre impor ou não tarifas sobre automóveis e autopeças importados pelos americanos. A incerteza quanto a um novo embate tarifário promovido por Washington havia ajudado nas perdas expressivas sofridas pelas bolsas europeias. Contudo, com o possível adiamento da decisão, o índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o pregão com 378,06 pontos (+0,46%), enquanto o subíndice referente ao setor automotivo saltou 1,97%, para 500,10 pontos.

O fôlego renovado das bolsas se deu depois que a imprensa americana relatou que Trump planeja adiar a decisão sobre a aplicação de tarifas sobre automóveis fabricados no exterior em seis meses.

O prazo final para a questão seria 18 de maio, mas, com o adiamento, Japão e União Europeia, os principais afetados pelas medidas, poderiam negociar acordos comerciais bilaterais com os EUA.

"Isso pode ser o caso de atrasar o inevitável, mas, considerando que os EUA já está em conflito com a China e o Irã, o raciocínio parece não ser o de estar lutando muitas batalhas ao mesmo tempo", pontuou o analista-chefe de mercados da CMC Markets, Michael Hewson.

O início do dia, porém, foi de pessimismo. Indicadores de atividade industrial e consumo na China ficaram bastante abaixo do previsto em abril e minaram o tom positivo anterior dos mercados quanto a uma recuperação da segunda maior economia do mundo. Assim, o viés baixista dos mercados foi deixado de lado e se materializou nos principais indicadores acionários europeus.

O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, fechou o dia em alta de 0,62%, na máxima, com 5.374,26 pontos. Já em Londres, o FTSE 100 subiu 0,76%, para 7.296,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 ganhou 0,54%, para 9.177,10 pontos, e, em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,44%, cotado a 5.131,37 pontos.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX também fechou o dia na máxima, em alta de 0,90%, para 12.099,57 pontos. Na avaliação da economista Simona Gambarini, da Capital Economics, contudo, as ações europeias continuam em níveis elevados. Para ela, o DAX estaria particularmente vulnerável às questões comerciais envolvendo os americanos, "especialmente se os EUA também impuserem tarifas sobre importações de automóveis no geral". Nesta quarta-feira, a ação da Daimler subiu 2,46% e da BMW avançou 2,85%.

A Bolsa de Milão destoou das demais ao ver o índice FTSE MIB em queda de 0,14%, para 20.863,14 pontos. Além das questões fiscais que continuam no radar, os agentes voltaram a se preocupar com a questão política à medida que a possibilidade de eleições gerais em setembro circulou nas mesas de operação caso o atual governo caia. O spread entre os rendimentos de dez anos dos títulos públicos alemães (Bunds) e italianos (BTPs) alcançou 290 pontos-base durante o pregão diante da questão política no país.

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