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Falta d’água e oposição


Do Diário do Grande ABC

15/05/2019 | 13:17


Quem acompanha de perto o trabalho da Câmara de Santo André, como faz este Diário, sabe da preocupação dos vereadores com a falta d’água nas torneiras, problema que tem causado transtorno aos moradores da cidade há pelo menos duas décadas. A duradoura crise de abastecimento no município é das poucas pautas capazes de unir situação e oposição. Exatamente por isso, é compreensível a polêmica que se instalou no plenário assim que chegou à casa projeto de lei que autoriza o Executivo a firmar acordo de terceirização da distribuição de água e da coleta de esgoto com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Os lados estão estabelecidos. Autor do projeto, o Executivo argumenta que a parceria com a Sabesp é capaz de, devido ao aporte da empresa paulista, estipulado em R$ 700 milhões, resolver o problema do abastecimento, já que a maior parte do dinheiro seria utilizada para modernizar a rede de distribuição, cujo atual estado, deplorável, seria responsável pela perda de 40% da água tratada.

A oposição, por sua vez, diz que Santo André, a vencer a vontade governista, estaria entregando patrimônio público a interesses financeiros ao se aproximar da Sabesp, já que a companhia, apesar do controle do Estado, tem ações negociadas em bolsas de valores ao redor do mundo. Pode-se questionar a validade de visão tão anacrônica em pleno século XXI, mas não se pode fazer o mesmo com a legitimidade da bancada oposicionista de criticar o texto do prefeito Paulo Serra (PSDB) – é o que se espera dela, diga-se.

Todavia, diante dos males causados por duas décadas de completa inanição em investimentos na modernização da rede de abastecimento em Santo André, espera-se que a oposição seja mais responsável. Se o projeto do Executivo é realmente tão ruim, que os vereadores do PT e de partidos correlatos apresentem alternativa viável. Que façam a crítica construtiva. Não dá para fazer política, da mais barata, quando se está em pauta assunto tão importante não para o governo, mas para o munícipe andreense.



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Falta d’água e oposição

Do Diário do Grande ABC

15/05/2019 | 13:17


Quem acompanha de perto o trabalho da Câmara de Santo André, como faz este Diário, sabe da preocupação dos vereadores com a falta d’água nas torneiras, problema que tem causado transtorno aos moradores da cidade há pelo menos duas décadas. A duradoura crise de abastecimento no município é das poucas pautas capazes de unir situação e oposição. Exatamente por isso, é compreensível a polêmica que se instalou no plenário assim que chegou à casa projeto de lei que autoriza o Executivo a firmar acordo de terceirização da distribuição de água e da coleta de esgoto com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Os lados estão estabelecidos. Autor do projeto, o Executivo argumenta que a parceria com a Sabesp é capaz de, devido ao aporte da empresa paulista, estipulado em R$ 700 milhões, resolver o problema do abastecimento, já que a maior parte do dinheiro seria utilizada para modernizar a rede de distribuição, cujo atual estado, deplorável, seria responsável pela perda de 40% da água tratada.

A oposição, por sua vez, diz que Santo André, a vencer a vontade governista, estaria entregando patrimônio público a interesses financeiros ao se aproximar da Sabesp, já que a companhia, apesar do controle do Estado, tem ações negociadas em bolsas de valores ao redor do mundo. Pode-se questionar a validade de visão tão anacrônica em pleno século XXI, mas não se pode fazer o mesmo com a legitimidade da bancada oposicionista de criticar o texto do prefeito Paulo Serra (PSDB) – é o que se espera dela, diga-se.

Todavia, diante dos males causados por duas décadas de completa inanição em investimentos na modernização da rede de abastecimento em Santo André, espera-se que a oposição seja mais responsável. Se o projeto do Executivo é realmente tão ruim, que os vereadores do PT e de partidos correlatos apresentem alternativa viável. Que façam a crítica construtiva. Não dá para fazer política, da mais barata, quando se está em pauta assunto tão importante não para o governo, mas para o munícipe andreense.

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