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Grande ABC perde uma posição no ranking nacional de consumo

EBC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Região agora está em quinto lugar, com previsão de R$ 79,71 bilhões de gastos em 2019; São Paulo, Rio e Belo Horizonte são as três primeiras


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

15/05/2019 | 08:00


Após ser considerado o quarto maior polo consumidor do Brasil no ano passado, o Grande ABC – se classificado como um único município – perde uma posição e volta a ocupar o quinto lugar no ranking nacional. Os moradores da região devem desembolsar R$ 79,71 bilhões neste ano, montante 4,95% maior do que em 2018, mas que não garantiu a manutenção da colocação na lista. Os dados são do estudo IPC Maps 2019 da IPC Marketing e Editora, divulgados com exclusividade para o Diário.

A perda de posição da região se deve principalmente ao crescimento de Belo Horizonte. A Capital de Minas Gerais saltou do quinto lugar em 2018 (R$ 75,38 bilhões de potencial de consumo) para o terceiro neste ano, com movimentação de R$ 82,9 bilhões, o que corresponde a 1,77% do consumo nacional. Os dois primeiros lugares foram mantidos por São Paulo e Rio de Janeiro, e o quarto ficou com Brasília, que ocupava a terceira colocação em 2018 (veja mais na arte ao lado).

De acordo com o coordenador do IPC Maps 2019, Marcos Pazzini, a metrópole mineira teve incremento da participação da classe A no consumo, o que ajudou a impulsioná-la. “O problema não está nas sete cidades, foi Belo Horizonte que teve um crescimento significativo. O que aconteceu na região está dentro da normalidade. Houve crescimento no valor nominal (sem considerar a inflação, as sete cidades devem movimentar R$ 3,76 bilhões a mais do que no ano passado) e tivemos a manutenção dos valores de consumo e a tendência é persistir nesse cenário”, afirmou.

Segundo o economista e coordenador do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura), da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Jefferson José da Conceição, se considerada a projeção de 4,5% para a inflação deste ano, praticamente não houve mudança no valor movimentado pelo Grande ABC.

“Aplicado o índice, o valor da região seria de R$ 76,27 bilhões (crescimento de 0,49%). Os números mostram estabilização do consumo, acompanhando os dados do País. Isso mostra que, apesar de não termos mais uma crise, ainda não temos capacidade de arranque pela ótica do consumo, o que pode significar que os PIBs (Produtos Internos Brutos) da região e o brasileiro não sejam puxados pelo consumo. Isto é importante porque o investimento, que é outra questão que permite a arrancada na economia, ainda está deprimido. Uma outra saída, que seria a exportação, também está com problemas. Os investimentos públicos estão em momento de retração. Ou seja, o dado é preocupante e o ideal seria que o consumo estivesse crescendo”, analisou.

A participação do consumo nacional do Grande ABC ficou em 1,7% (ou seja, a cada R$ 100 gastos no País, R$ 1,70 é desembolsado pelos moradores da região), mesmo índice do ano passado. “Mesmo com a projeção considerando cenários como o do fechamento da Ford em São Bernardo, o baque não foi tão grande. Há manutenção do índice da região”, contou Pazzini.

Outra explicação para a queda de posições está no encolhimento da participação da classe B, que era responsável por 49,4% dos dispêndios em 2018, mas que deve gastar 41,1% do total (R$ 32,7 bilhões) neste ano. “Ainda é um reflexo do desemprego, porque são, na maioria, assalariados, então é uma população que sente muito os reflexos da crise, diferentemente de quem tem outras formas de renda, como na classe A”, declarou o coordenador.

A classe C passou de 33,2% em 2018 para 37% em 2019 (R$ 29,4 bilhões); a A, de 14,6% para 14,9% (R$ 11,8 bilhões); e as classes D e E, de 6,7% para 7 % (R$ 5,5 bi).

Nos principais gastos desembolsados (veja mais na arte acima) também é possível observar que o morador do Grande ABC gastou R$ 22,16 bilhões com manutenção do lar (aumento de 5,78% em relação a 2018), R$ 15,36 bilhões com outras despesas (3,64% de crescimento), que incluem comida para os animais domésticos e cabeleireiro, por exemplo, e R$ 8,48 bilhões com alimentação no domicílio (6,4% a mais do que em 2018).

“Com maior peso nas necessidades básicas, sobra menos dinheiro para outros gastos. Isso mostra que as contas variaram mais do que os salários, que estão mais comprometidos”, disse Pazzini.

CENÁRIO NACIONAL
No País, é esperada movimentação de R$ 4,7 trilhões na economia com o consumo das famílias em 2019. “Este ano promete ser um pouco melhor do que 2018, mas isso depende de ações efetivas do novo governo. No ano passado, o consumo das famílias alavancou a economia e acabou crescendo mais do que a própria. Nossa estimativa é um crescimento de consumo em 2,7% e crescimento da economia em 1,9%, o que é uma perspectiva boa”, analisou o coordenador do estudo.

O levantamento mostra que as capitais perderão espaço no consumo (de 29,6% em 2018 para 28,9% este ano) e, em contrapartida, o Interior deve dar sinais de recuperação, elevando de 54% para 54,4% a movimentação de recursos neste ano. A classe B encabeça o ranking nacional, com 38,41% (cerca de R$ 1,67 trilhão) do total de recursos que serão gastos pelos brasileiros em 2019.

Duas das sete cidades seguem na lista das 50 maiores do Brasil

Das sete cidades, duas estão na lista das 50 maiores consumidoras do Brasil: Santo André e São Bernardo, que ocupam respectivamente a 21ª e a 17ª colocações. Em 2018, Mauá também figurava no ranking, ocupando o 49º lugar, porém caiu para 51º.

São Bernardo é o município da região mais bem colocado,em 17º, duas posições a mais do que no ano passado, quando ocupava o 19º lugar. Em 2019, os moradores da cidade devem desembolsar R$ 24,95 bilhões, 13,87% a mais do que em 2018 (R$ 21,91 bilhões).

Santo André estava na 17ª posição no ano passado. Neste ano, a cidade está na 21ª colocação e deve movimentar R$ 22,46 bilhões (em 2018, o número era de R$ 22,03 bilhões).

Mauá aparece no 51º da lista. Mesmo assim, a expectativa é a de que o montante gasto pelos mauaenses neste ano cresça R$ 36 milhões, ou 3,09% neste ano, totalizando R$ 12 bilhões.

Diadema caiu de 56º para 60º no ranking nacional. Os gastos da cidade devem diminuir R$ 15 milhões em relação ao ano passado, totalizando R$ 9,99 bilhões em 2019.

As outras cidades aparecem abaixo da 100ª colocação. São Caetano está na 122ª , 16 abaixo da listagem de 2018 (106ª), com previsão de movimentar R$ 6 bilhões, o que significa R$ 31 milhões a menos do que no ano passado.

Ribeirão Pires está classificada na 231ª posição, a mesma que ocupava em 2018. Os moradores vão gastar R$ 3,03 bilhões, R$ 13 milhões a mais do que em 2018. Rio Grande da Serra subiu 92 lugares e está em 521º, com expectativa de R$ 1,25 bilhões em gastos (em 2018, era R$ 986,84 milhões). 



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Grande ABC perde uma posição no ranking nacional de consumo

Região agora está em quinto lugar, com previsão de R$ 79,71 bilhões de gastos em 2019; São Paulo, Rio e Belo Horizonte são as três primeiras

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

15/05/2019 | 08:00


Após ser considerado o quarto maior polo consumidor do Brasil no ano passado, o Grande ABC – se classificado como um único município – perde uma posição e volta a ocupar o quinto lugar no ranking nacional. Os moradores da região devem desembolsar R$ 79,71 bilhões neste ano, montante 4,95% maior do que em 2018, mas que não garantiu a manutenção da colocação na lista. Os dados são do estudo IPC Maps 2019 da IPC Marketing e Editora, divulgados com exclusividade para o Diário.

A perda de posição da região se deve principalmente ao crescimento de Belo Horizonte. A Capital de Minas Gerais saltou do quinto lugar em 2018 (R$ 75,38 bilhões de potencial de consumo) para o terceiro neste ano, com movimentação de R$ 82,9 bilhões, o que corresponde a 1,77% do consumo nacional. Os dois primeiros lugares foram mantidos por São Paulo e Rio de Janeiro, e o quarto ficou com Brasília, que ocupava a terceira colocação em 2018 (veja mais na arte ao lado).

De acordo com o coordenador do IPC Maps 2019, Marcos Pazzini, a metrópole mineira teve incremento da participação da classe A no consumo, o que ajudou a impulsioná-la. “O problema não está nas sete cidades, foi Belo Horizonte que teve um crescimento significativo. O que aconteceu na região está dentro da normalidade. Houve crescimento no valor nominal (sem considerar a inflação, as sete cidades devem movimentar R$ 3,76 bilhões a mais do que no ano passado) e tivemos a manutenção dos valores de consumo e a tendência é persistir nesse cenário”, afirmou.

Segundo o economista e coordenador do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura), da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Jefferson José da Conceição, se considerada a projeção de 4,5% para a inflação deste ano, praticamente não houve mudança no valor movimentado pelo Grande ABC.

“Aplicado o índice, o valor da região seria de R$ 76,27 bilhões (crescimento de 0,49%). Os números mostram estabilização do consumo, acompanhando os dados do País. Isso mostra que, apesar de não termos mais uma crise, ainda não temos capacidade de arranque pela ótica do consumo, o que pode significar que os PIBs (Produtos Internos Brutos) da região e o brasileiro não sejam puxados pelo consumo. Isto é importante porque o investimento, que é outra questão que permite a arrancada na economia, ainda está deprimido. Uma outra saída, que seria a exportação, também está com problemas. Os investimentos públicos estão em momento de retração. Ou seja, o dado é preocupante e o ideal seria que o consumo estivesse crescendo”, analisou.

A participação do consumo nacional do Grande ABC ficou em 1,7% (ou seja, a cada R$ 100 gastos no País, R$ 1,70 é desembolsado pelos moradores da região), mesmo índice do ano passado. “Mesmo com a projeção considerando cenários como o do fechamento da Ford em São Bernardo, o baque não foi tão grande. Há manutenção do índice da região”, contou Pazzini.

Outra explicação para a queda de posições está no encolhimento da participação da classe B, que era responsável por 49,4% dos dispêndios em 2018, mas que deve gastar 41,1% do total (R$ 32,7 bilhões) neste ano. “Ainda é um reflexo do desemprego, porque são, na maioria, assalariados, então é uma população que sente muito os reflexos da crise, diferentemente de quem tem outras formas de renda, como na classe A”, declarou o coordenador.

A classe C passou de 33,2% em 2018 para 37% em 2019 (R$ 29,4 bilhões); a A, de 14,6% para 14,9% (R$ 11,8 bilhões); e as classes D e E, de 6,7% para 7 % (R$ 5,5 bi).

Nos principais gastos desembolsados (veja mais na arte acima) também é possível observar que o morador do Grande ABC gastou R$ 22,16 bilhões com manutenção do lar (aumento de 5,78% em relação a 2018), R$ 15,36 bilhões com outras despesas (3,64% de crescimento), que incluem comida para os animais domésticos e cabeleireiro, por exemplo, e R$ 8,48 bilhões com alimentação no domicílio (6,4% a mais do que em 2018).

“Com maior peso nas necessidades básicas, sobra menos dinheiro para outros gastos. Isso mostra que as contas variaram mais do que os salários, que estão mais comprometidos”, disse Pazzini.

CENÁRIO NACIONAL
No País, é esperada movimentação de R$ 4,7 trilhões na economia com o consumo das famílias em 2019. “Este ano promete ser um pouco melhor do que 2018, mas isso depende de ações efetivas do novo governo. No ano passado, o consumo das famílias alavancou a economia e acabou crescendo mais do que a própria. Nossa estimativa é um crescimento de consumo em 2,7% e crescimento da economia em 1,9%, o que é uma perspectiva boa”, analisou o coordenador do estudo.

O levantamento mostra que as capitais perderão espaço no consumo (de 29,6% em 2018 para 28,9% este ano) e, em contrapartida, o Interior deve dar sinais de recuperação, elevando de 54% para 54,4% a movimentação de recursos neste ano. A classe B encabeça o ranking nacional, com 38,41% (cerca de R$ 1,67 trilhão) do total de recursos que serão gastos pelos brasileiros em 2019.

Duas das sete cidades seguem na lista das 50 maiores do Brasil

Das sete cidades, duas estão na lista das 50 maiores consumidoras do Brasil: Santo André e São Bernardo, que ocupam respectivamente a 21ª e a 17ª colocações. Em 2018, Mauá também figurava no ranking, ocupando o 49º lugar, porém caiu para 51º.

São Bernardo é o município da região mais bem colocado,em 17º, duas posições a mais do que no ano passado, quando ocupava o 19º lugar. Em 2019, os moradores da cidade devem desembolsar R$ 24,95 bilhões, 13,87% a mais do que em 2018 (R$ 21,91 bilhões).

Santo André estava na 17ª posição no ano passado. Neste ano, a cidade está na 21ª colocação e deve movimentar R$ 22,46 bilhões (em 2018, o número era de R$ 22,03 bilhões).

Mauá aparece no 51º da lista. Mesmo assim, a expectativa é a de que o montante gasto pelos mauaenses neste ano cresça R$ 36 milhões, ou 3,09% neste ano, totalizando R$ 12 bilhões.

Diadema caiu de 56º para 60º no ranking nacional. Os gastos da cidade devem diminuir R$ 15 milhões em relação ao ano passado, totalizando R$ 9,99 bilhões em 2019.

As outras cidades aparecem abaixo da 100ª colocação. São Caetano está na 122ª , 16 abaixo da listagem de 2018 (106ª), com previsão de movimentar R$ 6 bilhões, o que significa R$ 31 milhões a menos do que no ano passado.

Ribeirão Pires está classificada na 231ª posição, a mesma que ocupava em 2018. Os moradores vão gastar R$ 3,03 bilhões, R$ 13 milhões a mais do que em 2018. Rio Grande da Serra subiu 92 lugares e está em 521º, com expectativa de R$ 1,25 bilhões em gastos (em 2018, era R$ 986,84 milhões). 

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