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Vítimas do descaso


Do Diário do Grande ABC

14/05/2019 | 09:27


Os cuidados para evitar a dengue são de conhecimento de quase todas as pessoas. Basicamente, é necessário eliminar depósitos de água parada. Dessa forma, o mosquito que transmite a doença não consegue procriar. A teoria parece simples. A prática, nem tanto. 

A julgar pelos números, a região tem falhado gravemente na prevenção. Dez dias atrás, este Diário revelou a elevação dos casos. Os registros dos três primeiros meses (103 em quatro cidades) representavam aumento de 312% em relação ao mesmo período de 2018. Além disso, já superavam as ocorrências de todo ano passado, quando 66 pessoas foram infectadas.

O levantamento deveria servir de alerta para as administrações municipais. Afinal de contas, cabe às prefeituras incentivarem que as pessoas tomem as providências cabíveis para deter o avanço da doença, além de atuar em áreas públicas para colocar fim ao reinado do Aedes aegypti.

Entretanto, não foi o que aconteceu, pelo menos em Mauá. A doença continuou a crescer e agora a notícia torna-se ainda mais séria, com o registro do primeiro óbito em decorrência de dengue na região. Se naquele dia eram 36 enfermos na cidade, agora são 44, quase um novo caso por dia. Sinal de que o inseto vence de goleada as parcas iniciativas tomadas pelas autoridades sanitárias da cidade.

Enquanto as pessoas relatam os medos e as dores causados pela infecção, o Poder Executivo diz que está sendo realizada avaliação do índice larvário para dar direcionamento aos trabalhos dos agentes de saúde e comunitários. A administração vai além, e garante vistoriar, durante todo o ano, os bairros e promover bloqueios em áreas de casos suspeitos.

Com todo respeito aos responsáveis pelo atendimento à população de Mauá, mas seu trabalho não está dando resultados satisfatórios. Talvez seja hora de reavaliar as ações, rever métodos e conceitos, e atuar com mais assertividade para poder eliminar de vez esse mal que assola principalmente os cidadãos que moram em bairros menos abastados.



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Vítimas do descaso

Do Diário do Grande ABC

14/05/2019 | 09:27


Os cuidados para evitar a dengue são de conhecimento de quase todas as pessoas. Basicamente, é necessário eliminar depósitos de água parada. Dessa forma, o mosquito que transmite a doença não consegue procriar. A teoria parece simples. A prática, nem tanto. 

A julgar pelos números, a região tem falhado gravemente na prevenção. Dez dias atrás, este Diário revelou a elevação dos casos. Os registros dos três primeiros meses (103 em quatro cidades) representavam aumento de 312% em relação ao mesmo período de 2018. Além disso, já superavam as ocorrências de todo ano passado, quando 66 pessoas foram infectadas.

O levantamento deveria servir de alerta para as administrações municipais. Afinal de contas, cabe às prefeituras incentivarem que as pessoas tomem as providências cabíveis para deter o avanço da doença, além de atuar em áreas públicas para colocar fim ao reinado do Aedes aegypti.

Entretanto, não foi o que aconteceu, pelo menos em Mauá. A doença continuou a crescer e agora a notícia torna-se ainda mais séria, com o registro do primeiro óbito em decorrência de dengue na região. Se naquele dia eram 36 enfermos na cidade, agora são 44, quase um novo caso por dia. Sinal de que o inseto vence de goleada as parcas iniciativas tomadas pelas autoridades sanitárias da cidade.

Enquanto as pessoas relatam os medos e as dores causados pela infecção, o Poder Executivo diz que está sendo realizada avaliação do índice larvário para dar direcionamento aos trabalhos dos agentes de saúde e comunitários. A administração vai além, e garante vistoriar, durante todo o ano, os bairros e promover bloqueios em áreas de casos suspeitos.

Com todo respeito aos responsáveis pelo atendimento à população de Mauá, mas seu trabalho não está dando resultados satisfatórios. Talvez seja hora de reavaliar as ações, rever métodos e conceitos, e atuar com mais assertividade para poder eliminar de vez esse mal que assola principalmente os cidadãos que moram em bairros menos abastados.

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