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Polícia investiga morte de bebê de 1 ano por maus-tratos

Criança foi a óbito na semana passada no CHM, em Santo André; mãe e padrasto são suspeitos


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

14/05/2019 | 07:00


 A Polícia Civil de Santo André investiga a morte de Lucas Gabriel Muniz de Oliveira, 1 ano. A criança veio a óbito na sexta-feira passada, vítima de hemorragia intracraniana e choque hemorrágico. A principal suspeita é a de que ela tenha sido vítima de maus-tratos por parte da mãe, que tem 17 anos, e o companheiro da jovem, até o momento identificado apenas como Thiago – os dois abandonaram o menor na unidade de saúde e fugiram.

Segundo a avó materna de Lucas, a dona de casa Vanessa Teixeira, 36, sua filha e o neto moravam com a família em Sorocaba, no Interior do Estado. Em março, a jovem teria vindo visitar parentes em São Paulo e, após alguns dias, informou que não retornaria, e que estava morando com um rapaz. Desde então, a comunicação entre elas era feita apenas por mensagens via aplicativo. Em 1º de maio, Vanessa foi informada pela filha que o neto estava internado, com pneumonia.

Na última quarta-feira, no entanto, o tio paterno do bebê entrou em contato com a avó e relatou que Lucas estava internado em Santo André em estado grave. “Uma amiga avisou ao pai dele que o menino estava mal. Juntei as coisas e fui correndo para o hospital. Não saí do lado dele, até a sexta-feira, quando ele morreu”, relatou.

Segundo o boletim de ocorrência, quando a família do pai de Lucas – Luciano Mendes Rodrigues, 23 – chegou a Santo André, encontrou Thiago e o pai, identificado apenas como Juanito, e eles informaram que o bebê estava melhorando. O pai de Lucas conseguiu acessar a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do CHM e, assim que viu o filho, notou sinais de agressões físicas, inclusive com marcas que pareciam queimaduras de cigarro nas mãos. Ao sair da UTI, Thiago e Juanito não estavam mais na frente do hospital.

Ainda de acordo com o BO, em 1º de março Lucas havia sido levado pela mãe ao Hospital Geral de São Matheus, em São Paulo, de onde ela teria fugido com o bebê após a equipe acionar o serviço de assistência social. O pequeno foi levado para o CHM transferido da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Bangu, onde chegou bastante debilitado. De acordo com parentes do pai do bebê, o companheiro da mãe é cigano, e viaja por diversos lugares do Estado. “Queremos apenas que eles sejam encontrados e, se fizeram isso com meu neto, que paguem”, declarou Vanessa.

O laudo do IML (Instituto Médico-Legal) que pode confirmar os maus-tratos deve ficar pronto em 30 dias. A Prefeitura de Santo André informou que não vai divulgar informações sobre o caso sem autorização prévia da família da criança. A Secretaria de Estado da Saúde, responsável pelo Hospital de São Matheus, confirmou que Lucas foi levado pela mãe ao centro de saúde, mas que a jovem deixou o local logo após o acolhimento pela equipe de enfermagem, antes da consulta.  



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