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Mauá registra primeira morte por dengue do Grande ABC

Arquivo/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Desde janeiro, são 44 casos confirmados da doença na cidade, sendo 25 deles no Zaíra


Flávia Fernandes
Especial para o Diário

14/05/2019 | 09:00


 A Prefeitura de Mauá confirmou, na tarde de ontem, que a cidade registrou a primeira morte por dengue na região no ano. O óbito foi no dia 13 de abril em São Bernardo – a administração se negou a informar o nome da vítima e detalhes do caso. Somente na cidade, foram confirmadas 44 pessoas contaminadas pela doença, sendo 25 delas moradoras do Jardim Zaíra.

Levantamento publicado pelo Diário no dia 4 mostra que, nos três primeiros meses do ano, o Grande ABC registrou alta de 312% nos casos de dengue. Os números da doença saltaram de 25 para 103 em quatro cidades – Santo André, São Bernardo, São Caetano e Mauá – na comparação com o mesmo período do ano passado. Conforme o balanço, a quantidade de doentes entre janeiro e março já supera o total de contaminações de 2018, foram 66.

Somente na Rua José Gonçalves Sanches, no Jardim Zaíra 4, são 12 casos suspeitos da dengue – três confirmados e outros nove aguardam resultados laboratoriais. O cenário da via explica o problema. Cercada pela mata, a área está repleta de entulho, lixo e pneus com água parada, possíveis criadouros do Aedes aegypti.

Uma das moradoras, a aposentada Maria Aparecido, 53 anos, foi uma das vítimas da dengue. Ela destaca que começou a ter os primeiros sintomas no começo de abril. Vômito e fraqueza eram constantes, de acordo com ela, que revela ter ficado seis dias à base de soro. “A recuperação é muito lenta. Ainda sinto fraqueza. Paro os meus afazeres diversas vezes durante o dia”, explica ela.

Na Rua Juvenal Laurindo Alves, ao lado da Rua José Gonçalves Sanches, também no Zaíra, duas pessoas da mesma família foram acometidas pela doença. Segundo o motorista Admilson Messias, 54, ele, a mulher e os três filhos tiveram os mesmos sintomas (dor atrás dos olhos e dores no corpo) menos de um mês atrás. A mulher e um dos filhos tiveram a dengue confirmada. Os outros casos foram diagnosticados como virose.

Segundo a Prefeitura de Mauá, está sendo realizada avaliação de índice larvário para dar direcionamento aos trabalhos realizados pelos agentes de saúde e comunitários da cidade. A administração diz vistoriar, durante o ano todo, os bairros e realizar bloqueios em áreas de casos suspeitos.

Hildon Vieira, médico da Unidade de Saúde Família do Jardim Zaíra, explica que a presença das gestantes na região é a principal preocupação. “O zika vírus pode causar microcefalia e ocasionar problemas neurológicos nos bebês para o resto da vida”, alerta. O Aedes pode transmitir, além da dengue, a febre amarela, o chikungunya e o zika vírus.

Além das recomendações como fechar caixa-d''''''''água, usar terra nos pratinhos de planta e evitar recipiente exposto que possa armazenar água, Hildon também recomenda o uso de repelentes e mosquiteiros.

 

 



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Mauá registra primeira morte por dengue do Grande ABC

Desde janeiro, são 44 casos confirmados da doença na cidade, sendo 25 deles no Zaíra

Flávia Fernandes
Especial para o Diário

14/05/2019 | 09:00


 A Prefeitura de Mauá confirmou, na tarde de ontem, que a cidade registrou a primeira morte por dengue na região no ano. O óbito foi no dia 13 de abril em São Bernardo – a administração se negou a informar o nome da vítima e detalhes do caso. Somente na cidade, foram confirmadas 44 pessoas contaminadas pela doença, sendo 25 delas moradoras do Jardim Zaíra.

Levantamento publicado pelo Diário no dia 4 mostra que, nos três primeiros meses do ano, o Grande ABC registrou alta de 312% nos casos de dengue. Os números da doença saltaram de 25 para 103 em quatro cidades – Santo André, São Bernardo, São Caetano e Mauá – na comparação com o mesmo período do ano passado. Conforme o balanço, a quantidade de doentes entre janeiro e março já supera o total de contaminações de 2018, foram 66.

Somente na Rua José Gonçalves Sanches, no Jardim Zaíra 4, são 12 casos suspeitos da dengue – três confirmados e outros nove aguardam resultados laboratoriais. O cenário da via explica o problema. Cercada pela mata, a área está repleta de entulho, lixo e pneus com água parada, possíveis criadouros do Aedes aegypti.

Uma das moradoras, a aposentada Maria Aparecido, 53 anos, foi uma das vítimas da dengue. Ela destaca que começou a ter os primeiros sintomas no começo de abril. Vômito e fraqueza eram constantes, de acordo com ela, que revela ter ficado seis dias à base de soro. “A recuperação é muito lenta. Ainda sinto fraqueza. Paro os meus afazeres diversas vezes durante o dia”, explica ela.

Na Rua Juvenal Laurindo Alves, ao lado da Rua José Gonçalves Sanches, também no Zaíra, duas pessoas da mesma família foram acometidas pela doença. Segundo o motorista Admilson Messias, 54, ele, a mulher e os três filhos tiveram os mesmos sintomas (dor atrás dos olhos e dores no corpo) menos de um mês atrás. A mulher e um dos filhos tiveram a dengue confirmada. Os outros casos foram diagnosticados como virose.

Segundo a Prefeitura de Mauá, está sendo realizada avaliação de índice larvário para dar direcionamento aos trabalhos realizados pelos agentes de saúde e comunitários da cidade. A administração diz vistoriar, durante o ano todo, os bairros e realizar bloqueios em áreas de casos suspeitos.

Hildon Vieira, médico da Unidade de Saúde Família do Jardim Zaíra, explica que a presença das gestantes na região é a principal preocupação. “O zika vírus pode causar microcefalia e ocasionar problemas neurológicos nos bebês para o resto da vida”, alerta. O Aedes pode transmitir, além da dengue, a febre amarela, o chikungunya e o zika vírus.

Além das recomendações como fechar caixa-d''''''''água, usar terra nos pratinhos de planta e evitar recipiente exposto que possa armazenar água, Hildon também recomenda o uso de repelentes e mosquiteiros.

 

 

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