Fechar
Publicidade

Domingo, 25 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Ibovespa cai 2,69% e atinge menor pontuação em 4 meses

Pixabay / banco de imagens Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


13/05/2019 | 18:22


Uma nova onda de aversão ao risco varreu os mercados de ações pelo mundo nesta segunda-feira, 13, e a bolsa brasileira não ficou imune às ordens de venda, exercidas sobretudo por investidores estrangeiros. Os sinais de agravamento da guerra comercial entre Estados Unidos e China foram determinantes para a queda de 2,69% do Ibovespa, que fechou aos 91.726,54 pontos. Esta é a menor pontuação do índice desde 7 de janeiro (91.699 pontos).

Desde a segunda-feira (6), quando o presidente Donald Trump anunciou que elevaria de 10% para 25% a tarifa de importação sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, o Ibovespa já perdeu 4,46% do seu valor nominal e 5,43% em moeda estrangeira. O agravante nesta segunda foi a retaliação anunciada pela China, de que vai impor novas tarifas sobre US$ 60 bilhões em produtos americanos a partir de 1º de junho.

"O recrudescimento da retórica míngua a esperança de um acordo no curto prazo e reacende os temores quanto a uma desaceleração acentuada da economia global", disse Sandra Peres, analista-chefe da Coinvalores em relatório a clientes.

Segundo Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modal Mais, a dúvida entre os investidores é se Trump está apenas sendo o "fanfarrão" de sempre - utilizando as sobretaxações como forma de pressionar a China -, ou se ele levará a guerra comercial à frente. "Se ele voltar atrás, os mercados se recuperam. Mas se levar à frente, boa parte do estrago já terá sido antecipado", afirma.

Embora o ambiente doméstico não tenha trazido novidades significativas, o economista afirma que as preocupações com a reforma da Previdência não saíram do radar. "Com a reforma da Previdência no centro das atenções, estão também no radar as relações entre Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia e também das diferentes alas do governo, principalmente entre militares e os filhos do presidente", afirma Bandeira.

Das 66 ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, somente 2 fecharam em alta. Foram elas: Via Varejo ON (+2,60%) e BRF ON (+0,33%). Entre as quedas mais expressivas estiveram CVC ON (-7,68%) e Gol PN (-7,02%), por conta de incertezas com o futuro da Avianca. As ações da Petrobras caíram 2,86% (ON) e 2,92% (PN), alinhadas à queda do petróleo no mercado externo. Vale ON perdeu 4,10%, refletindo os temores da guerra comercial. Entre os bancos, destaque para Banco do Brasil ON (-3,63%) e Bradesco PN (-2,43%).



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Ibovespa cai 2,69% e atinge menor pontuação em 4 meses


13/05/2019 | 18:22


Uma nova onda de aversão ao risco varreu os mercados de ações pelo mundo nesta segunda-feira, 13, e a bolsa brasileira não ficou imune às ordens de venda, exercidas sobretudo por investidores estrangeiros. Os sinais de agravamento da guerra comercial entre Estados Unidos e China foram determinantes para a queda de 2,69% do Ibovespa, que fechou aos 91.726,54 pontos. Esta é a menor pontuação do índice desde 7 de janeiro (91.699 pontos).

Desde a segunda-feira (6), quando o presidente Donald Trump anunciou que elevaria de 10% para 25% a tarifa de importação sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, o Ibovespa já perdeu 4,46% do seu valor nominal e 5,43% em moeda estrangeira. O agravante nesta segunda foi a retaliação anunciada pela China, de que vai impor novas tarifas sobre US$ 60 bilhões em produtos americanos a partir de 1º de junho.

"O recrudescimento da retórica míngua a esperança de um acordo no curto prazo e reacende os temores quanto a uma desaceleração acentuada da economia global", disse Sandra Peres, analista-chefe da Coinvalores em relatório a clientes.

Segundo Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modal Mais, a dúvida entre os investidores é se Trump está apenas sendo o "fanfarrão" de sempre - utilizando as sobretaxações como forma de pressionar a China -, ou se ele levará a guerra comercial à frente. "Se ele voltar atrás, os mercados se recuperam. Mas se levar à frente, boa parte do estrago já terá sido antecipado", afirma.

Embora o ambiente doméstico não tenha trazido novidades significativas, o economista afirma que as preocupações com a reforma da Previdência não saíram do radar. "Com a reforma da Previdência no centro das atenções, estão também no radar as relações entre Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia e também das diferentes alas do governo, principalmente entre militares e os filhos do presidente", afirma Bandeira.

Das 66 ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, somente 2 fecharam em alta. Foram elas: Via Varejo ON (+2,60%) e BRF ON (+0,33%). Entre as quedas mais expressivas estiveram CVC ON (-7,68%) e Gol PN (-7,02%), por conta de incertezas com o futuro da Avianca. As ações da Petrobras caíram 2,86% (ON) e 2,92% (PN), alinhadas à queda do petróleo no mercado externo. Vale ON perdeu 4,10%, refletindo os temores da guerra comercial. Entre os bancos, destaque para Banco do Brasil ON (-3,63%) e Bradesco PN (-2,43%).

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;