Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 20 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Após derrota em 2018, Lacerda recua e anuncia apoio a Filippi

Fernando Nonato/DGABC 20/08/2009 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vereador mais votado do PT refaz discurso e diz que pode até ser secretário do ex-prefeito


Junior Carvalho
Diário do Grande ABC

13/05/2019 | 07:00


Após bancar candidatura a deputado federal em 2018 e anunciar candidatura a prefeito de Diadema em 2020, o vereador Ronaldo Lacerda (PT) recuou e admite abrir mão do projeto para apoiar o ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT) na disputa pela sucessão de Lauro Michels (PV) no pleito do ano que vem.

Ao Diário, o parlamentar, que foi o vereador mais votado da cidade – recebeu 5.700 votos –, afirmou que, desde a sua própria derrota e a de Filippi, que também disputou, sem sucesso, cadeira em Brasília, o PT diademense “construiu unidade” e que, por isso, decidiu repensar o projeto majoritário. “Tivemos o exemplo de 2018 e não foi bom”, disse para, em seguida, cogitar até ser secretário em eventual governo Filippi.

“Pode ser que eu seja (candidato a) vice, pode ser que eu tenha cargo no governo e pode ser que eu não seja nada”, declarou. “A única certeza é a de que não serei candidato a vereador”, cravou o parlamentar, que está em seu segundo mandato na Câmara.

O PT está fora do poder em Diadema, cidade onde o partido conquistou sua primeira prefeitura e que construiu hegemonia por três décadas, desde 2013. No pleito de 2016, a sigla repetiu o revés de quatro anos antes. Naquela ocasião, o petismo ainda colhia desgastes com o impeachment de Dilma Rousseff (PT) e com desdobramentos da Operação Lava Jato, que também mirou Filippi – chegou a ser levado a depor coercitivamente na Polícia Federal. Sem sua principal liderança, o PT diademense até ensaiou prévias, viu o deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), cobiçar a candidatura – mudou seu domicílio eleitoral de São Bernardo para Diadema –, mas no fim apostou no então vereador Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), que sequer foi ao segundo turno.

Agora, a disputa em Diadema é vista como estratégica para o PT no Grande ABC. Faltando pouco mais de um ano para o pleito, Lauro sequer escolheu seu candidato à sucessão.

A ideia construída, a depender das alianças, é de ter Filippi na cabeça de chapa e Lacerda como vice. A parceria, segundo analisam petistas, uniria figura experiente – Filippi foi prefeito por três mandatos – e um nome considerado novo, mas com forte apelo popular – Ronaldo Lacerda tem grande inserção nos movimentos de moradia da cidade. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Após derrota em 2018, Lacerda recua e anuncia apoio a Filippi

Vereador mais votado do PT refaz discurso e diz que pode até ser secretário do ex-prefeito

Junior Carvalho
Diário do Grande ABC

13/05/2019 | 07:00


Após bancar candidatura a deputado federal em 2018 e anunciar candidatura a prefeito de Diadema em 2020, o vereador Ronaldo Lacerda (PT) recuou e admite abrir mão do projeto para apoiar o ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT) na disputa pela sucessão de Lauro Michels (PV) no pleito do ano que vem.

Ao Diário, o parlamentar, que foi o vereador mais votado da cidade – recebeu 5.700 votos –, afirmou que, desde a sua própria derrota e a de Filippi, que também disputou, sem sucesso, cadeira em Brasília, o PT diademense “construiu unidade” e que, por isso, decidiu repensar o projeto majoritário. “Tivemos o exemplo de 2018 e não foi bom”, disse para, em seguida, cogitar até ser secretário em eventual governo Filippi.

“Pode ser que eu seja (candidato a) vice, pode ser que eu tenha cargo no governo e pode ser que eu não seja nada”, declarou. “A única certeza é a de que não serei candidato a vereador”, cravou o parlamentar, que está em seu segundo mandato na Câmara.

O PT está fora do poder em Diadema, cidade onde o partido conquistou sua primeira prefeitura e que construiu hegemonia por três décadas, desde 2013. No pleito de 2016, a sigla repetiu o revés de quatro anos antes. Naquela ocasião, o petismo ainda colhia desgastes com o impeachment de Dilma Rousseff (PT) e com desdobramentos da Operação Lava Jato, que também mirou Filippi – chegou a ser levado a depor coercitivamente na Polícia Federal. Sem sua principal liderança, o PT diademense até ensaiou prévias, viu o deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), cobiçar a candidatura – mudou seu domicílio eleitoral de São Bernardo para Diadema –, mas no fim apostou no então vereador Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), que sequer foi ao segundo turno.

Agora, a disputa em Diadema é vista como estratégica para o PT no Grande ABC. Faltando pouco mais de um ano para o pleito, Lauro sequer escolheu seu candidato à sucessão.

A ideia construída, a depender das alianças, é de ter Filippi na cabeça de chapa e Lacerda como vice. A parceria, segundo analisam petistas, uniria figura experiente – Filippi foi prefeito por três mandatos – e um nome considerado novo, mas com forte apelo popular – Ronaldo Lacerda tem grande inserção nos movimentos de moradia da cidade. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;