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Ron Carter, 81 anos, toca no Bourbon Street



12/05/2019 | 07:18


Um dos músicos mais importantes do jazz, o contrabaixista Ron Carter faz duas sessões de apresentação neste domingo, 12, às 18h e às 21h, na casa de shows Bourbon Street, em Moema. Ao lado de Russell Malone, guitarrista, e do nicaraguense Donald Vega, pianista, Carter, 81 anos, vem mostrar como pensa um dos mais presentes baixistas em discos históricos do jazz.

Ele já foi premiado duas vezes com o Grammy e indicado outras quatro vezes. Seu guitarrista Russell Malone também tem histórias para contar, já que é autodidata e começou a trajetória ao lado do organista Jimmy Smith. Dentre os músicos que estiveram a seu lado em shows e estúdios aparecem Diana Krall, Harry Connick Jr., Hank Jones e Bobby Hutcherson.

Os números de Carter são impressionantes. Dentre seus trabalhos estão registros em mais de 2.200 discos e gravações com Thelonious Monk, Chet Baker, Herbie Hancock, Wes Montgomery, Cannonball Adderley, Tommy Flanagan, Gil Evans, Lena Horne, Bill Evans, Dexter Gordon, B.B. King e Jim Hall. Algo sempre lembrado em suas entrevistas é o período em que ele passou como integrante de um dos quintetos de Miles Davis, entre 1963 e 1968, quando prestou serviços para erguer discos como E. S. P. (1965), Miles Smiles (1967) e Nefertiti (1968).

Seus outros grupos de renome são New York Jazz Sextet, New York Jazz Quartet, V.S.O.P e Milestones Jazzstars. Fazer trilhas é outra de suas habilidades. Dentre elas, estão as de clássicos como Assassinato na Louisiana (A Gathering of Old Men, 1987), Beatrice (La Passion Béatrice, 1987) e Blind Faith (1998).

Carter teve um começo de carreira marcado pelo racismo. Antes do contrabaixo, ele começou a tocar violoncelo aos 10 anos de idade. Com a mudança da família para Detroit, viveu na pele os preconceitos raciais no meio erudito. Ainda assim, migrou para o baixo e passou a frequentar a Cass Technical High School. Ele se tornou integrante da Filarmônica da Eastman School of Music e acabou se graduando em 1959.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Ron Carter, 81 anos, toca no Bourbon Street


12/05/2019 | 07:18


Um dos músicos mais importantes do jazz, o contrabaixista Ron Carter faz duas sessões de apresentação neste domingo, 12, às 18h e às 21h, na casa de shows Bourbon Street, em Moema. Ao lado de Russell Malone, guitarrista, e do nicaraguense Donald Vega, pianista, Carter, 81 anos, vem mostrar como pensa um dos mais presentes baixistas em discos históricos do jazz.

Ele já foi premiado duas vezes com o Grammy e indicado outras quatro vezes. Seu guitarrista Russell Malone também tem histórias para contar, já que é autodidata e começou a trajetória ao lado do organista Jimmy Smith. Dentre os músicos que estiveram a seu lado em shows e estúdios aparecem Diana Krall, Harry Connick Jr., Hank Jones e Bobby Hutcherson.

Os números de Carter são impressionantes. Dentre seus trabalhos estão registros em mais de 2.200 discos e gravações com Thelonious Monk, Chet Baker, Herbie Hancock, Wes Montgomery, Cannonball Adderley, Tommy Flanagan, Gil Evans, Lena Horne, Bill Evans, Dexter Gordon, B.B. King e Jim Hall. Algo sempre lembrado em suas entrevistas é o período em que ele passou como integrante de um dos quintetos de Miles Davis, entre 1963 e 1968, quando prestou serviços para erguer discos como E. S. P. (1965), Miles Smiles (1967) e Nefertiti (1968).

Seus outros grupos de renome são New York Jazz Sextet, New York Jazz Quartet, V.S.O.P e Milestones Jazzstars. Fazer trilhas é outra de suas habilidades. Dentre elas, estão as de clássicos como Assassinato na Louisiana (A Gathering of Old Men, 1987), Beatrice (La Passion Béatrice, 1987) e Blind Faith (1998).

Carter teve um começo de carreira marcado pelo racismo. Antes do contrabaixo, ele começou a tocar violoncelo aos 10 anos de idade. Com a mudança da família para Detroit, viveu na pele os preconceitos raciais no meio erudito. Ainda assim, migrou para o baixo e passou a frequentar a Cass Technical High School. Ele se tornou integrante da Filarmônica da Eastman School of Music e acabou se graduando em 1959.

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