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Alternativa para superar a pobreza


Moisés Pais dos Santos
Vitor Corsi Dutra*

11/05/2019 | 07:02


Desde a década de 1970, o tema sustentabilidade é discutido no contexto do crescimento e desenvolvimento econômico, mas a pobreza continua atingindo milhares de famílias ao mesmo tempo em que catástrofes ambientais só se multiplicam pelo mundo. No Brasil, apesar das grandes riquezas naturais e imensas quantidades de terras férteis, ainda se utilizam recursos naturais e humanos de forma arcaica, em que se sobressaem a desigualdade, a má governança, o desrespeito com o indivíduo e a natureza, afetando diretamente a classe menos favorecida.

O mundo passa por mudanças constantes, sendo a sustentabilidade a grande preocupação da atualidade. O elevado índice de pobreza extrema, a má distribuição de renda, os desastres ambientais e a má gestão pública e privada são preocupantes e comprometem um sistema econômico sustentável. Segundo o IBGE (2017), cerca de 50 milhões de brasileiros, o equivalente a um quarto da população, vivem na linha da pobreza, com rendimentos insuficientes para atender às necessidades básicas. O maior índice se dá na região Nordeste, responsável por 43,5% da população vivendo em situação de pobreza. Já o menor índice está na região Sul, com 12,3% de brasileiros convivendo com algum tipo de carência de renda.

Em meio a desigualdade, destacam-se os programas de transferência de renda do governo e o desafio de romper o ciclo da pobreza a longo prazo. Entre os programas de transferência está o custo-benefício do Programa Bolsa Família. Estudos sugerem que a cada R$ 1 gasto com o programa, adiciona-se R$ 1,78 no PIB (Produto Interno Bruto). Porém, é de extrema necessidade a fase pós-programa, a necessidade de inserção desses beneficiários no mercado de trabalho, impulsionando a geração de renda, dando sequência ao desenvolvimento do País.

Para atingir desenvolvimento sustentável em conjunto com a diminuição da pobreza é preciso atentar-se aos quatro pilares das necessidades básicas da população: educação, saúde, infraestrutura e inclusão social. Dentre as possíveis soluções, destacam-se a importância da reformulação dos programas de transferências sociais do governo, já que se sabe que são mecanismos essenciais para superação da pobreza e combate à desigualdade. No entanto, a longo prazo, se não tivermos mecanismos que estimulem a alocação destes beneficiários no mercado de trabalho para que consigam suprir as necessidades sem subsídios do programa, grande parte da população beneficiada se acomodará e não buscará se inserir profissionalmente, restringindo o programa a novas famílias e promovendo a ineficiência do mesmo.

A educação é uma das principais pilastras da sustentabilidade, permitindo o fácil acesso à informação e sua compreensão. Uma sociedade com bons índices educacionais tende a se desenvolver rapidamente. Deve-se atentar tanto para a educação básica quanto para a universitária, cruciais para o desenvolvimento de uma nação. A má gestão dos recursos públicos compromete diretamente o futuro e o bem-estar da sociedade.

Já na saúde, sabe-se que é de extrema importância que a população siga os protocolos preventivos às doenças e seja orientada quanto a isso. Se os protocolos forem utilizados de forma correta, podemos diminuir as filas nos hospitais e, consequentemente, reduzir os gastos com a saúde, podendo alocar esses recursos em pesquisas ou setores estratégicos, obtendo sua máxima eficiência. Deve-se focar a maior parte de seus recursos nos investimentos a longo prazo, pois são os que mais agregam e geram riqueza para a sociedade.

O governo deve estabelecer parceria com instituições privadas a fim de viabilizar o desenvolvimento de mecanismos para garantir a sustentabilidade, a prosperidade econômica e social, por meio de programas que reforçam e estimulam a inovação sustentável no processo produtivo e na sociedade, promovendo externalidades positivas que eliminam as falhas do governo e promovem o bem-estar organizacional e social. Os recursos naturais são escassos e a boa gestão é primordial à sustentabilidade, garantindo um futuro próspero para as próximas gerações sem comprometer o meio ambiente.


* Professor e recém-graduado, respectivamente, em ciências econômicas, da Universidade Metodista de São Paulo



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