Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 18 de Julho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Saem descolados, entra fazendeiro



10/05/2019 | 07:06


O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, reafirmou que não gostou do filme publicitário retirado do ar porque não contemplava a juventude brasileira como um todo. O filme tinha minorias, como gays e negros, em seu elenco. "O presidente (Jair Bolsonaro) viu primeiro e me ligou. Foi um erro. Eu deveria ter visto primeiro. Assisti ao filme publicitário e não gostei. Estranhei. Nosso objetivo é atingir toda a juventude, que não estava no filme, o jovem fazendeiro, o esportista, o nerd", afirmou.

De acordo com Novaes, o filme, que culminou na saída do diretor de marketing do BB, Delano Valentim, era muito concentrado na juventude descolada. Segundo ele, a decisão de retirar a campanha do ar foi do banco. "Vamos ver como atingir a juventude de maneira mais adequada", disse.

Novaes admitiu que a suspensão do filme criou "certo ruído". Segundo ele, contudo, às vezes é preciso "enfrentar alguns ruídos" para fazer mudanças. "Não nos arrependemos de tirar filme do ar", disse. "Vamos incorporar jovens no novo filme."

Novaes afirmou ainda que o BB segue com a diretriz de rejuvenescer os clientes. Pessoas com menos de 20 anos representam apenas 3% da base do banco. A maior parte dos clientes - mais de 40% - têm acima de 40 anos. O BB ainda não selecionou o novo diretor de marketing.

Ainda segundo Novaes, não há pressão ou interferência do governo sobre o cancelamento do filme nem com relação à fala de Bolsonaro quanto aos juros no crédito rural. O mandato que recebeu do governo, disse ele, foi o de trazer o melhor retorno possível ao acionista. "Não tenho sofrido interferência para sair desse rumo", afirmou. Para ele, o banco tem liberdade de definir juros e a fala de Bolsonaro quanto às taxas do crédito rural não passou de "brincadeira".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Saem descolados, entra fazendeiro


10/05/2019 | 07:06


O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, reafirmou que não gostou do filme publicitário retirado do ar porque não contemplava a juventude brasileira como um todo. O filme tinha minorias, como gays e negros, em seu elenco. "O presidente (Jair Bolsonaro) viu primeiro e me ligou. Foi um erro. Eu deveria ter visto primeiro. Assisti ao filme publicitário e não gostei. Estranhei. Nosso objetivo é atingir toda a juventude, que não estava no filme, o jovem fazendeiro, o esportista, o nerd", afirmou.

De acordo com Novaes, o filme, que culminou na saída do diretor de marketing do BB, Delano Valentim, era muito concentrado na juventude descolada. Segundo ele, a decisão de retirar a campanha do ar foi do banco. "Vamos ver como atingir a juventude de maneira mais adequada", disse.

Novaes admitiu que a suspensão do filme criou "certo ruído". Segundo ele, contudo, às vezes é preciso "enfrentar alguns ruídos" para fazer mudanças. "Não nos arrependemos de tirar filme do ar", disse. "Vamos incorporar jovens no novo filme."

Novaes afirmou ainda que o BB segue com a diretriz de rejuvenescer os clientes. Pessoas com menos de 20 anos representam apenas 3% da base do banco. A maior parte dos clientes - mais de 40% - têm acima de 40 anos. O BB ainda não selecionou o novo diretor de marketing.

Ainda segundo Novaes, não há pressão ou interferência do governo sobre o cancelamento do filme nem com relação à fala de Bolsonaro quanto aos juros no crédito rural. O mandato que recebeu do governo, disse ele, foi o de trazer o melhor retorno possível ao acionista. "Não tenho sofrido interferência para sair desse rumo", afirmou. Para ele, o banco tem liberdade de definir juros e a fala de Bolsonaro quanto às taxas do crédito rural não passou de "brincadeira".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;