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Projeto do Metrô garante acessibilidade

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Deficientes confiam que Linha 18-Bronze solucione problemas enfrentados no transporte público


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

07/05/2019 | 07:00


 A Linha 18-Bronze do Metrô, cujo projeto original promete ligar a região à Capital por meio do transporte sobre trilhos, promete, além de ampliar a mobilidade urbana, melhorar a vida de usuários que tenham deficiência ou dificuldade de locomoção. A acessibilidade do modal é ansiosamente aguardada por moradores do Grande ABC.

Segundo o Consórcio Vem ABC, vencedor da PPP (Parceria Público-Privada) assinada há quase cinco anos junto ao governo do Estado, todos os espaços projetados para o monotrilho da Linha 18 terão acessibilidade conforme as normas brasileiras – NBR 9050 (que garante acessibilidade em edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos) e NBR 14021 (que prevê acessibilidade no sistema de trem urbano ou metropolitano). O projeto executivo do traçado prevê desde escadas rolantes, rampas, elevadores, piso tátil, plataformas de acesso para cadeirantes e locais reservados para eles nos trens, até sinalização de alerta.

Segundo Dom Veiga, presidente da ONG Adote um Cidadão, a mobilidade do Metrô na região beneficiará os participantes de trabalhos sociais que ele realiza na cidade de São Bernardo. “Temos atividades de inclusão digital e cursos preparatórios para o mercado de trabalho e alguns alunos moram mais longe, enfrentando essa dificuldade do transporte público para chegar à região. O Metrô traria essa mobilidade efetiva e uma atenção especial para a acessibilidade”, considera.

Para a moradora de São Bernardo Cléa Márcia, 49 anos, deficiente física desde 1 ano e 4 meses de idade por conta da poliomielite, o Metrô solucionaria os transtornos enfrentados em suas viagens frequentes até São Paulo. Torcedora do Corinthians, ela demora em média duas horas para chegar ao estádio, em Itaquera, na Zona Leste da Capital. “Saio de casa sempre com antecedência. Pego ônibus no Alvarenga e desço no Centro de São Bernardo. Pego o trólebus e vou até o Jabaquara. Depois disso, subo no Metrô e sigo até a Estação Sé, onde faço baldeação sentido arena. O Metrô traria flexibilidade e fácil acesso à Capital. Esse percurso que faço atualmente demora muito e não é objetivo”, comenta.

Para a especialista em mobilidade ativa Meli Malatesta, todos os recursos que promovem a acessibilidade não podem ser considerados favores ou privilégios, já que se tratam de obrigação legal. Ela observa ainda que o tema também merece atenção fora do Metrô, no entorno das 13 estações projetadas. “Todos os projetos acessíveis feitos internamente na linha são essenciais, mas é fundamental também pensar em como o cidadão chegará até lá. O passageiro também é pedestre e precisa deste cuidado”, comenta. Meli ainda pontua que esse planejamento precisa ser feito em ação coletiva com todas as entidades envolvidas.

Linha 18 pretende ligar áreas de alta densidade populacional

O traçado da Linha 18-Bronze do Metrô atenderá as cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano e São Paulo. O itinerário passará por pontos importantes da região do ponto de vista econômico e por áreas de alta densidade populacional. A estimativa é a de que o monotrilho atenda demanda diária estimada de 314 mil passageiros.

A expectativa do governador João Doria (PSDB) é a de que em junho sejam concluídos os estudos do grupo de trabalho que reúne técnicos das secretarias dos Transportes Metropolitanos e de Governo, entre outras áreas, sobre o tema. O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC pleiteia duas cadeiras na mesa de discussão e, para tanto, já promoveu capacitação de seus técnicos a respeito dos modais.  



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Projeto do Metrô garante acessibilidade

Deficientes confiam que Linha 18-Bronze solucione problemas enfrentados no transporte público

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

07/05/2019 | 07:00


 A Linha 18-Bronze do Metrô, cujo projeto original promete ligar a região à Capital por meio do transporte sobre trilhos, promete, além de ampliar a mobilidade urbana, melhorar a vida de usuários que tenham deficiência ou dificuldade de locomoção. A acessibilidade do modal é ansiosamente aguardada por moradores do Grande ABC.

Segundo o Consórcio Vem ABC, vencedor da PPP (Parceria Público-Privada) assinada há quase cinco anos junto ao governo do Estado, todos os espaços projetados para o monotrilho da Linha 18 terão acessibilidade conforme as normas brasileiras – NBR 9050 (que garante acessibilidade em edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos) e NBR 14021 (que prevê acessibilidade no sistema de trem urbano ou metropolitano). O projeto executivo do traçado prevê desde escadas rolantes, rampas, elevadores, piso tátil, plataformas de acesso para cadeirantes e locais reservados para eles nos trens, até sinalização de alerta.

Segundo Dom Veiga, presidente da ONG Adote um Cidadão, a mobilidade do Metrô na região beneficiará os participantes de trabalhos sociais que ele realiza na cidade de São Bernardo. “Temos atividades de inclusão digital e cursos preparatórios para o mercado de trabalho e alguns alunos moram mais longe, enfrentando essa dificuldade do transporte público para chegar à região. O Metrô traria essa mobilidade efetiva e uma atenção especial para a acessibilidade”, considera.

Para a moradora de São Bernardo Cléa Márcia, 49 anos, deficiente física desde 1 ano e 4 meses de idade por conta da poliomielite, o Metrô solucionaria os transtornos enfrentados em suas viagens frequentes até São Paulo. Torcedora do Corinthians, ela demora em média duas horas para chegar ao estádio, em Itaquera, na Zona Leste da Capital. “Saio de casa sempre com antecedência. Pego ônibus no Alvarenga e desço no Centro de São Bernardo. Pego o trólebus e vou até o Jabaquara. Depois disso, subo no Metrô e sigo até a Estação Sé, onde faço baldeação sentido arena. O Metrô traria flexibilidade e fácil acesso à Capital. Esse percurso que faço atualmente demora muito e não é objetivo”, comenta.

Para a especialista em mobilidade ativa Meli Malatesta, todos os recursos que promovem a acessibilidade não podem ser considerados favores ou privilégios, já que se tratam de obrigação legal. Ela observa ainda que o tema também merece atenção fora do Metrô, no entorno das 13 estações projetadas. “Todos os projetos acessíveis feitos internamente na linha são essenciais, mas é fundamental também pensar em como o cidadão chegará até lá. O passageiro também é pedestre e precisa deste cuidado”, comenta. Meli ainda pontua que esse planejamento precisa ser feito em ação coletiva com todas as entidades envolvidas.

Linha 18 pretende ligar áreas de alta densidade populacional

O traçado da Linha 18-Bronze do Metrô atenderá as cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano e São Paulo. O itinerário passará por pontos importantes da região do ponto de vista econômico e por áreas de alta densidade populacional. A estimativa é a de que o monotrilho atenda demanda diária estimada de 314 mil passageiros.

A expectativa do governador João Doria (PSDB) é a de que em junho sejam concluídos os estudos do grupo de trabalho que reúne técnicos das secretarias dos Transportes Metropolitanos e de Governo, entre outras áreas, sobre o tema. O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC pleiteia duas cadeiras na mesa de discussão e, para tanto, já promoveu capacitação de seus técnicos a respeito dos modais.  

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