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Juros avançam com dólar em meio a temores sobre comércio EUA-China e Previdência



06/05/2019 | 10:03


Os juros futuros operam em alta na manhã desta segunda-feira, 6, na esteira do dólar forte em âmbito mundial por causa das tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre a China. Além disso, a semana será movimentada, com o início da discussão da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara (na terça-feira), desfecho da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na quarta-feira, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril (sexta-feira).

Às 9h48, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 indicava 7,07%, ante máxima em 7,10%, de 7,06% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2025 estava em 8,70%, de 8,68% no ajuste anterior. No câmbio, o dólar à vista subia 0,83%, aos R$ 3,9715. O dólar futuro para junho estava em alta de 0,85%, aos R$ 3,9815.

Na sexta-feira passada, as taxas fecharam em queda, diante do desempenho fraco da produção industrial, que reforçou o receio da contração da economia no primeiro trimestre. Os dados das vendas no varejo de março, que saem nesta quinta-feira, podem dar mais indicação sobre o quadro econômico local.

Sobre a reforma da Previdência, o presidente Jair Bolsonaro defendeu a reforma em entrevista ao programa Silvio Santos, do SBT, transmitida neste domingo, dizendo que um dos principais objetivos da proposta é "ajudar os pobres".

A popularidade do presidente, no entanto, segue fraca. Ele teve que cancelar a viagem que faria a Nova York para receber o prêmio Pessoa do Ano, organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, no próximo dia 14, após críticas feitas pelo prefeito da cidade, Bill de Blasio. O Museu de História Natural de Nova York recusou-se a sediar o evento assim como empresas se negaram a patrocinar a comemoração diante de ameaças de boicote por parte de ativistas de direitos LGBTQ e ligados a minorias.

E, nesta manhã, no Rio, um grupo com pelo menos 300 manifestantes, a maioria estudantes, está reunido próximo ao Colégio Militar do Rio (CMRJ), onde Bolsonaro participa de cerimônia alusiva aos 130 anos da instituição. O protesto é contra o corte de verbas na Educação anunciado pelo governo federal na semana passada.

Fica ainda no radar o risco de nova greve dos caminhoneiros no dia 21 de maio, que pode ter aumentado após a Petrobras aumentar o diesel em 2,57% no sábado, depois de ter promovido reajuste de 4,84% no dia 18 de abril.

Também é negativa a notícia de que a Focus elevou de novo a previsão para o IPCA em 2019 de 4,01% para 4,04%. Há um mês, estava em 3,90%. A projeção para o índice em 2020 seguiu em 4,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo nível.



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Juros avançam com dólar em meio a temores sobre comércio EUA-China e Previdência


06/05/2019 | 10:03


Os juros futuros operam em alta na manhã desta segunda-feira, 6, na esteira do dólar forte em âmbito mundial por causa das tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre a China. Além disso, a semana será movimentada, com o início da discussão da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara (na terça-feira), desfecho da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na quarta-feira, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril (sexta-feira).

Às 9h48, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 indicava 7,07%, ante máxima em 7,10%, de 7,06% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2025 estava em 8,70%, de 8,68% no ajuste anterior. No câmbio, o dólar à vista subia 0,83%, aos R$ 3,9715. O dólar futuro para junho estava em alta de 0,85%, aos R$ 3,9815.

Na sexta-feira passada, as taxas fecharam em queda, diante do desempenho fraco da produção industrial, que reforçou o receio da contração da economia no primeiro trimestre. Os dados das vendas no varejo de março, que saem nesta quinta-feira, podem dar mais indicação sobre o quadro econômico local.

Sobre a reforma da Previdência, o presidente Jair Bolsonaro defendeu a reforma em entrevista ao programa Silvio Santos, do SBT, transmitida neste domingo, dizendo que um dos principais objetivos da proposta é "ajudar os pobres".

A popularidade do presidente, no entanto, segue fraca. Ele teve que cancelar a viagem que faria a Nova York para receber o prêmio Pessoa do Ano, organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, no próximo dia 14, após críticas feitas pelo prefeito da cidade, Bill de Blasio. O Museu de História Natural de Nova York recusou-se a sediar o evento assim como empresas se negaram a patrocinar a comemoração diante de ameaças de boicote por parte de ativistas de direitos LGBTQ e ligados a minorias.

E, nesta manhã, no Rio, um grupo com pelo menos 300 manifestantes, a maioria estudantes, está reunido próximo ao Colégio Militar do Rio (CMRJ), onde Bolsonaro participa de cerimônia alusiva aos 130 anos da instituição. O protesto é contra o corte de verbas na Educação anunciado pelo governo federal na semana passada.

Fica ainda no radar o risco de nova greve dos caminhoneiros no dia 21 de maio, que pode ter aumentado após a Petrobras aumentar o diesel em 2,57% no sábado, depois de ter promovido reajuste de 4,84% no dia 18 de abril.

Também é negativa a notícia de que a Focus elevou de novo a previsão para o IPCA em 2019 de 4,01% para 4,04%. Há um mês, estava em 3,90%. A projeção para o índice em 2020 seguiu em 4,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo nível.

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