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Para que servem moedas?

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Os itens feitos com materiais preciosos surgiram em 700 a.C. e sua fabricação só evoluiu


Luis Felipe Soares
Diário do Grande ABC

05/05/2019 | 07:00


As moedas surgiram para substituir materiais pouco resistentes que eram usados, no passado, para troca de produtos. O objetivo era deixar de lado itens que estragavam ou apodreciam com o tempo para apostar em substâncias mais fortes, além de tentar unificar os parâmetros das comercializações utilizando matérias-primas que fossem vistas como valiosas em quase todo o mundo. O uso dos metais ouro e prata acabou por se tornar comum e, séculos depois, serviram de base para a fabricação do tipo de moeda que conhecemos hoje em dia.

Tudo é uma evolução temporal dos iniciais escambos, nos quais tribos se encontravam e realizavam negociação sobre produtos e serviços. O desafio era encontrar equilíbrio sobre o que seria justo para ambas as partes e determinados objetos começaram a aparecer como pontos de equiparação nas vendas e compras. Sal, arroz, tecidos, penas, peixes (como o bacalhau) e até mesmo crânios humanos passaram a ser valiosos, funcionando como espécie de ancestrais do dinheiro.

O surgimento do ouro e da prata nessa história de troca começou a criar certo padrão. Claro que nem todos os locais concordavam que se tratavam de elementos com valor e a negociação se complicava. As viagens com pesadas barras dos metais eram difíceis, sendo que a evolução da tecnologia possibilitou a fabricação de peças circulares, mais fáceis de se levar e com menos chances de se desgastar do que em outros formatos.

As moedas feitas com esses metais apareceram pela primeira vez no ano de 700 a.C. (antes da Cristo, contagem cristã referente ao surgimento de Jesus Cristo na história da humanidade), na região chamada de Lídia, antes pertencente à antiga Grécia e que, atualmente, abrange parte da Turquia, na Europa. Diversos pontos do planeta contam com itens em estilos diferentes, casos do centavo quadrado de Aruba, o estilo decagonal (com dez lados e dez ângulos) encontrado na Argélia, e as moedas com furos centrais desenvolvidas na China e Japão.

BRASIL - Os itens nacionais são fabricados na Casa da Moeda do Brasil, cuja sede fica na cidade do Rio de Janeiro, capaz de produzir cerca de 650 por minuto. Cada valor (R$ 0,05, R$ 0,10, R$ 0,25, R$ 0,50 e R$ 1) ganha forma a partir da mescla de diversos metais, a exemplos de ferro, fósforo, enxofre, manganês e cobre. Algumas delas têm revestimento de bronze, com ouro e prata não fazendo parte da ‘receita’ atual. Uma curiosidade é que algumas moedas custam mais para serem feitas do que seu valor no dia a dia.

A moeda mais valiosa do mundo é exemplar do primeiro dólar dos Estados Unidos no formato. Produzida em 1794, com prata e cobre, ela foi arrematada em leilão por US$ 10 milhões (cerca de R$ 39 milhões)

Consultado no livro Dinheiro Compra Tudo? – Educação Financeira Para Crianças, da educadora e escritora Cássia D’Aquino.
 



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Para que servem moedas?

Os itens feitos com materiais preciosos surgiram em 700 a.C. e sua fabricação só evoluiu

Luis Felipe Soares
Diário do Grande ABC

05/05/2019 | 07:00


As moedas surgiram para substituir materiais pouco resistentes que eram usados, no passado, para troca de produtos. O objetivo era deixar de lado itens que estragavam ou apodreciam com o tempo para apostar em substâncias mais fortes, além de tentar unificar os parâmetros das comercializações utilizando matérias-primas que fossem vistas como valiosas em quase todo o mundo. O uso dos metais ouro e prata acabou por se tornar comum e, séculos depois, serviram de base para a fabricação do tipo de moeda que conhecemos hoje em dia.

Tudo é uma evolução temporal dos iniciais escambos, nos quais tribos se encontravam e realizavam negociação sobre produtos e serviços. O desafio era encontrar equilíbrio sobre o que seria justo para ambas as partes e determinados objetos começaram a aparecer como pontos de equiparação nas vendas e compras. Sal, arroz, tecidos, penas, peixes (como o bacalhau) e até mesmo crânios humanos passaram a ser valiosos, funcionando como espécie de ancestrais do dinheiro.

O surgimento do ouro e da prata nessa história de troca começou a criar certo padrão. Claro que nem todos os locais concordavam que se tratavam de elementos com valor e a negociação se complicava. As viagens com pesadas barras dos metais eram difíceis, sendo que a evolução da tecnologia possibilitou a fabricação de peças circulares, mais fáceis de se levar e com menos chances de se desgastar do que em outros formatos.

As moedas feitas com esses metais apareceram pela primeira vez no ano de 700 a.C. (antes da Cristo, contagem cristã referente ao surgimento de Jesus Cristo na história da humanidade), na região chamada de Lídia, antes pertencente à antiga Grécia e que, atualmente, abrange parte da Turquia, na Europa. Diversos pontos do planeta contam com itens em estilos diferentes, casos do centavo quadrado de Aruba, o estilo decagonal (com dez lados e dez ângulos) encontrado na Argélia, e as moedas com furos centrais desenvolvidas na China e Japão.

BRASIL - Os itens nacionais são fabricados na Casa da Moeda do Brasil, cuja sede fica na cidade do Rio de Janeiro, capaz de produzir cerca de 650 por minuto. Cada valor (R$ 0,05, R$ 0,10, R$ 0,25, R$ 0,50 e R$ 1) ganha forma a partir da mescla de diversos metais, a exemplos de ferro, fósforo, enxofre, manganês e cobre. Algumas delas têm revestimento de bronze, com ouro e prata não fazendo parte da ‘receita’ atual. Uma curiosidade é que algumas moedas custam mais para serem feitas do que seu valor no dia a dia.

A moeda mais valiosa do mundo é exemplar do primeiro dólar dos Estados Unidos no formato. Produzida em 1794, com prata e cobre, ela foi arrematada em leilão por US$ 10 milhões (cerca de R$ 39 milhões)

Consultado no livro Dinheiro Compra Tudo? – Educação Financeira Para Crianças, da educadora e escritora Cássia D’Aquino.
 

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