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Jovens creem que chegada do Metrô amplia oportunidades

Divulgação/Metrô Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Linha 18 tiraria ‘atraso’ da região em relação a transportes e daria maior acesso a adolescentes locais a SP


Luís Felipe Soares
Tauana Marin
Diário do Grande ABC

05/05/2019 | 07:00


A questão sobre o futuro do Metrô no Grande ABC está mais em evidência do que nunca. As expansões do transporte público local nos próximos anos prometem agitar as sete cidades e sua conexão com a Capital com o intuito de aproximar as duas regiões. O D+ conversou com estudantes de escolas públicas e privadas e os adolescentes locais acreditam que a chegada da Linha 18-Bronze amplia oportunidades em diferentes setores de suas vidas, incluindo seus caminhos no futuro.

“Desafogar as lotações municipais é o principal ganho. Trabalho e vejo quanto sou refém do trânsito e dos transportes lotados, com gente espremida nas portas. O Metrô seria alternativa de muitos e isso só traria ganhos”, afirma José Anderson Ramos dos Santos, 16 anos, aluno do Centro de Formação Profissional Valdemar Mattei/EJA (Educação de Jovens e Adultos) de Santo André. “Não é à toa que quem mora próximo a uma linha abandona o carro em casa pelo custo-benefício”, ressalta o andreense Gustavo Vieira Godê, 17, que costuma visitar parentes e ir a festas na Capital.

As irmãs Beatriz Cristina, 15, e Bianca Victória da Silva Santos, 17, torcem para que o projeto da linha, apresentado em 2014 como parceria entre o governo do Estado e o Consórcio Vem ABC, finalmente saia do papel. “Ainda assim, mesmo que seja realidade, quantos anos irão demorar as obras? Não é uma solução imediata. Estamos atrasados (em relação a outras áreas da Região Metropolitana de São Paulo)”, lamenta Bianca.

Estudante do ensino médio do Colégio Singular, de Santo André, Caio Cardoso Ribeiro, 16, observa que o Grande ABC cresceu muito e demanda do monotrilho, inclusive, para que o leque de oportunidades de trabalho para jovens e de escolhas para universidades seja maior.

“O Metrô em São Paulo é algo que funciona diante dos demais sistemas, então estamos atrasados. É preciso que (os governos) foquem na qualidade de vida das pessoas.” No projeto atual, a viagem passaria por 13 estações, saindo da parada Tamanduateí, em São Paulo, até o Centro de São Bernardo, passando por São Caetano e Santo André, com integração direta com as já existentes linhas 2-Verde do Metrô e 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Detalhe que o traçado atenderia estudantes das principais universidades locais, entre elas Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André, e USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

O estudante Vitor Morija, 15, morador de São Caetano, enfrentava perrengues para frequentar o Esporte Clube Pinheiros, no Jardim Europa, por conta de complicações no transporte. “Faz falta para os moradores da região não terem uma linha e isso precariza o sistema, principalmente quando falamos em horário de pico. Além disso, quando se tem Metrô, as vias públicas fluem e as pessoas chegam mais rápido em casa.”

Segundo o governador João Doria (PSDB), nenhum modal para a Linha 18 está descartado e a decisão atual gira em torno do monotrilho e o chamado BRT (Bus Rapid Transit, ou sistema de transporte rápido por ônibus, em tradução livre), este um veículo sobre pneus que anda em faixa própria. Segundo especialistas em meio ambiente, a ideia do Metrô prevê que ele funcione por meio de energia elétrica, sendo não poluente e silencioso, enquanto que o concorrente pode receber ônibus movidos a diesel – a exemplo do que ocorre atualmente no Corredor ABD (São Mateus-Jabaquara), operado pela Metra, que, apesar de ser eletrificado, não conta com 100% da frota não poluente. A resposta do governo sobre o assunto será anunciada em junho.

Clara Monteiro, 15, aponta o Metrô como seguro e também como ampliador de oportunidades para quem deseja iniciar a vida profissional ou se reinventar em novas empresas, principalmente em período cujo desemprego está em alta. “O Grande ABC não pode ficar de fora dessa integração.”
 



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Jovens creem que chegada do Metrô amplia oportunidades

Linha 18 tiraria ‘atraso’ da região em relação a transportes e daria maior acesso a adolescentes locais a SP

Luís Felipe Soares
Tauana Marin
Diário do Grande ABC

05/05/2019 | 07:00


A questão sobre o futuro do Metrô no Grande ABC está mais em evidência do que nunca. As expansões do transporte público local nos próximos anos prometem agitar as sete cidades e sua conexão com a Capital com o intuito de aproximar as duas regiões. O D+ conversou com estudantes de escolas públicas e privadas e os adolescentes locais acreditam que a chegada da Linha 18-Bronze amplia oportunidades em diferentes setores de suas vidas, incluindo seus caminhos no futuro.

“Desafogar as lotações municipais é o principal ganho. Trabalho e vejo quanto sou refém do trânsito e dos transportes lotados, com gente espremida nas portas. O Metrô seria alternativa de muitos e isso só traria ganhos”, afirma José Anderson Ramos dos Santos, 16 anos, aluno do Centro de Formação Profissional Valdemar Mattei/EJA (Educação de Jovens e Adultos) de Santo André. “Não é à toa que quem mora próximo a uma linha abandona o carro em casa pelo custo-benefício”, ressalta o andreense Gustavo Vieira Godê, 17, que costuma visitar parentes e ir a festas na Capital.

As irmãs Beatriz Cristina, 15, e Bianca Victória da Silva Santos, 17, torcem para que o projeto da linha, apresentado em 2014 como parceria entre o governo do Estado e o Consórcio Vem ABC, finalmente saia do papel. “Ainda assim, mesmo que seja realidade, quantos anos irão demorar as obras? Não é uma solução imediata. Estamos atrasados (em relação a outras áreas da Região Metropolitana de São Paulo)”, lamenta Bianca.

Estudante do ensino médio do Colégio Singular, de Santo André, Caio Cardoso Ribeiro, 16, observa que o Grande ABC cresceu muito e demanda do monotrilho, inclusive, para que o leque de oportunidades de trabalho para jovens e de escolhas para universidades seja maior.

“O Metrô em São Paulo é algo que funciona diante dos demais sistemas, então estamos atrasados. É preciso que (os governos) foquem na qualidade de vida das pessoas.” No projeto atual, a viagem passaria por 13 estações, saindo da parada Tamanduateí, em São Paulo, até o Centro de São Bernardo, passando por São Caetano e Santo André, com integração direta com as já existentes linhas 2-Verde do Metrô e 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Detalhe que o traçado atenderia estudantes das principais universidades locais, entre elas Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André, e USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

O estudante Vitor Morija, 15, morador de São Caetano, enfrentava perrengues para frequentar o Esporte Clube Pinheiros, no Jardim Europa, por conta de complicações no transporte. “Faz falta para os moradores da região não terem uma linha e isso precariza o sistema, principalmente quando falamos em horário de pico. Além disso, quando se tem Metrô, as vias públicas fluem e as pessoas chegam mais rápido em casa.”

Segundo o governador João Doria (PSDB), nenhum modal para a Linha 18 está descartado e a decisão atual gira em torno do monotrilho e o chamado BRT (Bus Rapid Transit, ou sistema de transporte rápido por ônibus, em tradução livre), este um veículo sobre pneus que anda em faixa própria. Segundo especialistas em meio ambiente, a ideia do Metrô prevê que ele funcione por meio de energia elétrica, sendo não poluente e silencioso, enquanto que o concorrente pode receber ônibus movidos a diesel – a exemplo do que ocorre atualmente no Corredor ABD (São Mateus-Jabaquara), operado pela Metra, que, apesar de ser eletrificado, não conta com 100% da frota não poluente. A resposta do governo sobre o assunto será anunciada em junho.

Clara Monteiro, 15, aponta o Metrô como seguro e também como ampliador de oportunidades para quem deseja iniciar a vida profissional ou se reinventar em novas empresas, principalmente em período cujo desemprego está em alta. “O Grande ABC não pode ficar de fora dessa integração.”
 

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