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Proposta de auditoria entra na pauta da Aciscs

Ex-presidentes da entidade lamentam supostos desvios em R$ 1,2 milhão em convênio de 2016


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

01/05/2019 | 07:00


Uma apuração interna tende a ser proposta ainda nesta semana em reunião na Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano) para averiguar apontamento de supostos desvios em R$ 1,2 milhão do convênio firmado com a Prefeitura no exercício de 2016. Na ocasião, o termo envolveu aporte público de R$ 1 milhão para realização do Natal Iluminado, quando o Paço estava nas mãos de Paulo Pinheiro (DEM, ex-MDB) e a entidade era presidida por Walter Estevam Junior.

Presidente da entidade por mais de um mandato, Ivan Cavassani confirmou a medida e sustentou que a proposta de sindicância deverá ser colocada em votação entre os integrantes do conselho superior da Aciscs, formado por ex-dirigentes do órgão. “Como conselheiro da Aciscs, pretendo convocar uma auditoria para que ela possa nos responder o que de fato aconteceu com esta prestação de contas e com o dinheiro (repassado). Estou muito preocupado com o futuro da Aciscs”, frisou.

Comissão especial do Paço registrou falhas graves no parecer, reprovando a prestação de contas, e pede a devolução de R$ 1 milhão ao erário. Para Cavassani, caso a suposta fraude seja confirmada, a situação da associação poderá se tornar delicada, uma vez que essa condição impactaria diretamente nas contas da entidade. “Acredito que a associação poderia vir a quebrar. O único bem da Aciscs é o prédio, e o imóvel poderia até ser leiloado para pagar esta dívida com a Prefeitura.”

Outro ex-presidente da Aciscs, Nelson Braido, neto de Artemio Lorenzini – fundador e primeiro dirigente eleito da entidade –, afirmou que a situação “é lamentável”. Espera, por conta disso, que o episódio “seja esclarecido o mais rápido possível”. “Tenho carinho grande pela Aciscs, devido minha ligação com a entidade. Para mim, é muito ruim ver o nome da associação envolvido em uma questão como essa.”

O Palácio da Cerâmica informou que, entre as medidas cabíveis, vai acionar o MP (Ministério Público) sobre o caso.

Também ex-presidente da Aciscs, Mauro Laranjeira – antecessor de Estevam no posto – falou que o cenário da entidade se tornou crítico diante dessas circunstâncias. “Pelo que sei, a prestação de contas dele (Walter) não foi suficiente para explicar a situação em que ele se envolveu”, declarou.

O vínculo colocado em xeque compreendia R$ 1 milhão de transferência do Paço e R$ 200 mil de contrapartida da entidade, hoje dirigida por Moacir Passador Júnior. As atribuições da entidade eram promover o evento natalino e fazer sorteio de prêmios.  



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Proposta de auditoria entra na pauta da Aciscs

Ex-presidentes da entidade lamentam supostos desvios em R$ 1,2 milhão em convênio de 2016

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

01/05/2019 | 07:00


Uma apuração interna tende a ser proposta ainda nesta semana em reunião na Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano) para averiguar apontamento de supostos desvios em R$ 1,2 milhão do convênio firmado com a Prefeitura no exercício de 2016. Na ocasião, o termo envolveu aporte público de R$ 1 milhão para realização do Natal Iluminado, quando o Paço estava nas mãos de Paulo Pinheiro (DEM, ex-MDB) e a entidade era presidida por Walter Estevam Junior.

Presidente da entidade por mais de um mandato, Ivan Cavassani confirmou a medida e sustentou que a proposta de sindicância deverá ser colocada em votação entre os integrantes do conselho superior da Aciscs, formado por ex-dirigentes do órgão. “Como conselheiro da Aciscs, pretendo convocar uma auditoria para que ela possa nos responder o que de fato aconteceu com esta prestação de contas e com o dinheiro (repassado). Estou muito preocupado com o futuro da Aciscs”, frisou.

Comissão especial do Paço registrou falhas graves no parecer, reprovando a prestação de contas, e pede a devolução de R$ 1 milhão ao erário. Para Cavassani, caso a suposta fraude seja confirmada, a situação da associação poderá se tornar delicada, uma vez que essa condição impactaria diretamente nas contas da entidade. “Acredito que a associação poderia vir a quebrar. O único bem da Aciscs é o prédio, e o imóvel poderia até ser leiloado para pagar esta dívida com a Prefeitura.”

Outro ex-presidente da Aciscs, Nelson Braido, neto de Artemio Lorenzini – fundador e primeiro dirigente eleito da entidade –, afirmou que a situação “é lamentável”. Espera, por conta disso, que o episódio “seja esclarecido o mais rápido possível”. “Tenho carinho grande pela Aciscs, devido minha ligação com a entidade. Para mim, é muito ruim ver o nome da associação envolvido em uma questão como essa.”

O Palácio da Cerâmica informou que, entre as medidas cabíveis, vai acionar o MP (Ministério Público) sobre o caso.

Também ex-presidente da Aciscs, Mauro Laranjeira – antecessor de Estevam no posto – falou que o cenário da entidade se tornou crítico diante dessas circunstâncias. “Pelo que sei, a prestação de contas dele (Walter) não foi suficiente para explicar a situação em que ele se envolveu”, declarou.

O vínculo colocado em xeque compreendia R$ 1 milhão de transferência do Paço e R$ 200 mil de contrapartida da entidade, hoje dirigida por Moacir Passador Júnior. As atribuições da entidade eram promover o evento natalino e fazer sorteio de prêmios.  

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