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Metrô deve aumentar segurança no trânsito

Segundo projeto do monotrilho, cada trem deve tirar de dez a 12 ônibus e 500 carros de circulação


Aline Melo
do Diário do Grande ABC

01/05/2019 | 07:00


A construção da Linha 18-Bronze do Metrô no Grande ABC, se mantido o projeto original do monotrilho – licitado desde 2014 –, tem potencial para aumentar a segurança no trânsito da região. A avaliação é feita por especialistas da área, amparados no fato de que, de acordo com o projeto, cada trem do monotrilho deve tirar de dez a 12 ônibus e 500 carros de circulação.

Caso o governo do Estado de São Paulo decida pela troca de modal e adote o BRT (sigla em inglês para veículo rápido sobre rodas), no entanto, o estrangulamento das vias (conforme o Diário mostrou em março), que possivelmente ocorreria com a construção de corredores de ônibus, pode agravar o já violento trânsito. Dados do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo) mostram que entre 2014 e 2018, 922 pessoas morreram em decorrência de acidentes e/ou atropelamentos no viário urbano. A previsão é a de que a escolha do governo seja anunciada em junho.

Segundo o diretor de comunicação da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Dirceu Rodrigues Alves, não há dúvidas de que, com menor número de carros nas ruas, haja redução, ainda que não de forma imediata, no número de acidentes e vítimas. “Um dos grandes problemas atuais é o aumento constante da frota nas cidades. Modais de transporte público com maior capacidade de absorção da população, com certeza, vão resultar em um menor número de sinistros”, concluiu.

Questionado sobre os riscos decorrentes do estrangulamento das vias, com a adoção do BRT, Alves destacou que é possível a engenharia de tráfego dar conta desta questão, mas lembrou que no Rio de Janeiro, onde o modal foi adotado em 2012 para transporte dos turistas durante Olímpiadas, e posteriormente incorporado ao sistema municipal, não são raros os acidentes (o Diário mostrou, também em março, que o BRT carioca coleciona série de problemas, como falhas que vão desde buracos no asfalto a falta de sistema de drenagem, consequência de problemas na execução do projeto, segundo especialistas). “Modelos de transporte cuja travessia de pedestres é feita no mesmo nível dos veículos estão mais sujeitos a acidentes”, pontuou.

Consultor em segurança viária, Eduardo Biavati afirmou que a queda dos acidentes pode não ser tão rápida, e que é preciso pacote de medidas, como redução na velocidade das vias, novas faixas de pedestres e fiscalização, para realmente haver queda nos índices.

Região tem quase 2 milhões de veículos

A adoção de um meio de transporte de massa, com capacidade para tirar de circulação de dez a 12 ônibus e 500 carros de circulação, como prevê o projeto do monotrilho da Linha 18-Bronze, pode ser refresco para o congestionado trânsito do Grande ABC. Segundo dados do Detran -SP (Departamento de Trânsito de São Paulo), a frota da região chegou a 1,89 milhão de veículos emplacados em 2018.

Na comparação com 2017, o crescimento foi de 2%. Naquele ano, havia 1,85 milhão de veículos nas sete cidades do Grande ABC. Em conta hipotética, é possível afirmar que a região tem média de um veículo para dois habitantes.

De acordo com os dados, com exceção de Diadema, seis cidades do Grande ABC já possuem número de automóveis maior do que o de motoristas habilitados. As motocicletas, que somaram 285.710 unidades, representam 15% do total de veículos na região, enquanto os automóveis somam 1,2 milhão.

O diretor de comunicação da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Dirceu Rodrigues Alves, afirmou que os trens do monotrilho, pela sua eficiência de operação, têm potencial para atrair diversos usuários que, normalmente, utilizam veículos particulares. “Especialmente os mais jovens, uma vez que é um meio de transporte rápido”, opinou. 



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Metrô deve aumentar segurança no trânsito

Segundo projeto do monotrilho, cada trem deve tirar de dez a 12 ônibus e 500 carros de circulação

Aline Melo
do Diário do Grande ABC

01/05/2019 | 07:00


A construção da Linha 18-Bronze do Metrô no Grande ABC, se mantido o projeto original do monotrilho – licitado desde 2014 –, tem potencial para aumentar a segurança no trânsito da região. A avaliação é feita por especialistas da área, amparados no fato de que, de acordo com o projeto, cada trem do monotrilho deve tirar de dez a 12 ônibus e 500 carros de circulação.

Caso o governo do Estado de São Paulo decida pela troca de modal e adote o BRT (sigla em inglês para veículo rápido sobre rodas), no entanto, o estrangulamento das vias (conforme o Diário mostrou em março), que possivelmente ocorreria com a construção de corredores de ônibus, pode agravar o já violento trânsito. Dados do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo) mostram que entre 2014 e 2018, 922 pessoas morreram em decorrência de acidentes e/ou atropelamentos no viário urbano. A previsão é a de que a escolha do governo seja anunciada em junho.

Segundo o diretor de comunicação da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Dirceu Rodrigues Alves, não há dúvidas de que, com menor número de carros nas ruas, haja redução, ainda que não de forma imediata, no número de acidentes e vítimas. “Um dos grandes problemas atuais é o aumento constante da frota nas cidades. Modais de transporte público com maior capacidade de absorção da população, com certeza, vão resultar em um menor número de sinistros”, concluiu.

Questionado sobre os riscos decorrentes do estrangulamento das vias, com a adoção do BRT, Alves destacou que é possível a engenharia de tráfego dar conta desta questão, mas lembrou que no Rio de Janeiro, onde o modal foi adotado em 2012 para transporte dos turistas durante Olímpiadas, e posteriormente incorporado ao sistema municipal, não são raros os acidentes (o Diário mostrou, também em março, que o BRT carioca coleciona série de problemas, como falhas que vão desde buracos no asfalto a falta de sistema de drenagem, consequência de problemas na execução do projeto, segundo especialistas). “Modelos de transporte cuja travessia de pedestres é feita no mesmo nível dos veículos estão mais sujeitos a acidentes”, pontuou.

Consultor em segurança viária, Eduardo Biavati afirmou que a queda dos acidentes pode não ser tão rápida, e que é preciso pacote de medidas, como redução na velocidade das vias, novas faixas de pedestres e fiscalização, para realmente haver queda nos índices.

Região tem quase 2 milhões de veículos

A adoção de um meio de transporte de massa, com capacidade para tirar de circulação de dez a 12 ônibus e 500 carros de circulação, como prevê o projeto do monotrilho da Linha 18-Bronze, pode ser refresco para o congestionado trânsito do Grande ABC. Segundo dados do Detran -SP (Departamento de Trânsito de São Paulo), a frota da região chegou a 1,89 milhão de veículos emplacados em 2018.

Na comparação com 2017, o crescimento foi de 2%. Naquele ano, havia 1,85 milhão de veículos nas sete cidades do Grande ABC. Em conta hipotética, é possível afirmar que a região tem média de um veículo para dois habitantes.

De acordo com os dados, com exceção de Diadema, seis cidades do Grande ABC já possuem número de automóveis maior do que o de motoristas habilitados. As motocicletas, que somaram 285.710 unidades, representam 15% do total de veículos na região, enquanto os automóveis somam 1,2 milhão.

O diretor de comunicação da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Dirceu Rodrigues Alves, afirmou que os trens do monotrilho, pela sua eficiência de operação, têm potencial para atrair diversos usuários que, normalmente, utilizam veículos particulares. “Especialmente os mais jovens, uma vez que é um meio de transporte rápido”, opinou. 

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