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Ação na cracolândia deixa feridos, depredações e comércio fecha porta



30/04/2019 | 19:27


Uma operação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) com apoio da Polícia Militar para dispersar moradores de rua na cracolândia, no centro da capital, deixou feridos e provocou transtornos na tarde desta terça-feira, 30. A PM usou bombas de gás e de efeito moral. Também foram registradas depredações e o comércio da região fechou as portas.

Por volta do meio-dia, agentes de segurança pediram para os usuários desarmarem as tendas que estavam na calçada da Alameda Cleveland. Os moradores de rua teriam reagido e atirado contra GCMs, segundo a Prefeitura. A polícia usou bombas para dispersá-los.

Houve correria e grades de metal de uma obra de infraestrutura de energia ficaram destruídas na esquina da Rua Helvétia com a Alameda Dino Bueno. Um caminhão também foi depredado.

O comércio no local fechou as portas várias vezes. "É muito ruim porque eles fazem essas ações na hora de saída da creche. Havia um monte de criança circulando na rua", relata o comerciante Edson, que trabalha na Rua Helvétia e pediu para não ter o sobrenome identificado.

Atendentes do Conselho Estadual de Diretos Humanos estavam no local no momento da confusão. Segundo eles, uma moradora de rua teve convulsões em meio à correria e outro foi pisoteado. Questionada, a Prefeitura não informou quantas pessoas ficaram feridas.

"À tarde, não teve nenhum tipo de reação do pessoal da rua e vieram as bombas", diz o estudante Leôncio Nascimento, da ONG É De Lei, que estava no local. Entre moradores da Helvétia, houve relatos que policiais entraram em casas e quebraram móveis de quem não estava no chamado "fluxo", a concentração de usuários de crack.

A ação durou até às 17h, com os moradores de rua circulando nos quarteirões entre a Alameda Glete, a Avenida Rio Branco e a Avenida Duque de Caxias. A PM fez cordões de isolamento ao redor da área, novas bombas foram atiradas por volta das 16 horas.

"Aqui a polícia bate, a polícia maltrata" diz uma moradora da Helvétia, que afirma que teve a casa invadida por policiais. "Ele não tem direito de fazer isso porque ele não tem mandado, aqui não tem bandido nem usuário."

Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, da gestão Bruno Covas (PSDB), afirma que a GCM foi "recebida com disparos de arma de fogo" durante ação de zeladoria. Nenhum agente ficou ferido.

"Dois suspeitos foram localizados durante as abordagens portando 6 munições calibre 38, também foram apreendidos com 2 balanças de precisão, 12 pedras de crack, 12 pinos de cocaína, 8 trouxinhas de maconha e R$ 102,00", diz a nota. Os detidos foram encaminhados para o Denarc, da Polícia Civil.



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Ação na cracolândia deixa feridos, depredações e comércio fecha porta


30/04/2019 | 19:27


Uma operação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) com apoio da Polícia Militar para dispersar moradores de rua na cracolândia, no centro da capital, deixou feridos e provocou transtornos na tarde desta terça-feira, 30. A PM usou bombas de gás e de efeito moral. Também foram registradas depredações e o comércio da região fechou as portas.

Por volta do meio-dia, agentes de segurança pediram para os usuários desarmarem as tendas que estavam na calçada da Alameda Cleveland. Os moradores de rua teriam reagido e atirado contra GCMs, segundo a Prefeitura. A polícia usou bombas para dispersá-los.

Houve correria e grades de metal de uma obra de infraestrutura de energia ficaram destruídas na esquina da Rua Helvétia com a Alameda Dino Bueno. Um caminhão também foi depredado.

O comércio no local fechou as portas várias vezes. "É muito ruim porque eles fazem essas ações na hora de saída da creche. Havia um monte de criança circulando na rua", relata o comerciante Edson, que trabalha na Rua Helvétia e pediu para não ter o sobrenome identificado.

Atendentes do Conselho Estadual de Diretos Humanos estavam no local no momento da confusão. Segundo eles, uma moradora de rua teve convulsões em meio à correria e outro foi pisoteado. Questionada, a Prefeitura não informou quantas pessoas ficaram feridas.

"À tarde, não teve nenhum tipo de reação do pessoal da rua e vieram as bombas", diz o estudante Leôncio Nascimento, da ONG É De Lei, que estava no local. Entre moradores da Helvétia, houve relatos que policiais entraram em casas e quebraram móveis de quem não estava no chamado "fluxo", a concentração de usuários de crack.

A ação durou até às 17h, com os moradores de rua circulando nos quarteirões entre a Alameda Glete, a Avenida Rio Branco e a Avenida Duque de Caxias. A PM fez cordões de isolamento ao redor da área, novas bombas foram atiradas por volta das 16 horas.

"Aqui a polícia bate, a polícia maltrata" diz uma moradora da Helvétia, que afirma que teve a casa invadida por policiais. "Ele não tem direito de fazer isso porque ele não tem mandado, aqui não tem bandido nem usuário."

Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, da gestão Bruno Covas (PSDB), afirma que a GCM foi "recebida com disparos de arma de fogo" durante ação de zeladoria. Nenhum agente ficou ferido.

"Dois suspeitos foram localizados durante as abordagens portando 6 munições calibre 38, também foram apreendidos com 2 balanças de precisão, 12 pedras de crack, 12 pinos de cocaína, 8 trouxinhas de maconha e R$ 102,00", diz a nota. Os detidos foram encaminhados para o Denarc, da Polícia Civil.

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