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Após 30 anos, banda inglesa ride chega ao Brasil



27/04/2019 | 07:36


A nova música do Ride, Future Love, lançada na semana passada, começa com um som de cordas praticamente desprovido de distorção. Um segundo depois, porém, a banda embarca na direção do tipo de som que ajudou a moldar nos anos 1990, mas para alívio de fãs e críticos, a canção soa nova. Um indício de que o próximo disco da banda, criada em 1988 numa universidade de Oxford, na Inglaterra, é algo a se esperar com ansiedade em 2019. Antes disso, porém, o Ride desembarca no Brasil neste sábado, 27, como headliner do Balaclava Fest, a 9ª edição do festival indie em São Paulo.

É a primeira vez da banda no País em mais de 30 anos de carreira - na verdade, entre 1996 e 2014, o Ride manteve um hiato, tocando juntos muito eventualmente, embora todos os membros tenham seguido na música. A formação é a mesma desde o início: Andy Bell e Mark Gardender (vocais e guitarras), Laurence Colbert (bateria) e Steve Queralt (baixo).

Em 2014, porém, eles decidiram que era a hora de voltar. Anunciados como headliners dos maiores festivais do mundo nos anos seguintes (Coachella, Glastonbury, Primavera Sound e outros), o Ride finalmente chega ao Brasil na sua primeira vez na América do Sul.

Quando uma banda dessa época volta a tocar junto, as entrevistas mencionam de maneira protocolar a vontade de vir ao Brasil, etc. No caso de "Loz" Colbert, o baterista de 48 anos do Ride, a empolgação, porém, não é nada protocolar.

"Fazer turnês ficou muito mais fácil e divertido", disse, por telefone. "Quando começamos, ficávamos fora de casa por meses sem fim, mal nos comunicávamos com as pessoas, eu tinha de escrever cartas (risos), os ônibus eram ruins. Mas as coisas mudaram muito. É mais confortável agora. Não estar em turnês significa basicamente ficar sem visitar muitos países por anos e anos. Isso faz você apreciar muito mais quando está de volta. É um honra poder ir até a América do Sul e tocar para os nossos fãs. Não existe um segundo sequer em que isso se perde em nós. O que estou tentando dizer é que agora nos sentimos muito sortudos de poder fazer isso. Antes, talvez, não entendíamos muito bem. A América do Sul é o lugar a que nunca fomos com o Ride. Não acredito que demorou tanto, mas não tenho palavras para dizer como estamos animados com essa ideia."

O novo disco se chama This Is Not A Safe Place e sai no dia 16 de agosto: o título é curioso quando se ouve Colbert falar sobre o novo lugar que o Ride ocupa na vida dos seus membros.

"O sentimento é melhor do que no Weather Diaries (disco de 2017 que consolidou o retorno da banda)", explica. "Estamos numa fase boa, atingimos um patamar.

Ter feito todo aquele hiato e depois nos juntado novamente foi um processo revigorante, e fazer o WD nos deixou mais interessados em fazer música. É difícil fazer o primeiro disco depois de um longo tempo. As pessoas querem soar como soavam no passado, mas têm todas essas novas ideias para incorporar. Com o EP (Tomorrows Shore, 2018) já exploramos mais. Com o novo disco, vamos ainda além. Estamos mais à vontade para explorar sons", comenta. E arrisca: "Para ser honesto, acho que é mais dinâmico e emocionante do que o Weather Diaries".

Em 2015, o Ride fez uma turnê celebrando os 25 anos do disco Nowhere, considerado por publicações como Pitchfork e Rolling Stone uma obra-prima dos anos 1990. A percepção da banda sobre o próprio trabalhou mudou, diz Colbert.

"Eu não podia acreditar na reação das pessoas. O show nos levava para quando éramos apenas adolescentes, saídos recentemente da escola. Não tínhamos exatamente um plano, mas cavamos nosso caminho para dentro de estúdios e de algum jeito fizemos todo o processo de gravar, mixar, lançar, etc. Nenhum de nós sabia o que estava fazendo. Estávamos nos tornando adultos. Na época, nos sentimos insatisfeitos porque o disco não tinha capturado o que eu ou os outros estávamos sentindo. Então, alguns anos depois, você está quase envergonhado com aquilo, quer fazer algo melhor. Ainda significar algo para as pessoas é absolutamente maravilhoso. Me faz pensar que existe uma razão para nós estarmos aqui. Estamos cientes de que essa é a nossa primeira turnê por aí, então vamos tocar músicas do Nowhere e do Going Blank Again (1992). Minha percepção sobre esses trabalhos iniciais mudou, essa turnê me fez ter muito mais respeito pelo que fizemos quando não estávamos pensando em nada", diz, animado, o baterista do Ride.

BALACLAVA FEST

Audio. Av. Francisco Matarazzo, 694, tel. 3862-8279. Sáb. (27). R$ 300

(2 ingressos). Abertura da casa às 16h

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Após 30 anos, banda inglesa ride chega ao Brasil


27/04/2019 | 07:36


A nova música do Ride, Future Love, lançada na semana passada, começa com um som de cordas praticamente desprovido de distorção. Um segundo depois, porém, a banda embarca na direção do tipo de som que ajudou a moldar nos anos 1990, mas para alívio de fãs e críticos, a canção soa nova. Um indício de que o próximo disco da banda, criada em 1988 numa universidade de Oxford, na Inglaterra, é algo a se esperar com ansiedade em 2019. Antes disso, porém, o Ride desembarca no Brasil neste sábado, 27, como headliner do Balaclava Fest, a 9ª edição do festival indie em São Paulo.

É a primeira vez da banda no País em mais de 30 anos de carreira - na verdade, entre 1996 e 2014, o Ride manteve um hiato, tocando juntos muito eventualmente, embora todos os membros tenham seguido na música. A formação é a mesma desde o início: Andy Bell e Mark Gardender (vocais e guitarras), Laurence Colbert (bateria) e Steve Queralt (baixo).

Em 2014, porém, eles decidiram que era a hora de voltar. Anunciados como headliners dos maiores festivais do mundo nos anos seguintes (Coachella, Glastonbury, Primavera Sound e outros), o Ride finalmente chega ao Brasil na sua primeira vez na América do Sul.

Quando uma banda dessa época volta a tocar junto, as entrevistas mencionam de maneira protocolar a vontade de vir ao Brasil, etc. No caso de "Loz" Colbert, o baterista de 48 anos do Ride, a empolgação, porém, não é nada protocolar.

"Fazer turnês ficou muito mais fácil e divertido", disse, por telefone. "Quando começamos, ficávamos fora de casa por meses sem fim, mal nos comunicávamos com as pessoas, eu tinha de escrever cartas (risos), os ônibus eram ruins. Mas as coisas mudaram muito. É mais confortável agora. Não estar em turnês significa basicamente ficar sem visitar muitos países por anos e anos. Isso faz você apreciar muito mais quando está de volta. É um honra poder ir até a América do Sul e tocar para os nossos fãs. Não existe um segundo sequer em que isso se perde em nós. O que estou tentando dizer é que agora nos sentimos muito sortudos de poder fazer isso. Antes, talvez, não entendíamos muito bem. A América do Sul é o lugar a que nunca fomos com o Ride. Não acredito que demorou tanto, mas não tenho palavras para dizer como estamos animados com essa ideia."

O novo disco se chama This Is Not A Safe Place e sai no dia 16 de agosto: o título é curioso quando se ouve Colbert falar sobre o novo lugar que o Ride ocupa na vida dos seus membros.

"O sentimento é melhor do que no Weather Diaries (disco de 2017 que consolidou o retorno da banda)", explica. "Estamos numa fase boa, atingimos um patamar.

Ter feito todo aquele hiato e depois nos juntado novamente foi um processo revigorante, e fazer o WD nos deixou mais interessados em fazer música. É difícil fazer o primeiro disco depois de um longo tempo. As pessoas querem soar como soavam no passado, mas têm todas essas novas ideias para incorporar. Com o EP (Tomorrows Shore, 2018) já exploramos mais. Com o novo disco, vamos ainda além. Estamos mais à vontade para explorar sons", comenta. E arrisca: "Para ser honesto, acho que é mais dinâmico e emocionante do que o Weather Diaries".

Em 2015, o Ride fez uma turnê celebrando os 25 anos do disco Nowhere, considerado por publicações como Pitchfork e Rolling Stone uma obra-prima dos anos 1990. A percepção da banda sobre o próprio trabalhou mudou, diz Colbert.

"Eu não podia acreditar na reação das pessoas. O show nos levava para quando éramos apenas adolescentes, saídos recentemente da escola. Não tínhamos exatamente um plano, mas cavamos nosso caminho para dentro de estúdios e de algum jeito fizemos todo o processo de gravar, mixar, lançar, etc. Nenhum de nós sabia o que estava fazendo. Estávamos nos tornando adultos. Na época, nos sentimos insatisfeitos porque o disco não tinha capturado o que eu ou os outros estávamos sentindo. Então, alguns anos depois, você está quase envergonhado com aquilo, quer fazer algo melhor. Ainda significar algo para as pessoas é absolutamente maravilhoso. Me faz pensar que existe uma razão para nós estarmos aqui. Estamos cientes de que essa é a nossa primeira turnê por aí, então vamos tocar músicas do Nowhere e do Going Blank Again (1992). Minha percepção sobre esses trabalhos iniciais mudou, essa turnê me fez ter muito mais respeito pelo que fizemos quando não estávamos pensando em nada", diz, animado, o baterista do Ride.

BALACLAVA FEST

Audio. Av. Francisco Matarazzo, 694, tel. 3862-8279. Sáb. (27). R$ 300

(2 ingressos). Abertura da casa às 16h

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