Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 20 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Por pedaladas fiscais, TCU aumenta punição a Luciano Coutinho



24/04/2019 | 21:43


Em um novo julgamento relacionado ao processo das pedaladas fiscais, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu proibir o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho de assumir cargo comissionado ou função de confiança.

A decisão representa um endurecimento em relação à posição que o tribunal havia tido em agosto do ano passado. Na ocasião, o tribunal já havia inabilitado o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, por 8 anos, e o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine, por 6 anos. Bendine recorreu, mas não teve o pedido concedido.

A sanção a Luciano Coutinho agora se equipara à de Bendine. A multa ao ex-presIdente do BNDES subiu de R$ 30 mil para R$ 54,8 mil.

As pedaladas fiscais - o uso de dinheiro dos bancos federais em programas de responsabilidade do Tesouro Nacional - foram um dos argumentos do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Ainda no julgamento em 2018, o ministro Walton Rodrigues Alencar havia votado pela inabilitação de Luciano Coutinho apontando que, na qualidade de dirigente máximo do BNDES, ele tinha integral conhecimento dos fatos considerados irregulares, concordava com eles e atuava para que fossem tornados política institucional do BNDES.

No julgamento atual, Alencar foi ainda mais incisivo para ampliar a punição a Bendine utilizando como argumentos, inclusive, o impeachment de Dilma.

"Com que força moral, poderia o TCU, a partir dos mesmos fatos que levaram ao

impeachment da presidente Dilma Roussef, deixar de punir os demais responsáveis, muito especialmente Luciano Coutinho, que movimentou mais de duas vezes os recursos públicos, em pedaladas, relativamente ao presidente do Banco do Brasil. É escandalosa a isenção de punição ao então presidente do BNDES pelo TCU, tal qual se os fatos praticados pelas citadas autoridades não apresentassem nenhuma gravidade", votou Walton Rodrigues.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Por pedaladas fiscais, TCU aumenta punição a Luciano Coutinho


24/04/2019 | 21:43


Em um novo julgamento relacionado ao processo das pedaladas fiscais, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu proibir o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho de assumir cargo comissionado ou função de confiança.

A decisão representa um endurecimento em relação à posição que o tribunal havia tido em agosto do ano passado. Na ocasião, o tribunal já havia inabilitado o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, por 8 anos, e o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine, por 6 anos. Bendine recorreu, mas não teve o pedido concedido.

A sanção a Luciano Coutinho agora se equipara à de Bendine. A multa ao ex-presIdente do BNDES subiu de R$ 30 mil para R$ 54,8 mil.

As pedaladas fiscais - o uso de dinheiro dos bancos federais em programas de responsabilidade do Tesouro Nacional - foram um dos argumentos do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Ainda no julgamento em 2018, o ministro Walton Rodrigues Alencar havia votado pela inabilitação de Luciano Coutinho apontando que, na qualidade de dirigente máximo do BNDES, ele tinha integral conhecimento dos fatos considerados irregulares, concordava com eles e atuava para que fossem tornados política institucional do BNDES.

No julgamento atual, Alencar foi ainda mais incisivo para ampliar a punição a Bendine utilizando como argumentos, inclusive, o impeachment de Dilma.

"Com que força moral, poderia o TCU, a partir dos mesmos fatos que levaram ao

impeachment da presidente Dilma Roussef, deixar de punir os demais responsáveis, muito especialmente Luciano Coutinho, que movimentou mais de duas vezes os recursos públicos, em pedaladas, relativamente ao presidente do Banco do Brasil. É escandalosa a isenção de punição ao então presidente do BNDES pelo TCU, tal qual se os fatos praticados pelas citadas autoridades não apresentassem nenhuma gravidade", votou Walton Rodrigues.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;